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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quando viajo...

Viajar faz bem à alma, já sabemos. 
Tenho a felicidade de já ter feito viagens muito interessantes mas ainda tenho muito mundo para descobrir. 
Nos últimos anos não consegui, devido a algumas situações menos boas, viajar para fora do país. Espero que para o ano esta situação volte ao normal pois tenho muitos destinos em espera.

Mas o que quero falar hoje não são dos destinos, mas sim de quatro actividades que realizo em todos os países que visito. 
São actividades quotidianas, mas que nos mostram como vivem as pessoas e se há algo que gosto de presenciar e analisar é o dia comum. Descobrimos hábitos e manias interessantíssimos. 

Presenciar uma missa.
Não, não tenho religião. Mas o culto da missa, seja qual for a religião é das coisas mais fascinantes que podemos presenciar. Já ouvi missas em várias línguas, vivas e mortas, já presenciei missas de religiões diversas. 
O culto é algo poderoso e observar a forma como as pessoas se envolvem, a forma como a própria cerimónia se desenrola é fascinante. 
Em cada viagem que faça, estando com alguém que conheça o lugar ou não, lá vou eu assistir a pelo menos uma missa. 

Ir a uma "tasca" ou comer comida de rua 
Uma das coisas que mas me cativa quando viajo é a comida. Gosto imenso de experimentar coisas novas sem receios. E qual o melhor sítio para comer senão nos sítios mais típicos. Qual que comer num bom restaurante é óptimo, mas o que eu gosto mesmo é de pesquisar aqueles tesouros espalhados pelas cidades que nos oferecem o melhor que há na gastronomia do pais. E um óptimo sítio para isso é a comida de rua. 

Comer no McDonald's
Não sou uma cliente habitual, actualmente. Mas acho interessante como este restaurante de comida de plástico se consegue adequar a cada país e tornar o seu menu conveniente aos gostos de cada sociedade.

Visitar uma feira ou mercado.
Outra actividade que nos permite explorar as características não só do local mas dos seus a habitantes são os mercados/feiras. Não só os produtos que são vendidos como quem os vende e a forma como o consumidor reage.

Estes sãos os meus pilares para qualquer destino. Não houve um em que não fizesse, tirando o McDonald's, apenas porque alguns dos locais que visitei não o tinham. São pontos onde consigo distinguir pontos em comum e de diferenciação entres os habitantes, o que para mim é uma das razões que gosto tanto de viajar. Desfrutar das diferenças.

E vocês, costumam fazer algo igual em cada viagem?   

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Para desfrutar o verão #1

Não sei se concordam comigo, mas o início de Junho para mim é como o começo do Verão. Gosto da ideia de ter quatro meses inteiros de Verão, gosto do calor e de tudo o que podemos fazer de diferente.
Dias maiores, mais calor, mais vontade.
Assim, vou começar uma série de sugestões de actividade que são "completamente Verão".

Caminhadas
Nada faz melhor à alma do que caminhar sem destino num sitio bonito e inspirador. 
Para quem mora nas cidades há sempre locais bonitos para caminhar, não necessariamente no campo. Em Lisboa, os meus locais favoritos para caminhar são os junto ao rio. Há algo inspirador.
O melhor momento para caminhar é ao fim do dia, quando o calor não é tão forte. 

Mudar a decoração do quarto. 
Não são necessárias grandes mudanças, basta acrescentar pequenos detalhes que tragam o Verão consigo. 
Não é uma questão menor uma vez que quando o ambiente em volta agrega uma determinada energia e alegria isso reflecte no nosso humor. 


Fazer limonada.
É uma bebida de Verão, refrescante e deliciosa. Sem adição de muito açúcar, pessoalmente coloco uma colher de mel e é suficiente, é uma ótima opção para substituir qualquer refrigerante.


Relaxar.
No Verão o país anda a meio gás e é a altura ideal para relaxar. Depois de um dia de trabalho, em vez da correria e do transito, vão a uma esplanada. Quando chegarem a casa, não estejam tão preocupadas com a arrumação da casa, leiam uma revista ou livro. Claro que as nossas obrigações não desaparecem, mas invistam algum tempo a relaxar e carregar baterias. O verão também é isto, ser mais feliz. 

Festas Populares.
Junho é o mês onde todas as festas populares começam. O Santo António e o São João, em Lisboa e Porto respectivamente, são as mais emblemáticas, mas ao longo de todo o Verão reproduzem-se festas por todo o país, onde todas as nossas tradições populares se juntam. Na adolescência passei pela fase do menosprezo por estas actividades, hoje adoro. Divirtam-se. 

Nas próximas semanas farei mais sugestões para todos aproveitarmos o nosso Verão ao máximo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

308

Ontem falei numa nova semana com novas oportunidades de fazer melhor, ora um dos começos está relacionado à minha saúde.
308. É o numero mágico que me vai fazer mudar de vida. 

26 anos e 308 de colesterol total. A verdade é que os meus índices sempre foram altos, desde miúda, mas nunca a estes níveis.
Sou sincera, o número não me assusta, o que me assusta é todo o histórico familiar de AVC´s que tenho. Todos os meus avós os tiveram, hoje o meu guerreiro está na cama por isso. 
Claro que aconteceu não só pelo colesterol que tinham, nem tenho a certeza que os meus avós paternos o tinham, mas sei que o meu avô, que há 8 anos está acamado, sofria desse mal e nem sempre foi o mais cuidadoso.

Posto isto, é hora de mudar. 

Na alimentação não há muito a mudar. Há muita coisa que já não consumo no entanto terei de fazer pequenas mudanças. Essencialmente terei de retirar o queijo e os enchidos (única carne que adoro comer) da minha alimentação. O queijo será a minha grande tristeza. Assim como alguns mariscos. Eu amo marisco e como com alguma regularidade. 

A preguiça tem de acabar. Não há sensação tão boa como a quando acabamos de nos exercitar, no entanto nos últimos tempos a inércia tem ganho sempre.
Já não há corridas, exercícios em casa ou meros alongamentos e yoga. Não há nada.
Mas como o exercício, para além de tudo, é essencial para ajudar no controlo dos índices de colesterol, vamos lá mexer o corpo.

Controlar. Depois de uma doença que me levou a fazer analises todas as semanas a verdade é que criei uma pequena aversão e nos últimos 8 meses não verifiquei nada, o que para mim é obra. Normalmente gosto de ter tudo controlado e neste momento descontrolou-se tudo.

As próximas análises sérias serão no começo de Agosto, tenho então dois meses para tudo voltar ao normal e recuperar a minha saúde plena. 
Vamos lá trabalhar.

Algumas dicas para me ajudar?

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lutas da POC #2


Gosto muito de cozinhar. O tempo que passo na cozinha a confeccionar os pratos que mais gosto é sempre um dos preferidos do dia. Mas sou um caos na cozinha. Porquê? Porque utilizo todos os utensílios a que tenho direito (um recipiente para cada alimento, nada de misturar), uso 50 colheres para provar um molho (isso de lavar e utilizar a mesma colher parece-me tão pouco higiénico) e lavo tudo ao extremo. Não sendo assim tão adepta de carne, o meu dilema são mesmo os vegetais e frutas. Eu adoro tudo o que a terra nos dá. Apenas não como beterraba porque sou alérgica e pêra porque odeio a textura. Tudo o resto adoro de paixão. A piada (not) está na forma como preparo tudo. Por exemplo, comer uma simples laranja é uma tarefa complexa. Primeiro lavo a casca da laranja, sim, porque não sei onde a laranja andou até chegar cá a casa. Descasco-a. Agora faço uma pausa para lavar as minhas mãos. Porque descascar uma laranja deixa-nos com uns sucos estranhos entre as unhas que têm de ser rapidamente limpos antes de secarem e ficarem uma meleca ainda maior. Depois de lavar as mãos, parto a laranja nos devidos gomos, tirando todos fios que lá estiverem. Lavo as mãos. Como a laranja. Lavo as mãos.

Outra coisa engraçada, e esta acho que é mesmo só mania (ou tento convencer-me que é), é o facto de literalmente puxar o lustro à fruta e vegetais antes de os comer ou confeccionar. Pois pego no meu paninho é vá de limpar até ficarem a brilhar.
Claro que hoje faço isto de maneira tão automática e própria que ninguém que me conhece dá muita importância, é simplesmente a minha maneira de fazer as coisas. Claro que há sempre uma amiga ou prima que implica um pouco, mas na minha cabeça não outra forma de fazer as coisas. 
Não ter tudo devidamente separado e limpo, muito limpo, é razão para os meus níveis de ansiedade subirem em flecha. Começo a imaginar os cenários catastróficos que podem ocorrer se as coisas não forem executadas à minha maneira, pelo menos quando sou eu a fazer as coisas.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sotaques.

Eu não tenho sotaque. Nenhuma forma de falar que automaticamente me transporta para uma região geográfica.
Agora tenho um grande mal, sou uma esponja de sotaques.
Eu tenho família em muitos locais e é curioso como pouco tempo depois de estar perto deles começo a absorver todas as expressões e entoações.
Se vamos para o Norte, onde está a minha família materna, logo começo com as expressões bem típicas e aquele sotaque único.
Para o sul, onde a família do E se encontra, começo com as expressões tipicamente algarvias.
Até em outros pontos do globo, onde o português se canta de outra forma, toda essa diferença começa a entranhar-se em mim.
O que já me fez passar vergonhas.
Porque quem me conhece, não liga, mas para quem sou uma desconhecida, pensa que estou em tom de gozo, o que não podia ser mais distante. 

E por aí, também partilham do meu drama?

sexta-feira, 8 de abril de 2016

50 factos sobre mim - Parte 3

Hoje continuamos com os 50 factos sobre mim. Podem ler aqui a primeira parte e a segunda parte

31 - Muitas das decisões mais importantes da minha vida foram tomados durante o banho. É sem dúvida o meu local de eleição para deixar a cabeça voar e pensar seriamente.

32 - Sou muito boa a resolver problemas em geral. Por ser tão calma e positiva, encontro com alguma facilidade resolução para problemas que há partida seriam complicados.

33 - Tenho um problema sério com camisas e t-shirts brancas. Acho que nunca são demais e tenho mais do que devia. 

34 - Pinto o cabelo de loiro há cerca de cinco anos e adoro. É um tom quase branco. Antes disso já tive o cabelo pintado de vermelho, rosa, roxo e azul. A minha adolescência foi divertida.

35 - Sempre fui uma menina/mulher de força porque nunca me trataram como uma menininha desprotegida. Por essa razão fui durante anos o anjo da guarda dos meus primos e amigos contra os rufias lá do bairro. E sim já andei à porrada (mais nova claro!). E sim, já parti a cana do nariz a um rapaz. Detesto abusadores. Detesto.

36 - Adoro frutos secos. Se me aparecesse o génio da lâmpada um dos desejos era gasto a pedir um suplemento vitalício de frutos secos.

37 - Adoro perfumes. Tenho vários e não sou fiel a nenhum específico. Claro que há perfumes marcantes na minha vida, como o Ligth Blue da Dolce & Gabbana e o Fluid da Iceberg (muito amor por este último que desapareceu sem dizer adeus). 

38 - Não faço amigos com facilidade. Por ser muito introvertida com pessoas que não conheço, muitas vezes confundido com arrogância, não sou a mais acessível das pessoas. Depois de conhecer e apreciar a pessoa, sou uma aventura ambulante. 

39 - Sou muito boa em contas de cabeça. A verdade é que tenho um sistema muito próprio mas que funciona muito bem. Era uma craque a jogar ao jogo do 24.

40 - Gosto muito de sair a pé e correr a cidade. Acho que é a melhor forma de conhecermos um lugar seriamente. Já descobri verdadeiros tesouros, em várias cidades, por fazê-lo. 

Em breve a última parte. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Jejum de Compras - Resultado

E o jejum acabou.
A verdade é que não foi tão complicado como pensei que iria ser. Tirando as coisas menores, aquelas pechinchas que vamos vendo pelo caminho, nenhuma dificuldade maior.
Mas aconteceram duas marcantes.

Falei aqui o meu desejo profundo de adquirir a paleta de sombras mate da Tarte, a Tartelette. Ora, em Portugal não se vende esta marca mas no Reino Unido sim e uma amiga minha foi a Londres na primeira semana de Março.
Sabendo do meu desejo pela paleta, propôs logo trazer ao qual eu tive que Recusar!
Sim, recusei que me trouxesse a minha amada tartelette.
A verdade é que não é algo que preciso mas quero muito. E não sei quando terei a oportunidade de a comprar.
A verdade é que estou a pensar ir a Londres no final do ano, mas ainda está tudo em análise e não sei se irei mesmo.
Custou!

A outra situação foi na Parfois
Duas situações que compuseram a minha visita. Primeiro, uma amiga fez anos e tinha comentado comigo que viu uma carteira linda na Parfois. Depois, a minha mãe pediu-me para ir ver uns brincos que precisava para uma determinada roupa. Ora, eu não queria lá ir, mas teve de ser.
Mal entrei vi que a nova colecção é maravilhosa. Depois vi-a. Foi amor!
A minha mochila nude estragou-se, sem arranjo possível e preciso mesmo de uma nova. Depois que vi este modelo, sei que é esta que preciso. 
Claro que foi muito difícil sair de lá sem ela. Ia-me dar tanto jeito.
Mas lá ficou.

Agora que acabou oficialmente, que o cartão está livre de novo, a vontade de comprar é muito pouca. Há coisas que sei que vou comprar, porque estou a desejar há muito, mas percebi que tenho muito mais opções no armário do que pensava.

O resultado só pode ser positivo. Estou mais leve e com mais euros na conta!

quinta-feira, 31 de março de 2016

O que ele levou

Sempre foi quieto.
Foi ele que me ensinou a importância do silencio. O quanto podemos aprender com ele.
Sempre observou muito fazendo com que a falta de instrução académica fosse largamente ultrapassada pelo ensino que a vida lhe deu. E a dele foi dura, muito dura.
Nunca foi um homem de luxos, foi um homem da terra. Sabia quais os verdadeiros valores da vida, porque um dia não teve absolutamente nada.
Sempre foi um exemplo de como os homens deviam ser, de como os avós deviam ser.
O meu avô sempre foi a personificação de um homem honrado, que transmitia no sorriso tudo o que sentia.
Depois ele veio.
Com 80 anos o meu avô nunca teve uma doença séria. Caminhava mais rápido e mais intensamente do que algum dia eu farei. Todos os dias, dedicava horas aquilo que mais amava, os seus pombos.
A columbofilia fazia parte dele. 
E foi numa das suas comemorações, que o meu avô foi confrontado com a maior batalha da vida dele. 
O AVC.

Saiu pelo seu pé para comemorar mais um ano de columbofilia e nunca mais voltou a andar.
Ficou em coma e durante uma semana apenas esperamos pelo momento em que iria partir.
Não partiu e passaram oito anos.
Oito anos de replicas, de sofrimento, de esforço e de revolta.
Precisa de ser alimentado. Precisa que lhe façam a higiene. Precisa que vivam por ele.
De tudo, o que mais me custa é falar com ele e ele não saber quem eu sou. 
Em tempos ainda me reconhecia, embora tivesse criado uma realidade alternativa na sua cabeça do que era a minha vida, mas sabia que eu era a Nádia.
Hoje não sabe.
Na maioria dos dias não fala, apenas dorme. 

O AVC levou-lhe a vida, porque isto não é viver. É sobreviver de uma forma muito distante do que ele merecia.

Hoje, no Dia Nacional do AVC é importante falar dele. É importante ensinar.
É importante estar alerta.
É importante que pessoas como o meu avô sejam exemplo do seu poder e como é determinante sabermos agir. 

Para todas as pessoas que já sofreram um AVC e para todos os cuidadores, muita força.

Para mais informações, visitem este site

terça-feira, 22 de março de 2016

A constatação do medo.

Normalmente, quando acordo vejo notícias. Hoje foi o que fiz. 
Porra, outra vez. 
Aqui tão perto. O sentimento de vizinhança adensasse. 
São locais que conhecemos bem, onde já fomos felizes.

Não, não fecho os olhos quando o mal acontece em mundos mais distantes do meu. Mas quando temos recordações dos locais, como aconteceu também em Novembro, torna-se mais real, mais nosso. 
E o medo surge. 
Medo por todos os inocentes que vão sofrer por isto, medo dos ataques xenófobos e irracionais, medo do que ainda está por vir. 

terça-feira, 8 de março de 2016

Porque é que ainda é necessário assinalar o dia da Mulher...





Por tudo isto!

Orgulhem-se. Lutem. Respondam. Sejam Livres. Sejam Mulheres. 
E sobretudo lutem para um dia não ser necessário assinalar este dia. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dias atípicos

Estas duas últimas semanas têm sido tudo menos normais. 

- Quatro dias de knock out devido a enxaqueca. Já não tinha uma crise há muito tempo e esta deixou-me a rastejar. Quatro dias de escuridão, de óculos de sol dentro de casa, de silêncio quase absoluto. Moribunda portanto. 
(Vou fazer um post sobre os meus truques para as enfrentar.)

- Visita relâmpago a Aveiro, onde todos estavam também moribundos com uma gripe brava.
Muitos medicamentos, muitas vitaminas, muita lareira, muitas mantas e muito chá.  

- Chegada a casa com um E também ele adoentado. (Homens são uns bebés doentes!) 

- Mais de seis post´s do blogue que se evaporaram dos arquivos do computador. 

- Viciei-me num jogo de automóveis. Nada a minha cara. 

- Noites muito mal dormidas, cheias de sonhos absurdos.

- Reler todo o conteúdo do livro que estou a tentar escrever e ver que não estou no caminho que quero. Volta à estaca zero. 

- No meio disto tudo o exercício ficou para último. E o corpo já se ressente.

Esperemos que tudo volte ao normal, como quem diz, a minha vida positiva mesmo no meio do caos, como é habitual.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sozinha...

... Sem os meus amados Converse

A minha casa não é pequena para duas pessoas normais. Mas eu não sou uma pessoa normal. Tenho demasiadas coisas e assim o espaço tende a escassear. Assim, a minha estratégia é armazenar muitas coisas na casa dos meus pais. Eles não moram perto, mas como vou lá pelo menos uma vez por mês e os meus pais vêm a Lisboa algumas vezes por mês, não há problema,
No Verão, levo as malhas mais pesadas e sobretudos e no Inverno, os milhões de tecidos coloridos e esvoaçantes que compõe o meu guarda-roupa de Verão.

Como não sou a melhor pessoa a desfazer-me das minhas coisas, a minha mãe, que me conhece como a palma da sua mão, por vezes faz uma triagem rigorosa daquilo que terá de ir para doar porque simplesmente já não uso.
Nunca, mas nunca, houve um caso que se tenha desfeito de algo que eu realmente queria. Até agora,
Na minha ultima visita, quando fui procurar os meus antigos All Stars, três pares velhinhos mas maravilhosos, que queria trazer de volta, não estavam lá. 
Sinceramente, os brancos já estavam na hora de ser despachados, mas os pretos e os vermelhos agora é que estavam perfeitos. Não, não estavam nem rotos nem sujos, estava gastos mas bem tratados. Mas não aos olhos da minha mãe. Assim, no alto da sua sabedoria, mandou os brancos para o lixo e doou os outros dois. 

A minha cara com a descoberta deve ter sido tal que prontamente se propôs a comprar-me uns novos, oferta que teve uma chorosa resposta - "Mas eu quero os meus, mãe"-. 

E assim, fiquei sozinha sem nenhum par de Converse All Star
A vida pode ser muito injusta.