Quando descobres que tens uma doença como esta a tua vida muda completamente. Começas a ter uma nova perspectiva sobre tudo, por um lado porque descobres finalmente o que te perturba e por outro lado, começas a relativizar.
Mas algo que muda muito é a tua relação com as pessoas.
Quando tive o diagnóstico da doença, houve um período muito complicado, onde o meu mundo caiu e a depressão assolou a minha vida.
Ao mesmo tempo que lutava contra isto, tive a necessidade de aprender e conhecer tudo o que podia sobre a POC.
Toda esta situação alterou as minhas rotinas e as minhas relações. Já falei aqui das pessoas mais importantes na minha recuperação. No entanto, há muito a dizer sobre a amizade e a doença.
No meu caso houve dois tipos de amigos muito bem delineados.
Os amigos que junto comigo tentaram aprender, que faziam perguntas, que se ofereciam para me acompanhar ao psicólogo, que me visitavam quando o que mais queria era ficar enrolada na cama.
Depois houve os outros, que simplesmente não se preocuparam com nada. Que a minha situação era minha e nada tinham a fazer.
Não quero de todo fazer juízos de valor sobre as pessoas, ou os meus amigos, mas essa situação fez-me perceber muito bem que nem sempre podemos contar com as pessoas que conhecemos desde sempre.
Porque simplesmente existem amigos que são apenas para as horas boas.
E está tudo bem.