Mostrando postagens com marcador Auto Confiança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Auto Confiança. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Amor próprio

Muitos são os que ficam espantados quando digo que não há ninguém no mundo que ame mais do que a mim própria. É a verdade.
Não é um amor narcisista e egoísta, é um amor puro e simples. 

Não sou uma pessoa que me coloque à frente dos outros, muito pelo contrário, sou dessas pessoas que lutam dia após dia, pelo bem comum. Muitas vezes suprimindo vontades para que no geral tudo se torne melhor.
No entanto, não me coloco numa situação de desvantagem em relação a ninguém, não me menosprezo. E isso é, para mim, o amor próprio. 
A consciência plena de que sou tão importante como qualquer outra pessoa. 
Não me vanglorio, mas também não me inferiorizo. E jamais deixo alguém sequer tentar fazê-lo.
Luto por mim como luto por aqueles que mais amo. Motivo-me como motivo os demais.
Sinto orgulho em quem sou e no que conquisto. Tento ser melhor sem nunca me esquecer o que já sou. Não prego a conversa da coitadinha que implora por elogios vazios, porque não preciso deles. Sou auto suficiente e muitas vezes a minha melhor companhia. 

Há quem confunda este sentimento com arrogância. Não é e nunca será. 
Gostar de nós nunca poderá ser arrogância mas sim respeito. 
Sou uma espécie de claque privada de todos os à minha volta, porque acredito que existe demasiadas pessoas que não gostam delas devido às pressões sociais.
Às amigas que se menosprezam dou elogios sinceros e tento que se vejam com outros olhos. Aos familiares desmotivados, tento mostrar todo o trabalho fantástico que fizeram ao longo da vida. Ás minhas pequenas crianças (sobrinhos e primos) tento que incutam desde cedo que não sendo pessoas melhores que ninguém, são especiais de um jeito único. 

Acredito que esta minha posição em relação a mim vem muito da forma como fui criada. Os meus pais nunca me disseram que podia conquistar o mundo sem trabalho. Disseram sim que com esforço e dedicação eu podia tudo. Que não era mais que nenhuma criança mas que a cada dia me podia tornar uma pessoa melhor. Que eles me amavam mais que a vida mas só eu podia construir para mim a força avassaladora de ver o melhor de mim e da vida. 
Isto foi determinante para ser a pessoa que hoje sou.

Sou confiante. Sei o que sou. Sei as minhas limitações e sei que isso não me torna obsoleta mas sim humana.

Amo-me, mesmo. E cultivo esse amor sem medos. 
Porque pensando bem, temos de levar connosco até ao último dia por isso mais vale gostarmos de nós, de verdade.