terça-feira, 27 de março de 2018

Série da Semana, La Casa de Papel

Não há série que se fale mais no momento que a La Casa de Papel e se ainda não viram parem de ler. Pode conter spoilers.


Quando comecei a ouvir falar da série não fui a correr ver. Estava até um pouco reticente porque tenho tanta coisa na lista que não queria acrescentar mais nada. Mas o Eddie queria ver então lá me deixei levar. E viciei. 
Só descansei quando vi o último episódio e posso dizer que não me lembro de me sentir tão frustrada com uma série em muito tempo.

A história é boa, tem personagens incríveis e uma dinâmica muito estimulante mas tem outros personagens tão maus que chegam a ser ridículos e umas cenas tão previsíveis que nos fazem querer apagar a tv e gritar com a parede. Tirando que a série é toda narrada por uma das piores personagens da história da tv. Entre a Tóquio e a Inspectora Raquel nem um pacote de xanax dava para acalmar os meus nervos. Que personagens são estas?
Sim, a Raquel vai mesmo namoriscar no meio do maior assalto da história de Espanha e a Tóquio consegue entrar de mota dentro da "Casa" sem levar um único tiro quando 50 polícias disparam. 
Sério?

Tirando alguns erros grosseiros e algumas incongruências, a série é viciante. Levanta questões pertinentes, faz os anti-heróis ganharem o nosso coração, tem detalhes deliciosos e tem, também, algumas personagens maravilhosas. Berlim e Nairóbi são, de longe, os meus favoritos. Ele pela complexidade e ela pela maturidade. 

É uma série que vale a pena mas que não vai agradar por completo. 

Quem já viu? Qual a vossa personagem favorita?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Tirar um tempo

Desapareci. 
Estava a precisar por as coisas no lugar. Estabelecer metas e prioridades e sobretudo respirar. 
Quando a nossa vida muda de uma forma tão imediata mas definitiva muitas vezes não nos apercebemos, até meses mais tarde, que estamos a reter a respiração e a canalizar tudo para o sítio errado.
Eu não me estava a permitir sentir. Não estava a viver realmente.

Então tirei um tempo. 
Chorei muito. Deprimi imenso. Mas também sorri e gargalhei. Recordei coisas boas e talvez tenha começado, finalmente, a fazer o meu luto. 
Sinto-me um pouco mais leve, um pouco mais viva.

E agora estou aqui. De volta. 


sexta-feira, 9 de março de 2018

O meu primeiro emprego

Todos já passamos pela experiência desafiadora do primeiro emprego. 
Se muitos só começam a trabalhar após concluir os estudos e outros tantos têm de conciliar estudos e trabalho para fazer face às despesas da vida, eu tive a felicidade de começar a trabalhar porque quis. 

Felizmente, os meus pais sempre me proporcionaram uma vida bastante confortável e nunca exigiram que trabalhasse, como tantos pais exigem. Claro que tinha as minhas tarefas em casa, mas trabalhar fora para ajudar nas minhas despesas nunca foi uma necessidade.
No entanto, no Verão de 2005 decidi arranjar um trabalho. Porquê? Eu gostava de ter uma razão nobre mas a verdade é que queria ir de férias e achei que não tinha de pedir dinheiro aos meus pais. E sendo que passava o meu Verão na praia e o trabalho era mesmo junto à praia, era apenas juntar o útil ao agradável.

O meu primeiro trabalho foi assim, servir às mesas numa pizzaria de praia. 
Tenho tantas recordações incríveis. Além de trabalhar com amigos, o serviço era exigente e o patrão não era a pessoa mais afável mas mesmo assim lembro-me com imenso carinho destes tempos.
Entre pizzas e bebidas, mergulhos e areia no pé, foram três Verões que passei neste trabalho. Não ganhava nada de especial, mas como já disse, toda a conjuntura em volta era o que mais me motivava. 
Lembro-me que o início do dia de trabalho consistia em uma viagem de bicicleta para a praia, onde começava a trabalhar às 9h. Servia imensos pequenos-almoços e por volta das 11h começávamos a arrumar tudo para servir os almoços e às 16h era altura de tirar o uniforme, uma t-shirt pavorosa, vestir o bikini e mergulhar no mar. 
O dia que mais me custava era o domingo, uma vez que tenho um entrave mental de trabalhar ao domingo e então, os meus maravilhosos pais, tinham sempre um mimo para mim quando chegava a casa. (Sim, era recompensada de fazer algo tão normal como trabalhar. Sim, fui muito mimada e amada pelos meus pais. Mas aparentemente isso não me estragou nem acho que o mundo me deva nada. )

Posso dizer, sem dúvidas, que foi a melhor opção que já tomei. Além de desenvolver responsabilidade e aprender coisas novas num mundo que desconhecia, tive oportunidade de sentir o peso do trabalho e do dinheiro. 
O meu primeiro ordenado foi integralmente gasto num jantar com os meus pais e uns ténis. Nunca mais me esqueço da cara dos meus pais quando disse que eu pagava a conta. Foi orgulho. Orgulho de perceberem que eu tinha aprendido o que eles tão bem me ensinaram. Tudo tem de ser partilhado para saber melhor. 
E no final, eles ajudaram a pagar as férias. Mas as lições foram aprendidas. 

Qual a vossa memória do primeiro emprego? Começaram cedo ou tarde a trabalhar? 

terça-feira, 6 de março de 2018

Eu, Nádia Sofia, me confesso.

Quando uma mulher engravida, além de todas as coisas inerentes, o futuro nome é uma grande questão.
Todos nós temos uma ideia de qual nome queremos dar aos nossos filhos, quando e se os tivermos. Pode ser em homenagem a alguém, por gosto ou por moda. No entanto, muitas vezes, esquecemos que esse nome fica com a pessoa para sempre. Sempre!

Os meus pais tinham dois nomes, cada um mais horrível que o outro. Isto antes de eu ser sequer feita, o meu pai gostava do nome Elita e a minha mãe do nome Branca Flor. Tenso!
Mas quando a minha mãe engravidou, um discernimento muito necessário assolou-se deles e puseram estas pérolas de lado e chegaram ao nome Nádia. 
Nádia é um nome muito dos anos 80 e quase todos sugiram da mesma fonte. Ambos os meus pais gostavam de ginástica e a maravilhosa Nadia Comăneci foi a influência do meu nome. 
Nada mau ter o nome do primeiro perfect 10.0 a influenciar o meu nome.

Eu adoro o nome Nádia. Acho-o forte, com personalidade e identidade. É um nome que se adequa imenso a mim.
Mas depois, os meus queridos pais arruinaram tudo. Atenção, eu gosto de Sofia. Acho um nome bonito e era capaz de chamar Sofia a uma filha. No entanto, mais uma vez os anos 80 a fazerem estragos, para quê o segundo nome? Para quê o Nádia Sofia?
O Sofia é um um corpo morto no meu nome. Não uso, não me identifico, não sou. A única pessoa que o usa é o Eddie para me atazanar e os meus pais durante a infância/adolescência para me aterrorizar quando fazia asneiras. Para mais nada. Nunca!

Devo confessar que chego a estremecer quando tenho de dizer o nome completo e muitas vezes utilizo um simples S. para não colocar a tristeza da combinação que os meus pais arranjaram. Não gosto mesmo.

Alguém se identifica? Muitas pessoas traumatizadas com as escolhas dos seus pais?

domingo, 4 de março de 2018

Oscars 2018 - Filmes nomeados #3

A poucas horas da entrega dos prémios, ficam aqui os últimos filmes nomeados. Podem ver a minha opinião sobre os restantes aqui e aqui

Call Me By Yout Name 

It's the summer of 1983 in the north of Italy, and Elio Perlman, a precocious 17- year-old American-Italian, spends his days in his family's 17th century villa transcribing and playing classical music, reading, and flirting with his friend Marzia. Elio enjoys a close relationship with his father, an eminent professor specializing in Greco-Roman culture, and his mother Annella, a translator, who favor him with the fruits of high culture in a setting that overflows with natural delights. While Elio's sophistication and intellectual gifts suggest he is already a fully-fledged adult, there is much that yet remains innocent and unformed about him, particularly about matters of the heart. One day, Oliver, a charming American scholar working on his doctorate, arrives as the annual summer intern tasked with helping Elio's father. Amid the sun-drenched splendor of the setting, Elio and Oliver discover the heady beauty of awakening desire over the course of a summer that will alter their lives forever.

Simplesmente, adorei este filme. É uma história envolvente, personagens muito densas e uma verdadeira lição de vida. Além de me enamorar pela filme fiquei com vontade de embarcar para Itália amanhã. Para finalizar, este é um dos melhores monólogos que vi nos últimos anos. 

“In my place, most parents would hope the whole thing goes away, or pray that their sons land on their feet soon enough,” Mr. Perlman says. “But I am not such a parent. In your place, if there is pain, nurse it, and if there is a flame, don’t snuff it out, don’t be brutal with it. Withdrawal can be a terrible thing when it keeps us awake at night, and watching others forget us sooner than we’d want to be forgotten is no better. We rip out so much of ourselves to be cured of things faster than we should that we go bankrupt by the age of 30 and have less to offer each time we start with someone new. But to feel nothing so as not to feel anything—what a waste!”

Phantom Thread

Set in 1950's London, Reynolds Woodcock is a renowned dressmaker whose fastidious life is disrupted by a young, strong-willed woman, Alma, who becomes his muse and lover.

Daniel Day-Lewis é um dos grandes e o seu papel foi brilhante. A história é envolvente mas eu, além de gostar de filmes que me deixem perdida, não gosto de filmes que me deixam em branco. E este deixou-me. Normalmente no fim de cada filme a minha cabeça viaja por hipóteses e novos caminhos mas após ver este filme a única coisa que consigo dizer é que os actores foram magníficos mas a história não me chega. Não me comove, não me transforma, não me emociona. Nada. 

Agora com todos os filmes nomeados para o grande prémio vistos, e mais alguns que também estão nomeados, vamos às apostas.
Para mim The Shape of Water é o melhor filme, seguido por Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Call Me By Your Name. Gary Oldman leva o melhor actor e Frances McDormand leva o de melhor atriz. Sam Rockwell e Allison Janney ganham os actores secundários.
E para finalizar o melhor filme de animação vai para Coco, que é fofinho, fofinho. 
As restantes categorias deixo para quem percebe da coisa.

Quais as vossas apostas? Viram todos os nomeados?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Oscars 2018 - Filmes nomeados #2

Hoje vou continuar a minha viagem pelos filmes nomeados para os Oscars de 2018. Hoje trago três nomeados, onde estão para mim os grandes vencedores deste ano. 

Darkest Hour 
During the early days of World War II, the fate of Western Europe hangs on the newly-appointed British Prime Minister Winston Churchill, who must decide whether to negotiate with Adolf Hitler, or fight on against incredible odds.

Não é o favorito ao melhor filme mas tem, sem dúvida, o actor favorito. Que grande papel de Gary Oldman. É uma interpretação brilhante num filme muito interessante para quem gosta da temática da Segunda Guerra Mundial. 

Lady Bird

Christine "Lady Bird" McPherson fights against but is exactly like her wildly loving, deeply opinionated and strong-willed mom, a nurse working tirelessly to keep her family afloat after Lady Bird's father loses his job. Set in Sacramento, California in 2002, amidst a rapidly shifting American economic landscape, Lady Bird is an affecting look at the relationships that shape us, the beliefs that define us, and the unmatched beauty of a place called home.

Lady Bird é, na minha opinião, um pouco como La La Land. Um bom filme levado num hype ainda maior. Toda a história assim como as interpretações são boas mas não faz dele uma obra-prima. É um filme que aborda de uma forma crua as relações e sobretudo as atitudes tão próprias dos adolescentes, a procura de uma identidade e dos seus sonhos.

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

After months have passed without a culprit in her daughter's murder case, Mildred Hayes makes a bold move, painting three signs leading into her town with a controversial message directed at William Willoughby, the town's revered chief of police. When his second-in-command Officer Dixon, an immature mother's boy with a penchant for violence, gets involved, the battle between Mildred and Ebbing's law enforcement is only exacerbated.

Não sendo o meu favorito, está no segundo lugar e vai levar o prémio. Se The Shape of Water, o meu favorito, é um conto de fadas, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri é um murro no estômago de tão real. É um filme com uma dinâmica incrível e um papelão de Frances McDormand que vai levar o Óscar. É um grande filme, para quem ainda não viu precisa de ver. 

Para a semana falarei dos dois nomeados que faltam.
Já viram estes filmes? Opiniões? 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A moda ficou "feia"! Finalmente!

Com as semanas de moda a todo o vapor e as fotos do street style, as que realmente põem a moda na rua, espalhadas pelas redes sociais, podemos constatar que a moda está feia. Esquisita. Estranha. Fabulosa!

Primeiramente temos de estabelecer um princípio. A moda está feia, não a roupa. Essa continua a ser bem feita pelas diversas marcas. O que passou a ser feio é a forma como ela se apresenta, sem as peças esteticamente maravilhosas e sim com um estilo mais terra-a-terra. Mais mortal.

Quem tenta seguir tendências e está alerta do que se usa, já sentiu em alguma altura que o seu armário está out-fashion, cheio de peças que já não se usam. Com esta moda feia, uma variedade incrível de peças podem ser usadas sem passarem de moda e mais importante de tudo, vamos usar o conforto sem medo de estar out
Essa é, para mim, o maior atractivo desta nova tendência feia, o conforto das peças. Embora não sejam as mais bonitas, são definitivamente as mais confortáveis. Mom jeans, dad sneakers e bum bags, ou traduzindo, os anos 90 no seu melhor. 
Vemos o retorno de marcas perdidas no tempo, peças que só conhecíamos das fotos embaraçosas dos nossos pais e uma unanimidade nos tamanhos e silhuetas. É assim um movimento não só de democratização mas também de corte com a ostentação que as grandes marcas perpetuam. 


Claro que esta tendência, assim como todas as outras, vai passar. Afinal a moda é cíclica. No entanto, acho que temos de aproveitar este momento e, nem que seja uma vez na vida, além de estarmos na moda, estarmos confortáveis e felizes. E vai ser sempre bonito um dia apresentarmos aos nosso filhos fotos embaraçosas, não só dos avós mas também dos pais. 
Mas além da componente estética, repensarmos todo o conceito de moda. Talvez o feio não seja assim tão feio e a moda não seja apenas para corpos magros, cheia de regras e padronizações. 


A transformação no street style de algumas figuras emblemáticas das semanas de moda é clara. Todas as fotos são da NYFW do início do ano. 
Claro que são fotos escolhidas de propósito para demonstrar esta tendência, as mesmas pessoas vestiram looks bem mais bonitos no conceito tradicional. Mas mais uma vez demonstram a moda feia une as pessoas. E na minha sincera opinião, continua a ser bonita. 


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Filme da semana, Black Panther

Eu gosto de filmes de super-heróis. Gosto especialmente dos filmes da Marvel e estava ansiosamente à espera de Black Panther.



Antes de falar propriamente do filme, temos de falar no impacto social que está a ter. 
Fala-se do primeiro filme com um herói negro. Não é. Nunca nos pudemos esquecer do meu amado Blade. Há vinte anos, Wesley Snipes protagonizou um dos filmes de culto onde ele no papel de anti-herói é o vampiro que mata vampiros. 
Por isso não pudemos falar do primeiro papel de herói negro, no entanto, estamos a falar de uma era completamente diferente e sim, é o primeiro filme desta nova vaga de super-heróis populares onde o protagonista é negro. 
E isso é muito importante. Crianças com dez anos não vão ver o Blade, mas com certeza vão ver este filme e reverem-se é muitíssimo importante. 
A tão falada representatividade é crucial. Eu, fazendo parte de um casal inter racial, que um dia terei filhos também eles com herança racial distinta, percebo a importância deste filme.
Outra aspecto que acho muito relevante, é o facto de as personagens falarem inglês com sotaque. Todos nós temos ou conhecemos amigos e familiares que tendo uma origem diferente do país em que estão, falam com algum sotaque.  E sabemos também que em alguns casos isso pode provocar preconceito.
Termos um filme onde os personagens principais negros falam com sotaque vai trazer uma normalidade muito necessária. 

Quanto ao filme em si, ainda estou numa dualidade muito grande. Se por um lado gostei muito da banda sonora espectacular, da identidade bem delineada, do orgulho e respeito pela cultura africana e da personagens da Danai Gurira e Michael B. Jordan, por outro fiquei tão desiludida com o casal principal. Achei as personagens fraquinhas e a falta de química entre os actores flagrante. 

Mas é um filme que vale a pena, mesmo para quem não gosta do género. 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Quero testar #5

Depois de meses sem novidades de beleza por aqui volto com alguns produtos que quero muito testar. 

Eu gosto de máscaras! Para a cara, para o cabelo, para o corpo. Até para a alma usaria caso houvesse. Como ainda não as descobri, perco-me a experimentar as que estão disponíveis e esta da Garnier é a próxima que quero experimentar. A marca assegura uma semana da hidratação e estou mesmo curiosa para ver os resultados. 


A maquilhagem é algo que gosto muito mas nos últimos meses não tenho investido nada. Estou completamente de fora das novidades e do que se está a usar mas esta linha da Catrice despertou-me a atenção pelas cores vibrantes. O produto que quero mesmo usar é a paleta de blush, que sendo ombré nos proporciona vários tons. 


No seguimento da minha paixão por máscaras, a Tony Moly tornou-se uma das minhas marcas de eleição. Não há um produto que tenha testado que não goste e não fique fã e quero muito testar este novo Tako Pore Bubble Pore. Os poros são o meu ponto fraco e quero rapidamente testar este produto. 

Conhecem algum dos produtos? Coisas boas a dizer?