terça-feira, 3 de julho de 2018

Reutilizar está na moda!

O ano passado falei de como me estava a sentir sufocada de ter tanta coisa, como podem ler aqui. No entanto, com tudo o que se passou nos meses que se seguiram, não só não tive cabeça de continuar com o filtro que tinha começado como acumulei ainda mais coisas. Digamos que a tristeza dá-me para comprar.

Agora, mais emocionalmente estável, quero mesmo levar esta filosofia em frente. Não quero ser uma pessoa que se agarra e afirma pelo verbo ter. 

Assim, uma das coisas que agora estou concentrada é na reutilização e renovação do meu guarda-roupa. 
Como é normal na grande maioria das mulheres, tenho o armário cheio. Demasiado cheio.
Sempre fui boa em tirar partido das minhas roupas mas sempre tive dificuldade em repetir. E isto sim, sempre foi um grande problema para mim. Não falo do dia-a-dia, mas há aquelas ocasiões mais importantes, onde por norma, nunca repito roupa. Por exemplo, se tenho três casamentos num ano, vou comprar três conjuntos novos, mesmo que ainda figurem no meu armários conjuntos que só utilizei uma vez num evento do género. 
Não quero voltar a ser assim. 
Sempre gostei de ter peças especiais. Peças com história e é nisto que quero transformar o meu armário. Um armário, onde mais do que tendências figurem histórias. 

Vou começar já este ano, onde me recuso a comprar roupa para alguns eventos que se aproximam, ou para os que tenho de comprar, vou optar por peças que sejam versáteis e facilmente reutilizáveis ao longo do tempo.

Vou dando notícias de como está a correr esta nova fase de Ter menos, Ser mais!


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Looks da semana ou afinal não.

Para voltar em força, no fim-de-semana abri o Polyvore, app que usava para compor os looks e qual não é o meu espanto fui redireccionada para o site sa SSENCE. Como andei afastada de tudo não sabia desta notícia e fiquei mesmo chateada. Além de a compra apanhar os utilizadores de surpresa, o Polyvore fechou completamente, sendo que não há no mercado nenhum outro site/app com a mesma qualidade.

Há várias alternativas. Explorei muitas mas sou sincera ao dizer que não há nenhuma que me seduza e me faça ter vontade de compor looks. O Polyvore era intuitivo, sedutor e agradável e nenhuma das alternativas se assemelha ao original. 

Assim, estou com uma grande dificuldade em saber o que vou fazer. Os looks da semana era um dos posts com mais visualizações e que mais prazer me dava. Gostava mesmo de o fazer. 
Até encontrar uma solução, vou pensando em formas de trazer moda ao blogue, sempre de uma forma descomprometida e despreocupada. 

sábado, 16 de junho de 2018

O que li durante a semana

Ronaldo entrou a matar e este Portugal promete 

Não podia começar por outro sitio. Foi um bom jogo, Portugal ainda com algumas arestas para limar mas isto promete.   

É preciso ler este artigo sobre o jogo de ontem.

 

Why Everyone You Know Is Boycotting Kat Von D Beauty Products

Os produtos dela são óptimos. Estamos em 2018. Somos todos livres. Mas há coisas que são só estúpidas. Para sermos evoluídos não precisamos de virar as costas a tudo o que como humanidade conquistamos e isso incluí vacinas que nos protegem pessoal e colectivamente.

 

13 Women Tell Their Period Stories

  Há coisas que precisam de ser agitadas e sobretudo, discutidas e faladas sem tabus. Uma dessas coisas é a menstruação. Todas temos, todas nos queixamos e temos de falar dela. 


This Burrowing Clam Is Not Boring. It Uses Acid to Make Its Home.

A Natureza é maravilhosa. E a beleza deste bicho?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Muito mais que vida ou morte

"Some people believe football is a matter of life and death. I am very disappointed with that attitude. I can assure you it is much, much more important than that." Bill Shankly

 

Começou ontem mais um mundial de futebol. O primeiro que entramos com a pujança de campeões. Para quem ama o jogo, estes Verões de mundiais e europeus são um presente. Se os nossos clubes nos separam, dividem por cores e princípios, as selecções juntam-nos. Tornam-nos num só. E isso nunca deixa de me comover.

Já sofri muito pela selecção. Já chorei muito. É verdade e não o escondo. Já tive as minhas expectativas esmagadas e os meus sonhos desfraldados. Como adepta de futebol, o Euro 2016 foi um sonho tornado realidade. Como adepta, um dos dias mais felizes da minha vida. Consigo lembrar-me exactamente da sensação ao ouvir o apito final e por fim ver Portugal ganhar o Europeu. Os telefonemas, as lágrimas os gritos. O calor e felicidade na rua. O Marquês pintado de vermelho e verde. O hino cantado com toda a emoção. A chegada dos jogadores. Foram dias incríveis.

Na Rússia não vai ser fácil. Mas como sempre, eu acredito. Acredito na nossa força e empenho e acredito na nossa vontade indestrutível. E como disse o nosso capitão, se perdermos que se foda. Porque até 2018 vamos ser os campeões. 

Que comecem os jogos.Vai equipa!!!

 

 


 

 

sábado, 9 de junho de 2018

Não é para os fracos

Falar em depressão é falar de estigma e incompreensão. De vergonha e desespero. É, na maioria do tempo, nem falar. Esconder e reprimir.
Depois das notícias desta semana dos suicídios de duas celebridades doentes de depressão, ainda me estou a recuperar da perda do Anthony Bourdain, fica ainda mais importante falar nisso. Falar dela. Dominar o monstro.

Sempre fui condescendente com a depressão. Não podia ser assim tão insuportável, afinal acredito que fazemos a nossa própria felicidade. Até que ela bateu à minha porta. Melhor, arrombou a porta e entrou sem ser convidada.
A braços com a descoberta da Poc, a depressão veio extremar ainda mais uma situação por ela tão difícil. Tornou-me uma sombra. Mas ninguém a conseguia ver.
Porque a depressão é invisível ao olho alheio. Continuamos a trabalhar, a estudar, a fazer o mundo girar. Mas por dentro não passamos de fantasmas sem rumo e alento.
A depressão afastou-me do mundo. Afastou-me de amigos, de actividades que me davam tanto prazer. Por anos afastou-me da minha vida.  Tudo isto enquanto a tratava.
Sim, porque a depressão não é uma constipação. Não passa de um dia para o outro. Aliás, acredito que é uma doença latente. Que fica à espera do melhor momento para voltar e cabe a nós fazê-la recuar.

A depressão não é intratável. Não deve ser fatal. O que precisa é ser compreendida e assumida. Por nós mas sobretudo pelo mundo. É preciso falar dela. Assumir sem medos e levá-la à normalização. Só assim vamos conseguir evitar tanto desespero e sofrimento.
A terapia é precisa. A medicação uma opção. Mas a compreensão é fundamental.
E acima de tudo percebermos que não estamos sozinhos nesta luta. A depressão pode ser combatida e vencida. Mas a luta solitária é demasiado difícil.

Assim, para quem desse lado está a lutar com ela, peçam ajuda. Não é para os fracos pedir ajuda, é para os corajosos que querem viver. É viver bem.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

É preciso saber parar


Depois de dois meses, aqui estou eu. Agora sim, seguro e confiante que consigo andar para a frente.
Este ano foi o maior desafio da minha vida e de alguma forma não me estava a dar espaço para sentir. Então parei. Concentrei-me em mim e evoluí. 
Hoje estou num lugar melhor. Mais focada e centrada no que realmente importa. Livre para voltar às coisas que me fazem um pouquinho mais feliz.
Assim só me resta dizer, olá pessoas!

terça-feira, 27 de março de 2018

Série da Semana, La Casa de Papel

Não há série que se fale mais no momento que a La Casa de Papel e se ainda não viram parem de ler. Pode conter spoilers.


Quando comecei a ouvir falar da série não fui a correr ver. Estava até um pouco reticente porque tenho tanta coisa na lista que não queria acrescentar mais nada. Mas o Eddie queria ver então lá me deixei levar. E viciei. 
Só descansei quando vi o último episódio e posso dizer que não me lembro de me sentir tão frustrada com uma série em muito tempo.

A história é boa, tem personagens incríveis e uma dinâmica muito estimulante mas tem outros personagens tão maus que chegam a ser ridículos e umas cenas tão previsíveis que nos fazem querer apagar a tv e gritar com a parede. Tirando que a série é toda narrada por uma das piores personagens da história da tv. Entre a Tóquio e a Inspectora Raquel nem um pacote de xanax dava para acalmar os meus nervos. Que personagens são estas?
Sim, a Raquel vai mesmo namoriscar no meio do maior assalto da história de Espanha e a Tóquio consegue entrar de mota dentro da "Casa" sem levar um único tiro quando 50 polícias disparam. 
Sério?

Tirando alguns erros grosseiros e algumas incongruências, a série é viciante. Levanta questões pertinentes, faz os anti-heróis ganharem o nosso coração, tem detalhes deliciosos e tem, também, algumas personagens maravilhosas. Berlim e Nairóbi são, de longe, os meus favoritos. Ele pela complexidade e ela pela maturidade. 

É uma série que vale a pena mas que não vai agradar por completo. 

Quem já viu? Qual a vossa personagem favorita?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Tirar um tempo

Desapareci. 
Estava a precisar por as coisas no lugar. Estabelecer metas e prioridades e sobretudo respirar. 
Quando a nossa vida muda de uma forma tão imediata mas definitiva muitas vezes não nos apercebemos, até meses mais tarde, que estamos a reter a respiração e a canalizar tudo para o sítio errado.
Eu não me estava a permitir sentir. Não estava a viver realmente.

Então tirei um tempo. 
Chorei muito. Deprimi imenso. Mas também sorri e gargalhei. Recordei coisas boas e talvez tenha começado, finalmente, a fazer o meu luto. 
Sinto-me um pouco mais leve, um pouco mais viva.

E agora estou aqui. De volta. 


sexta-feira, 9 de março de 2018

O meu primeiro emprego

Todos já passamos pela experiência desafiadora do primeiro emprego. 
Se muitos só começam a trabalhar após concluir os estudos e outros tantos têm de conciliar estudos e trabalho para fazer face às despesas da vida, eu tive a felicidade de começar a trabalhar porque quis. 

Felizmente, os meus pais sempre me proporcionaram uma vida bastante confortável e nunca exigiram que trabalhasse, como tantos pais exigem. Claro que tinha as minhas tarefas em casa, mas trabalhar fora para ajudar nas minhas despesas nunca foi uma necessidade.
No entanto, no Verão de 2005 decidi arranjar um trabalho. Porquê? Eu gostava de ter uma razão nobre mas a verdade é que queria ir de férias e achei que não tinha de pedir dinheiro aos meus pais. E sendo que passava o meu Verão na praia e o trabalho era mesmo junto à praia, era apenas juntar o útil ao agradável.

O meu primeiro trabalho foi assim, servir às mesas numa pizzaria de praia. 
Tenho tantas recordações incríveis. Além de trabalhar com amigos, o serviço era exigente e o patrão não era a pessoa mais afável mas mesmo assim lembro-me com imenso carinho destes tempos.
Entre pizzas e bebidas, mergulhos e areia no pé, foram três Verões que passei neste trabalho. Não ganhava nada de especial, mas como já disse, toda a conjuntura em volta era o que mais me motivava. 
Lembro-me que o início do dia de trabalho consistia em uma viagem de bicicleta para a praia, onde começava a trabalhar às 9h. Servia imensos pequenos-almoços e por volta das 11h começávamos a arrumar tudo para servir os almoços e às 16h era altura de tirar o uniforme, uma t-shirt pavorosa, vestir o bikini e mergulhar no mar. 
O dia que mais me custava era o domingo, uma vez que tenho um entrave mental de trabalhar ao domingo e então, os meus maravilhosos pais, tinham sempre um mimo para mim quando chegava a casa. (Sim, era recompensada de fazer algo tão normal como trabalhar. Sim, fui muito mimada e amada pelos meus pais. Mas aparentemente isso não me estragou nem acho que o mundo me deva nada. )

Posso dizer, sem dúvidas, que foi a melhor opção que já tomei. Além de desenvolver responsabilidade e aprender coisas novas num mundo que desconhecia, tive oportunidade de sentir o peso do trabalho e do dinheiro. 
O meu primeiro ordenado foi integralmente gasto num jantar com os meus pais e uns ténis. Nunca mais me esqueço da cara dos meus pais quando disse que eu pagava a conta. Foi orgulho. Orgulho de perceberem que eu tinha aprendido o que eles tão bem me ensinaram. Tudo tem de ser partilhado para saber melhor. 
E no final, eles ajudaram a pagar as férias. Mas as lições foram aprendidas. 

Qual a vossa memória do primeiro emprego? Começaram cedo ou tarde a trabalhar?