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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A lacuna da empatia

Quando somos adolescentes e tantos as hormonas como as ideias estão baralhadas é normal termos um défice de empatia. Não em questões fundamentais, como o sofrimento flagrante, mas perante os problemas e dificuldades dos outros. Achamos que as nossas batalhas são, não só mais importantes, como mais válidas de consideração do que as de qualquer outro ser humano. E é normal. 
O problema é que crescemos, mas a empatia em muitas pessoas não cresce, não se desenvolve. Depois de adulta, tornei-me não só uma pessoa muito mais tolerante como empática com as dificuldades dos outros. 
O chavão “coloca-te no lugar dele” é algo que realmente faço. É muito fácil julgar alguém pela minha história e pelos meus conhecimentos, no entanto, cada pessoa é uma história e um mundo diferente. As batalhas, desafios e entraves que cada um de nós atravessa são muito pessoais e sermos julgados livremente não é apenas injusto mas também maldoso. 
Isto acontece com todos em algum momento da vida. A última situação que me lembro de ser vítima desta falta de empatia foi pouco tempo depois de perder a minha mãe. Como é normal, aqueles meses seguintes foram os piores que já vivo. Não tinha vontade de nada, logo andei uns meses em versão “esfarrapada”. Sem maquilhagem, sem arranjar o cabelo e com a roupa mais sem graça que tinha no armário. As poucas vezes que tinha de sair de casa não fazia questão de me arranjar e o único acessório que usava eram os maiores óculos de sol que tenho. Ora isto não é normal em mim mas dadas as circunstâncias era mais do que justificado.
Num destes dias em que tive de sair de casa, uma das minhas arqui inimigas da adolescência, que já tem idade para ultrapassar qualquer problema que podíamos ter tido na altura, ao ver-me tão distinta do meu normal teve a reacção lógica na cabeça de uma miúda de 13 anos. Menosprezar.
A verdade é que ela não sabia o que tinha acontecido, no entanto não invalida o facto do primeiro instinto que teve foi gozar e coscuvelhar sobre a minha aparência. 
Posso afirmar que não me magoou. Tinha problemas muito mais sérios para um comentário impensado fazer estrago, no entanto não posso deixar de ficar triste, não com ela, mas por ela. A falta de empatia que demonstrou numa situação tão básica demonstra uma lacuna de carácter flagrante. O mais triste é que existem milhares de pessoas iguais. Que não fazem o mínimo esforço para equacionar o que o outro está a passar antes de o menosprezar e banalizar. 

O mundo já é um lugar tão difícil que se não tivermos o coração, e a cabeça, um pouco mais receptivos torna-se muito complicado viver com qualidade. Precisamos de entender de uma vez por todas que somos iguais mais muito diferentes e antes de criticarmos devemos tentar perceber, mesmo que seja mais complicado. A empatia faz falta, vamos  cultivá-la. 




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Eu e Ele #9

Quando começamos a viver uma vida a dois, além de um amor ganhamos uma nova família. Para o bom e para o mau.
E com a família vêm as visitas em casa, visitas daquelas que ficam uns dias. Para o Eddie nada mais normal, para mim um pesadelo.
Não estou a falar dos nossos pais como é lógico, mas dos primos, tios, vizinhos e afins.
Eu entendo que há pessoas que adoram receber visitas. Os meus pais sempre foram uns anfitriões maravilhosos e a casa estava sempre cheia. Ora, eu não sou uma dessas pessoas.
Não gosto de receber pessoas em casa. Não gosto que pessoas que não me são próximas, com quem não tenho uma relação intima, fiquem na minha casa, mexam nas minhas coisas e desorganizem a minha ordem.
O Eddie, por seu turno, como bom angolano que é, adora uma casa cheia e acha a coisa mais natural do mundo receber toda a família e associados em casa. 

É um tema complicado, porque se por um lado percebo a vontade e a disponibilidade do Eddie, sei que é frustrante a minha constante reticência em receber pessoas em casa. 
Porque falando com toda a sinceridade, já passei da idade de fazer fretes mas por outro lado há pessoas que são próximas ao meu companheiro não o sendo a mim a quem o magoaria imenso negar a estadia na nossa casa. 

Isto das relações é uma coisa complicada, especialmente quando temos companhia.
Por aí alguém percebe a minha angústia ou são team Eddie e adoram uma casa cheia?



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Caça

Atenção. Há imagens que podem impressionar no fundo do post. 

Eu não sou contra a caça. Nunca cacei, jamais o faria, mas venho de uma família onde muita gente caça e entendo o propósito. Vão caçar para comer, mesmo que isso inclua uma vertente mais lúdica (?), mas todos os animais que comemos são mortos e na caça os animais são mortos mais rapidamente, sem o mínimo roçar de tortura que muitas vezes acontece nos matadouros. Não entendo a caça como desporto, nenhum desporto pode ter morte associada, no meu entender. Mas é uma actividade que nós, seres humanos, sempre fizemos e vamos continuar a fazê-lo. Para comer. 
É aqui que se coloca o enfoque. Aceito a caça no intuito de consumir totalmente o que se caça.

Não há animais de primeira e segunda. Todos os animais merecem o mesmo respeito e amor. No entanto, o choque de matarem uma galinha não é o mesmo de matarem um elefante. Simplesmente porque não comemos elefantes. Pelo menos uma grande maioria da humanidade não o faz. 
Por esta questão a caça furtiva me choca tanto. Assim como uma caça de elite, onde pessoas cheias de dinheiro caçam animais selvagens, muitas vezes espécies ameaçadas. 

Matar um leão para quê? Embalsamar para decorar a sala? O que leva um ser humano a matar um animal só por matar?
Visitar jardins zoológicos já é algo que me incomoda um pouco. Percebo o trabalho que muito deles fazem, percebo o encanto que as crianças sentem ao visita-los, mas entristece-me imenso ver os animais presos.
Safaris são apenas ridículos. A necessidade do ser humano se infiltrar no ambiente dos outros é inqualificável. Agora este tipo de actividade deixa-me só envergonhada e desiludida.

É triste. Tão triste.



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O fardo de ser um fardo


A ansiedade é um fardo. Quem vive com ela sabe como o nosso dia-a-dia é determinado pelas sensações que ela nos dá. Como simples tarefas e planos viram obstáculos enormes.
Para quem sofre de ansiedade sabe como é difícil manter os planos. Pessoalmente, adoro planear e programar as minhas actividades, e esquematizar na cabeça os meus dias. Isso faz-me sentir preparada e mais relaxada. No entanto, a ansiedade não segue um guião. E aparece quando lhe apetece, estragando planos e prospecções. 
E se para nós, que sofremos com ela, é horrível, é também horrível para quem nos acompanha. 
Para quem nos rodeia, principalmente para o nosso núcleo, por muito que se informem e tentem perceber, por vezes é complicado lidar com certas reacções.
Podia contar-vos dezenas de histórias que onde a ansiedade teve a palavra final nos meus planos e como isso ditou também os planos de quem me acompanhava, mas vou-vos contar uma que foi um dos momentos marcantes para me levar a procurar formas de controla-la.
Os meus pais sempre foram apreciadores de boa comida e visitar restaurantes era uma das nossas actividades favoritas. Havia pratos específicos que gostávamos de comer em determinado restaurante e gostávamos de partilhar-lho com amigos. Ora, uma das melhores vitelas no forno que comi na vida foi em um restaurante em Oliveira de Frades. O restaurante era mesmo muito bom e várias vezes levamos lá amigos. Sendo que a viagem para lá é feita através da serra, as paisagens são maravilhosas também.
A última vez que combinamos lá ir com um grupo de amigos, eu tive um dos maiores ataques de pânico que tive na vida.  
O caminho pela serra é feito por estradas apertadas e com grandes ribanceiras e logo de manhã ao acordar e pensar que tinha de fazer esse caminho para chegar ao restaurante comecei a sentir os efeitos da ansiedade, que culminaram num ataque de pânico em frente a várias pessoas, que por muito que tentassem entender o que se passava, ainda hoje não conseguem e ainda "brincam" com o que se passou naquele dia. Ninguém foi ao restaurante nesse dia e escusado será dizer, que mesmo depois de muita terapia, muito trabalho feito, ainda não lá voltei.

Isto é apenas um episódio, dos muitos pelos quais passei. Os meus pais, agora o meu pai, o Eddie e os meus familiares mais próximos e amigos sabem com o que lido todos os dias. Sabem que as vezes não saiu para aquele sítio novo ou não vou a um concerto não é por má vontade, mas sim porque não consigo.
O Eddie sabe que tenho de planear para me sentir confortável mas que muitas vezes vou cancelar os planos e optar por algo que me deixe confortável, que conheça. E por muito que estejam do meu lado, que percebam, sei que pode ser um fardo. Um fardo que eu nunca quis ser mas que, mesmo depois de muito lutar, sei que sou.
Tenho a sorte de ter um companheiro que me faz desafiar os meus limites e está lá para me abraçar e dizer que o que estou a sentir é válido. Mas nem toda a gente entende e pior ainda, nem todos que sofrem de ansiedade têm alguém que lhes dê a mão.  
O mundo não está preparado para lidar com este tipo de problema. Ainda é tratado com desdém e colocado, muitas vezes, num patamar de oportunidade e não de doença. Como se as pessoas com ansiedade a usassem para justificar muita coisa que não querem fazer. Quando é precisamente o contrário. A ansiedade prende-nos de conquistar o mundo e isso é o maior dos fardos.

Vou começar a falar mais do assunto. Da ansiedade, da depressão, da POC. É preciso falar mais, normalizar para resolver. Dar caras às doenças. Dar voz. 
Espero que continuem aí para ler. 





terça-feira, 3 de julho de 2018

Reutilizar está na moda!

O ano passado falei de como me estava a sentir sufocada de ter tanta coisa, como podem ler aqui. No entanto, com tudo o que se passou nos meses que se seguiram, não só não tive cabeça de continuar com o filtro que tinha começado como acumulei ainda mais coisas. Digamos que a tristeza dá-me para comprar.

Agora, mais emocionalmente estável, quero mesmo levar esta filosofia em frente. Não quero ser uma pessoa que se agarra e afirma pelo verbo ter. 

Assim, uma das coisas que agora estou concentrada é na reutilização e renovação do meu guarda-roupa. 
Como é normal na grande maioria das mulheres, tenho o armário cheio. Demasiado cheio.
Sempre fui boa em tirar partido das minhas roupas mas sempre tive dificuldade em repetir. E isto sim, sempre foi um grande problema para mim. Não falo do dia-a-dia, mas há aquelas ocasiões mais importantes, onde por norma, nunca repito roupa. Por exemplo, se tenho três casamentos num ano, vou comprar três conjuntos novos, mesmo que ainda figurem no meu armários conjuntos que só utilizei uma vez num evento do género. 
Não quero voltar a ser assim. 
Sempre gostei de ter peças especiais. Peças com história e é nisto que quero transformar o meu armário. Um armário, onde mais do que tendências figurem histórias. 

Vou começar já este ano, onde me recuso a comprar roupa para alguns eventos que se aproximam, ou para os que tenho de comprar, vou optar por peças que sejam versáteis e facilmente reutilizáveis ao longo do tempo.

Vou dando notícias de como está a correr esta nova fase de Ter menos, Ser mais!


sábado, 9 de junho de 2018

Não é para os fracos

Falar em depressão é falar de estigma e incompreensão. De vergonha e desespero. É, na maioria do tempo, nem falar. Esconder e reprimir.
Depois das notícias desta semana dos suicídios de duas celebridades doentes de depressão, ainda me estou a recuperar da perda do Anthony Bourdain, fica ainda mais importante falar nisso. Falar dela. Dominar o monstro.

Sempre fui condescendente com a depressão. Não podia ser assim tão insuportável, afinal acredito que fazemos a nossa própria felicidade. Até que ela bateu à minha porta. Melhor, arrombou a porta e entrou sem ser convidada.
A braços com a descoberta da Poc, a depressão veio extremar ainda mais uma situação por ela tão difícil. Tornou-me uma sombra. Mas ninguém a conseguia ver.
Porque a depressão é invisível ao olho alheio. Continuamos a trabalhar, a estudar, a fazer o mundo girar. Mas por dentro não passamos de fantasmas sem rumo e alento.
A depressão afastou-me do mundo. Afastou-me de amigos, de actividades que me davam tanto prazer. Por anos afastou-me da minha vida.  Tudo isto enquanto a tratava.
Sim, porque a depressão não é uma constipação. Não passa de um dia para o outro. Aliás, acredito que é uma doença latente. Que fica à espera do melhor momento para voltar e cabe a nós fazê-la recuar.

A depressão não é intratável. Não deve ser fatal. O que precisa é ser compreendida e assumida. Por nós mas sobretudo pelo mundo. É preciso falar dela. Assumir sem medos e levá-la à normalização. Só assim vamos conseguir evitar tanto desespero e sofrimento.
A terapia é precisa. A medicação uma opção. Mas a compreensão é fundamental.
E acima de tudo percebermos que não estamos sozinhos nesta luta. A depressão pode ser combatida e vencida. Mas a luta solitária é demasiado difícil.

Assim, para quem desse lado está a lutar com ela, peçam ajuda. Não é para os fracos pedir ajuda, é para os corajosos que querem viver. É viver bem.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

É preciso saber parar


Depois de dois meses, aqui estou eu. Agora sim, seguro e confiante que consigo andar para a frente.
Este ano foi o maior desafio da minha vida e de alguma forma não me estava a dar espaço para sentir. Então parei. Concentrei-me em mim e evoluí. 
Hoje estou num lugar melhor. Mais focada e centrada no que realmente importa. Livre para voltar às coisas que me fazem um pouquinho mais feliz.
Assim só me resta dizer, olá pessoas!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Tirar um tempo

Desapareci. 
Estava a precisar por as coisas no lugar. Estabelecer metas e prioridades e sobretudo respirar. 
Quando a nossa vida muda de uma forma tão imediata mas definitiva muitas vezes não nos apercebemos, até meses mais tarde, que estamos a reter a respiração e a canalizar tudo para o sítio errado.
Eu não me estava a permitir sentir. Não estava a viver realmente.

Então tirei um tempo. 
Chorei muito. Deprimi imenso. Mas também sorri e gargalhei. Recordei coisas boas e talvez tenha começado, finalmente, a fazer o meu luto. 
Sinto-me um pouco mais leve, um pouco mais viva.

E agora estou aqui. De volta. 


sexta-feira, 9 de março de 2018

O meu primeiro emprego

Todos já passamos pela experiência desafiadora do primeiro emprego. 
Se muitos só começam a trabalhar após concluir os estudos e outros tantos têm de conciliar estudos e trabalho para fazer face às despesas da vida, eu tive a felicidade de começar a trabalhar porque quis. 

Felizmente, os meus pais sempre me proporcionaram uma vida bastante confortável e nunca exigiram que trabalhasse, como tantos pais exigem. Claro que tinha as minhas tarefas em casa, mas trabalhar fora para ajudar nas minhas despesas nunca foi uma necessidade.
No entanto, no Verão de 2005 decidi arranjar um trabalho. Porquê? Eu gostava de ter uma razão nobre mas a verdade é que queria ir de férias e achei que não tinha de pedir dinheiro aos meus pais. E sendo que passava o meu Verão na praia e o trabalho era mesmo junto à praia, era apenas juntar o útil ao agradável.

O meu primeiro trabalho foi assim, servir às mesas numa pizzaria de praia. 
Tenho tantas recordações incríveis. Além de trabalhar com amigos, o serviço era exigente e o patrão não era a pessoa mais afável mas mesmo assim lembro-me com imenso carinho destes tempos.
Entre pizzas e bebidas, mergulhos e areia no pé, foram três Verões que passei neste trabalho. Não ganhava nada de especial, mas como já disse, toda a conjuntura em volta era o que mais me motivava. 
Lembro-me que o início do dia de trabalho consistia em uma viagem de bicicleta para a praia, onde começava a trabalhar às 9h. Servia imensos pequenos-almoços e por volta das 11h começávamos a arrumar tudo para servir os almoços e às 16h era altura de tirar o uniforme, uma t-shirt pavorosa, vestir o bikini e mergulhar no mar. 
O dia que mais me custava era o domingo, uma vez que tenho um entrave mental de trabalhar ao domingo e então, os meus maravilhosos pais, tinham sempre um mimo para mim quando chegava a casa. (Sim, era recompensada de fazer algo tão normal como trabalhar. Sim, fui muito mimada e amada pelos meus pais. Mas aparentemente isso não me estragou nem acho que o mundo me deva nada. )

Posso dizer, sem dúvidas, que foi a melhor opção que já tomei. Além de desenvolver responsabilidade e aprender coisas novas num mundo que desconhecia, tive oportunidade de sentir o peso do trabalho e do dinheiro. 
O meu primeiro ordenado foi integralmente gasto num jantar com os meus pais e uns ténis. Nunca mais me esqueço da cara dos meus pais quando disse que eu pagava a conta. Foi orgulho. Orgulho de perceberem que eu tinha aprendido o que eles tão bem me ensinaram. Tudo tem de ser partilhado para saber melhor. 
E no final, eles ajudaram a pagar as férias. Mas as lições foram aprendidas. 

Qual a vossa memória do primeiro emprego? Começaram cedo ou tarde a trabalhar? 

terça-feira, 6 de março de 2018

Eu, Nádia Sofia, me confesso.

Quando uma mulher engravida, além de todas as coisas inerentes, o futuro nome é uma grande questão.
Todos nós temos uma ideia de qual nome queremos dar aos nossos filhos, quando e se os tivermos. Pode ser em homenagem a alguém, por gosto ou por moda. No entanto, muitas vezes, esquecemos que esse nome fica com a pessoa para sempre. Sempre!

Os meus pais tinham dois nomes, cada um mais horrível que o outro. Isto antes de eu ser sequer feita, o meu pai gostava do nome Elita e a minha mãe do nome Branca Flor. Tenso!
Mas quando a minha mãe engravidou, um discernimento muito necessário assolou-se deles e puseram estas pérolas de lado e chegaram ao nome Nádia. 
Nádia é um nome muito dos anos 80 e quase todos sugiram da mesma fonte. Ambos os meus pais gostavam de ginástica e a maravilhosa Nadia Comăneci foi a influência do meu nome. 
Nada mau ter o nome do primeiro perfect 10.0 a influenciar o meu nome.

Eu adoro o nome Nádia. Acho-o forte, com personalidade e identidade. É um nome que se adequa imenso a mim.
Mas depois, os meus queridos pais arruinaram tudo. Atenção, eu gosto de Sofia. Acho um nome bonito e era capaz de chamar Sofia a uma filha. No entanto, mais uma vez os anos 80 a fazerem estragos, para quê o segundo nome? Para quê o Nádia Sofia?
O Sofia é um um corpo morto no meu nome. Não uso, não me identifico, não sou. A única pessoa que o usa é o Eddie para me atazanar e os meus pais durante a infância/adolescência para me aterrorizar quando fazia asneiras. Para mais nada. Nunca!

Devo confessar que chego a estremecer quando tenho de dizer o nome completo e muitas vezes utilizo um simples S. para não colocar a tristeza da combinação que os meus pais arranjaram. Não gosto mesmo.

Alguém se identifica? Muitas pessoas traumatizadas com as escolhas dos seus pais?

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Eu e Ele #8

O dia dos namorados já passou mas ainda vale contar um pouco sobre o nosso.

Desde o início do namoro, ambos concordamos que não haveria espaço ao politicamente correcto. Nós vamos jantar fora quando queremos, ele oferece-me flores quando acha que deve e eu compro-lhe pequenos mimos porque sim. Não temos de seguir aquilo que a sociedade diz que é para fazer. Posto isto, não há um grande caso de amor com o dia dos namorados. Felizmente, somos verdadeiramente apaixonados e fazemos momentos especiais a cada dia.

Se é verdade que temos sempre um mimo para oferecer ao outro neste dia, quase sempre algo divertido ou que sabemos que o outro precisa, não há nenhuma pressão para sermos extra apaixonados neste dia.

Este ano não foi diferente. Trocamos pequenos mimos e passamos o serão a ter o melhor encontro de sempre para o dia. Marisco, heineken e liga dos campeões. 
Para dois apaixonados da bola, os jogos da Champions são sagrados e não há nada melhor que ficar em frente aos ecrãs, sim mais que um para ver mais de um jogo, a beber uma cerveja e a gritar feitos loucos tal dois treinadores de bancada.

A única coisa má deste dia dos namorados foram os cinco golos que o Porto encaixou. Ainda estou a lamber as feridas.

Por aí, dão muita importância ao dia ou gostam de sair dos padrões?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

TAG | Gosto e Não Gosto

A Sofia nomeou-me para esta TAG e como acho engraçado responder a TAG´s uma vez que são sempre tão originais, vamos lá. 

Regras: 
- Ser o mais aleatório possível;
- Ser o mais criativo possível;
- Não repetir temas;
- Mencionar o blogue que vos desafiou.

Gosto
 - Gosto de andar a pé
 - Gosto de chá
 - Gosto de comer ervilhas congeladas
 - Gosto de pessoas que não se levam a sério
 - Gosto de ler em qualquer lugar
 - Gosto de doce de leite 
 - Gosto de nadar
 - Gosto de perfumes
 - Gosto de fazer noitadas
 - Gosto de rir
 - Gosto de verdades, mesmo as duras
 - Gosto de cerveja 
 - Gosto da inteligência

Não Gosto
 - Não gosto do cheiro de cigarro
 - Não gosto de fruta misturada com chocolate 
 - Não gosto de mimimi
 - Não gosto de acordar cedo 
 - Não gosto de correr
 - Não gosto de grandes multidões
 - Não gosto de verdades absolutas
 - Não gosto de cumprimentar as pessoas com beijinhos 
 - Não gosto de presunção
 - Não gosto das pessoas que desdenham das outras 
 - Não gosto de frio
 - Não gosto de unhas de gel
 - Não gosto que gritem comigo 

Não vou nomear ninguém mas sintam-se convidadas a responder. Dá para nos conhecermos um pouco melhor.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Por cá vamos andando...

A ausência de posts no blogue não é despropositada, tão pouco desleixo. É apenas a forma que eu tenho de vos proteger das minhas variações de humor. 
Se há momentos onde consigo ir buscar a minha alegria de vida intrínseca, no geral a melancolia domina. E não é isso que quero para aqui.
Aqui o mundo é mais brilhante e leve e mesmo quando falamos de assuntos mais séries é com leveza e nunca com a seriedade e muitas vezes a tristeza que a vida nos proporciona. 

Por isso a ausência.

Quero mesmo mudar este curso, recuperar a energia e a alegria e sobretudo recuperar o FOCO.
Esta é a palavra do ano. Foco. Para fazer mais e melhor e no fundo, mudar de vida.
No último ano ela mudou tanto sem a minha intervenção que chegou a altura de ser eu a comanda e direccioná-la. 

Fazer com o que temos o melhor. 


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Recomeçar. Mesmo quando não há vontade.

No dia 13 de Junho de 2017 perdi a minha mãe. No dia 23 de Dezembro de 2017 perdi o meu avô.

O meu ano de 2017 resume-se a estes acontecimentos. Se começou a alegre e promissor, com oportunidades a surgir, a partir de Junho tornou-se um pesadelo. 
Ainda estou em choque, revoltada e muito magoada com a vida.

2018 surgiu com lágrimas. Nostalgia, tristeza e revolta. Não é esta a vida que eu imaginei neste momento e não a quero para mim. 
Mas é o que tenho. E entre muitas das coisas que os meus diamantes que partiram este ano me ensinaram é a trabalhar com o que tenho e a tirar o melhor de tudo.

De lágrimas nos olhos, de coração apertado e um sorriso sem muita força, vou lutar para fazer deste ano algo mais brilhante e feliz.

Para todos desse lado, desejo-vos o melhor. De coração para coração. 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Especial Natal 2017 - Dá ao Mundo

Um dos verbos que mais condiz com o Natal é DAR. Não apenas pelos óbvios presentes que trocamos, mas porque neste período estamos, maioritariamente, mais altruístas. As acções de solidariedade multiplicam-se e as pessoas aderiam. 
Não vou entrar no debate se é hipocrisia ou não, acho mais importante o facto de as pessoas darem e alguém ter uma melhor vida, pelo menos num momento, devia a isso.

Além de fazer as minhas contribuições ao longo do ano com algumas instituições, no Natal gosto de fazer os meus próprios actos de bondade.
Coisas simples e sem grandes custos mas que dão um sorriso a quem as recebe.

 Começando com postais. Adoro enviar postais e compro sempre imensos. Este ano comprei seis para enviar a completos estranhos. Desejo uma época de festas maravilhosa e espalho por caixas de correio aleatórias. Este ano vou juntar um bónus, vou comprar três raspadinhas e colocar em três dos postais. Quem sabe se não dou a sorte grande a alguém.
Outra das coisas que vou fazer este ano é espalhar pequenos presentes pela cidade. Pequenas lembranças, com embrulhos fofinhos e espalhar por vários pontos da cidade onde passo para que desconhecidos possam descobrir e sorrir um pouquinho. 

Pagar um café ao próximo cliente. Neste tempo frio vamos muitas vezes beber uma bebida quente e porque não pagar a próxima bebida? É algo simples e um gesto muito amoroso. 

Sorrir. Sai de casa e sorri para as pessoas e deseja Feliz Natal. Mesmo que não te respondam, continua. Espalha amor.

Já faço algumas destas coisas há alguns anos e este ano amanhã vai ser o dia de espalhar a alegria. Tenho a tradição de ir ver as luzes de Natal no dia 8 e vou aproveitar e fazer de amanhã o dia de Dar. 

Quem mais por aí faz isto? Alguma ideia gira?

Boas festas!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Especial Natal 2017 - TAG | Christmas Time!

O Natal respira-se em todo o lado e a blogosfera não é excepção. Fui nomeada pela Sofia e pela Messy Jessy para responder à Christmas Time TAG. Passem pelos blogues delas para ver as respostas e conhece-las um pouco melhor.



As regras são simples, responder a 13 questões e nomear sete bloggers. Vamos lá. 

1 - Qual é o teu filme de Natal favorito?
Não há Natal que não veja o The Muppets Christmas Carol. Adoro a história do Charles Dickens e é uma das minhas tradições vê-lo a cada ano. 

2 - Onde costumas passar o Natal?
O Natal é sempre passado em Aveiro, a minha terra Natal. A cada ano lá regresso carregada de presentes para ver os meus familiares mais afastados, que não vejo tantas vezes durante o ano e comemorar o Natal com o meu núcleo forte.

3 - Qual é a tua música de Natal favorita?
Começa Dezembro e cá em casa Frank Sinatra assume. Sou profundamente apaixonada pela voz dele e as músicas de Natal ganham outro encanto. Adoro especialmente Have Yourself a Merry Little Christmas.



4 - Abres os presentes na véspera de Natal?
Não. Abro a maioria depois da meia-noite mas há sempre um que apenas abro no dia 25. Foi algo que os meus pais desde sempre fizeram e conforme cresci também eu comecei a comprar um especial para lhes dar no dia 25. Normalmente é algo pequeno mas significativo. 

5 - Por que tradições estás mais ansiosa este Natal?
Este Natal vai ser muito diferente para mim. Não tenho grandes expectativas, apenas quero que tudo corra pelo melhor possível. 

6 - Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa. Durante muitos anos tivemos um pinheiro natural, mas há muito tempo que é falsa. Cá em casa tenho uma árvore grande e gordinha.

7 - Qual o teu doce/comida favorita no Natal?
Uma das coisas que mais gosto no Natal é comer. Sou louca por bilharacos, um doce feito com abóbora. Adoro também mexidos quentinhos que a minha avó faz a cada ano. 

8 - Sê honesto: preferes dar ou receber presentes?
Honestamente, prefiro dar. Gosto muito de pensar e planear cada presente. Claro que gosto de receber, mas como raramente acertam então, prefiro dar e depois presentear-me também. 

9 - Qual foi o melhor presente que recebeste?
Um dos presentes que mais gostei de receber no Natal foram viagens dadas pelos meus pais. No campo viagens não há como errar. 

10 - Qual é o teu lugar de sonho para visitar no Natal?
New York, sem dúvida. A qualquer altura do ano, mas no Natal deve ser especial.

11 - Momento mais memorável das férias de Natal:
Já falei neste post do meu Natal favorito. Mas as memórias mais amadas que tenho sobre a quadra terão de ser sempre a reunião da minha família e as brincadeiras noite fora com os meus primos vestidos com pijamas fofinhos, a nossa farda de Natal. 
12 - Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
Nunca acreditei no Pai Natal. Os meus pais sempre me disseram que eram eles a comprar os presentes.

13 - És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Sou uma verdadeira pró. Adoro o processo todo. Durante muitos anos na altura do Natal fazia os embrulhos dos clientes na loja da minha avó e aprimorei a minha técnica. Hoje em dia também é algo que gosto muito de fazer e sou completamente contra as ofertas nos sacos das lojas. 

Oh gostei tanto de responder. 

As sete nomeadas são:


Boas Festas!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Especial Natal 2017 - O meu Natal favorito

Tenho centenas de memórias maravilhosas de todos os Natais. Houve anos em que fomos imensos, outros em que fomos poucos, mas sempre foram celebrados com alegria e magia.
No entanto, há um Natal que me lembro com particular carinho. 
Eu tinha 10 anos, logo foi o Natal de 99. Não sei se por ser o último Natal antes de virarmos o milénio, mas lembro-me que todos andavam extremamente animados. 

Lembro-me de começar o dia 24 numa azáfama porque tanto eu como os meu primos fazíamos os presentes para oferecermos a todos e nesse ano estávamos atrasados. Lembro-me tão bem de estar eu e a minha prima a colar missangas numa moldura para os meus avós e estar tanto frio que a minha mãe deu-nos umas luvas e cortou as pontinhas dos dedos para continuarmos o nosso árduo trabalho.

Lembro-me de mais tarde ir buscar o presente da minha mãe com o meu pai, que apenas ficou pronto naquele dia e eu ter de a convencer a sair de casa por algum tempo para o meu pai conseguir esconder o presente. Lembro-me de a convencer que eu tinha mesmo, mesmo, mesmo de ir à loja do bairro comprar uma cartolina para fazer um mega postal de Natal para o meu pai. Ela lá foi comigo e ele conseguiu esconder o presente. 

Depois a chegada de todos. A ceia era sempre na casa dos meus pais, onde a sala de jantar era maior e as mais de 30 pessoas conseguiam estar confortavelmente. Lembro-me de a minha avó materna chegar e dirigir-se automaticamente à cozinha, e começar a tratar da sua parte nos cozinhados. Todos os anos a minha avó faz um doce do Norte chamado mexidos, que leva várias coisas, incluindo pinhões. Quando foi procurar os pinhões para colocar viu que o meu tio já os tinha comido todos e ninguém trouxe mais. Nós vivíamos todos relativamente perto e foi ver as minhas tias a dirigirem-se a casa, todas à procura de pinhões, já que todas as lojas já estavam fechadas.

Mas o que mais me recordo foi a chegada dos presentes. Não pelos presentes em si, mas porque tenho uma imagem clara dos rostos alegres e felizes dos meus familiares. Não sei como nem porquê mas lembro-me perfeitamente de olhar para todos, com uma felicidade tão plena de estarmos juntos e sentir-me tão feliz naquele momento. 
Muitos desses rostos já não posso ver hoje em dia, já partiram para outras viagens, mas esta recordação é das mais belas que tenho. 

Qual a vossa memória favorita? 
Boas festas. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Especial Natal 2017 - It's the most wonderful time of the year

O mês de Dezembro é a minha altura favorita do ano, excepção feita apenas ao Verão por razões exclusivamente meteorológicas
Como não tenho nenhuma religião, o Natal é muito mais do que a festividade religiosa. É a festa do amor, da família e dos amigos. O Natal começa no dia 1 de Dezembro e vai até ao dia 25, festejando o amor a cada dia.

Na minha família o Natal é uma coisa séria. Já várias vezes aqui mencionei a sazonalidade que a minha mãe me ensinou a amar, a comemorar cada época e o Natal é o ponto alto dessa comemoração. 
A decoração é colocada no dia 1, com todo o empenho e cuidado. Os jantares de amigos e família estendem-se pelos dias até ao dia 24, a noite mais especial do ano.
Não oferecemos presentes por oferecer. Pensamos neles e nas pessoas que vamos presentear, com um empenho sério. Houve um ano que liguei para mais de 30 perfumarias pela Europa fora para encontrar o perfume da vida da minha mãe, que foi descontinuado. Depois de dois meses de busca e muitas conversas telefónicas estranhas consegui achá-lo numa perfumaria em Espanha e no dia 24 lá estava o Le Copains em baixo da árvore. Ou no ano em que os meus pais me ofereceram uma viagem e dinheiro para gastar no destino e acharam que tinha piada espalhar €1000 em notas de €5 por várias caixas. Ou quando oferecemos uma viagem aos meus pais à Disney e lhes demos todo o arsenal do Mickey e Minnie. São memórias especiais, momentos marcados na alma. 

Este ano vai ser diferente. A alma do meu Natal não está. Não vou roubar bilharacos no meio do seu preparo e ela não vai ralhar comigo. Não vamos "discutir" as cores da mesa da ceia. Não vou dançar e cantar as nossas músicas de Natal com ela. O meu Natal nunca mais vai ser igual.
Muitas pessoas me perguntaram se ia festejar o Natal. A resposta sempre foi clara na minha cabeça mas sobretudo no meu coração. Vou.
Por mim, por tudo o que ela me fez amar mas sobretudo, por ela. Porque era a altura favorita do ano da minha mãe. Porque ela era ainda mais feliz e radiante nesta altura do ano. Porque ela ensinou-me que a magia não morre, mesmo quando os mágicos não estão mais presentes.

Assim, vamos dar as boas vindas à mais incrível época do ano. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A minha actualidade #1

Ando desaparecida e sem postar nada há demasiado tempo. Não se anda a passar nada mas vamos lá actualizar:

 - Estando sem trabalho no momento, o tempo passado em casa é maior e a preguiça também. Quanto mais tempo tenho menos quero fazer. 

- Tendo tempo, a leitura assumiu. Nos últimos 7 dias li 5 livros. Algumas histórias leves outros livros pesados mas na última semana, basicamente, li.

- Não tenho maturidade emocional no momento para continuar a ver Grey´s Anatomy. Demasiado drama que já está a sobrar na minha vida.

 - Eu, a freak do Natal, além de alguns presentes para o Eddie, não comprei nada. Nada. 

 - Depois de uns meses loucos a comer tudo o que me aparecia à frente (Sim, basicamente comi a tristeza), parei e já perdi 3kg. 

E é isto que temos para hoje. 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Eu e Ele #7

O Eddie (já disse o nome dele no stories não vale continuar a chama-lo E) é aquele tipo de pessoa que depois de cinco minutos é o teu melhor amigo. Ele é mesmo a pessoa mais amigável que eu conheço. 
Por outro lado, eu não sou nada assim. Não é que não faça amigos com facilidade, simplesmente não tenho a abertura e disposição para o fazer. 
Eu não vou ser amiga de alguém a menos que haja algo nessa pessoa com o qual me identifico. O Eddie celebra a diferença entre as pessoas, eu encontro conforto nas semelhanças, no que respeita a amizade. 

Esta diferença tão clara nas nossas personalidades sempre nos trouxe histórias engraçadas mas também situações complicadas. 
Quando começamos a namorar, lá no tempo da invenção da roda, o Eddie ficou amigo dos meus amigos muito facilmente. Tanto que no meu grupo de amigas ele é o único namorado que não tem um estatuto de "namorado de" mas sim, como ele próprio, de tão amigo que ficou das minhas meninas.
Eu, por outro lado, tive algumas dificuldades com alguns amigos dele, uma vez que juntar a minha personalidade reservada à minha língua afiada é o resultado perfeito para me chamarem arrogante para a eternidade. 
Claro que depois que me conhecem, a quem eu deixo conhecer, as pessoas ultrapassam essa ideia mas as primeiras impressões são difíceis de ultrapassar. 

Por tudo isto, se há algo que eu cobiço na personalidade do Eddie é esta facilidade que ele tem de ser amigo do mundo, esta abertura maravilhosa às novidades que novas pessoas trazem à vida.
É algo que ando a trabalhar para melhorar, mas é difícil inverter algo que fui toda a vida.