Acho que não é novidade para ninguém que gosto de cinema. Gosto de quase tudo, grandes sucessos de bilheteira, independentes, americanos ou suecos. Gosto no geral.
E também não é novidade que a minha grande paixão é a leitura. Também neste campo não sou esquisita.
Assim, quando há cerca de três anos este livro me caiu nas mãos foi amor certo.
Podem ler aqui o que escrevi sobre ele ainda o ano passado.
Ora, a espera pelo filme foi angustiante. Queria muito ver como conseguiriam transmitir tudo o que o livro foi capaz de fazer para um filme. Não conseguiram, na minha opinião.
Vamos por partes e comecemos pela parte boa, Emilia Clarke.
É uma das actrizes mais badaladas devido à sua participação em GoT, mas no papel da Lou foi soberba. Amorosa, expressiva e radiante. Tal e qual imaginei a Lou quando a li.
O casting acertou em cheio nesta escolha.
Pelo contrário, a personagem de Will deixou muito a desejar. Não sou uma grande fã de Sam Claflin, assim de repente lembro-me dele apenas no Hunger Games. Mas a questão é que não senti nenhuma empatia com a personagem do filme, ao contrário do que foi acontecendo no livro.
Se no livro, Will nos é apresentado como um homem intratável, ao longo da obra somos ensinados a gostar dele. No filme não aconteceu, pelo menos comigo.
Se me comovi? Claro, mas por me lembrar do livro e não pelo filme que estava a ver.
Normalmente isto acontece, gosto sempre mais da obra escrita, mas a verdade é que estava à espera de mais. Não só pela personagem de Will mas também pela forma apressada com que a história é desenrolada.
Na dúvida, o livro é sempre a melhor opção.
