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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Vamos ver um documentário? #1

Gosto muito de documentários. São uma óptima maneira de sabermos mais sobre algo, de descobrirmos realidades e momentos diferentes. Não tenho um estilo de documentário favorito, por isso, vejo de tudo um pouco.

Hoje venho falar de dois, com temáticas distintas entre si, mas igualmente assustadores.
Sendo que ambos são norte-americanos, a realidade com pormenores algo distantes da nossa, mas em ambos os casos, são realidades que facilmente podem acontecer em qualquer lugar. 

The Hunting Ground

 Fiquei doente a ver este documentário. Não que fosse uma novidade, mas quando é retratado o lado da vitima, que pede auxilio e lhe é negado por todas as forças presentes, torna-se revoltante e assustador.
É um excelente documentário para reflectir e analisarmos o que estamos a crescer como sociedade. 
Há um momento especifico do documentário, onde um grupo de rapazes grita palavras de ordem doentias, que nos faz parar e pensar de que forma estamos a criar as nossas crianças. 
É um documentário sobre abuso sexual mas que facilmente atinge proporções feministas. Não sendo apenas vitimas femininas, a forma como as mulheres são tratadas e acusadas após serem vitimas de um abuso sem precedentes é doentia. 
Mostra também como, quando unimos forças, as coisas acontecem. 
Vale muito a pena. 

Para mais informações podem consultar este site

Trophy Kids


Outro documentário, outro tipo de abuso.
Se no The Hunting Ground é exposto um abuso claro, neste o abuso é velado.
É certo que nem sempre olhamos para o lado e vemos de que forma as crianças e adolescentes que nos rodeiam estão a ser pressionados e abusados. Mas este documentário mostra bem essa realidade. Pais que, em nome do amor, pressionam os seus filhos a serem os melhores no desporto que praticam. Este, várias vezes, escolhidos pelos próprios pais. 
É assustador, revoltante e traz-nos um sentimento de impotência real. 
Há uma cena, onde o pai grita com o seu filho de 15 anos, de tamanho tal de vulnerabilidade daquela criança que é altamente revoltante. Em nome de nada se pode tratar um filho assim.
Bastante interessante, principalmente para os pais verem e reflectirem a sua parentalidade. 

Fica aqui um artigo de opinião muito objectivo sobre o documentário.

Alguma de vocês já os viu? 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

O que li durante a semana #2

Mais uma semana de noticias interessantes. 
Eu tento ler noticias nas línguas que compreendo porque acredito que a língua é um condutor de realidade. Não gosto de notícias traduzidas porque perdem a sua substância. 
Estas são as noticias da semana:

O tema é sempre central. A escravatura sexual das mulheres é uma realidade em todos os países e bem na frente dos nossos olhos. É preciso consciencializar e informar para combater. 

Extremamente interessante e pertinente. Um lado da discussão que muitas vezes é esquecido e tende a ser sensível para as mulheres.  

Desde que vi o documentário "Blackfish" tomei a consciência das atrocidades que este, suposto, parque de atracções comete. Depois de ler algumas reportagens antigas e alguns textos de opinião é incompreensível como se mantêm aberto e visitado. 

Um brilhante pensador, um académico magnifico, um escritor maravilhoso. No meu percurso académico tive o prazer de escudar e conhecer algum do seu trabalho, como leitora "O Nome da Rosa" é um marco. Foi a pessoa, fica a imensa obra. 

Um dos temas que abordei esta semana no blogue, aqui, Achei muito interessante como esta predisposição a criticar e injuriar na Internet passa para a vida real. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Making a Murderer - Um documentário assustador.


É o documentário do momento. Estreou a 18 de Dezembro no Netflix e meio mundo fala disso.

O documentário aborda a vida de um homem, Steven Avery, que foi acusado de 32 anos de prisão por um crime de violação e passado 18 anos, os quais passou na prisão, é ilibado por novas provas de ADN.
Tudo isto podia ser uma história com final feliz se, Steven, não fosse de novo acusado de um crime de homicídio, de uma fotografa de 25 anos, e acabasse condenado a prisão perpetua. 
Se os contornos da história são surpreendentes, os detalhes são enlouquecedores. 

O grande foco do documentário realizado durante 10 anos, de 2005 a 2015, é a conduta da policia e dos oficiais de justiça para comprovarem a culpa de Steven. Nos dois casos, no que o colocou 18 anos inocente na prisão e no mais recente, a policia tem um papel completamente inconsistente e pouco profissional, actuando mais como justiceiros do que agentes, ignorando completamente o pressuposto de inocência a que todos temos direito. 

Vale muito a pena. É assustador sermos levados nesta história louca, que nos faz pensar o quão fácil é, nas circunstancias erradas e com pessoas erradas, podemos ser considerados qualquer coisa.

Aconselho vivamente.