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terça-feira, 23 de maio de 2017

Livro da Semana, Bright Side & Gus, Kim Holder

Existem os grandes livro da nossa vida, aqueles que relemos e continuamos a ver novas nuances a cada leitura. Livros que nos mudam a alma.

Estes livros não são desses. Não nos vamos lembrar para sempre da sua história, não nos vão mudar a vida. Mas por momentos dão-nos um pouco de alento. Aquece-nos. Fazem-nos um pouquinho mais feliz.


Kate Sedgwick’s life has been anything but typical. She’s endured hardship and tragedy, but throughout it all she remains happy and optimistic (there’s a reason her best friend Gus calls her Bright Side). Kate is strong-willed, funny, smart, and musically gifted. She’s also never believed in love. So when Kate leaves San Diego to attend college in the small town of Grant, Minnesota, the last thing she expects is to fall in love with Keller Banks.

This is the story of Gus. Losing himself. Finding himself. And healing along the way. “ … but the honest-to-God truth is I don’t even know how to function anymore. Bright Side wasn’t only my best friend; she was like my other half ... the other half of my brain, the other half of my conscience, the other half of my sense of humor, the other half of my creativity, the other half of my heart. How do you go back to doing what you did before, when half of you is gone forever?”

Esta é a história de dois amigos. Uma história de perda seguida de redenção. 
Uma história tocante, para quem gosta de histórias de amor reais e não fantasiosas. 

Adenda: Comprei na Amazon e acredito que não há edição portuguesa.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Livro da Semana. A Química, Stephenie Meyer


Ela trabalhava para o governo dos EUA, mas poucos sabiam disso. Considerada uma especialista, era um dos elementos mais ocultos de uma agência tão secreta que nem sequer tem nome. Quando entenderam que a sua ex-funcionária os punha em perigo, tomaram de imediato a decisão de a perseguir.
Agora, ela tem de mudar constantemente de lugar e de identidade. Os seus perseguidores mataram a única pessoa em quem confiava, mas as informações secretas que guarda são uma ameaça. Quando o seu antigo supervisor lhe propõe uma alternativa para sair desta situação, ela crê estar perante a única oportunidade de escapar. Para tal, terá de aceitar uma última missão para a agência. 
Decidida a lutar, prepara-se para o confronto mais difícil da sua vida, mas dá por si apaixonada por um homem que apenas complica as suas possibilidades de sobrevivência.



Sim, é a autora de Crepúsculo. Não, este livro não contém nenhuma personagem sobrenatural. 
Depois de uma série de livros voltados para o público mais jovem, Stephenie Meyer direccionou-se agora para os mais adultos com este thriller.  

O livro é bem escrito, a história é envolvente e a acção vibrante. 
A dinâmica é forte, as personagens conseguem captar-nos a atenção. A personagem principal é muito interessante e consegue captar-nos para o seu lado e fazer-nos torcer por ela. Muito criativa e inteligente.

No entanto, ao longo do livro a extensa narrativa bem detalhada consegue cansar. Assim como o romance, que na minha opinião torna-se completamente desnecessário à história uma vez que a personagem principal é bastante interessante e sedutora por si só. 

Vale a leitura para quem gosta de histórias vibrantes e conspirações. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Livro da Semana. A Guerra Não Tem Rosto De Mulher, Svetlana Alexievich


Nesta obra-prima, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de mulheres que revelam pela primeira vez a perspetiva feminina da Segunda Guerra Mundial. O número de mulheres combatentes no Exército Vermelho chegou quase a um milhão, mas a sua história nunca foi contada. Este livro, marcado pelo estilo pungente de Svetlana Alexievich, apresenta testemunhos de mais de 200 jovens russas que passaram de filhas, mães, irmãs e noivas a atiradoras, condutoras de tanques ou enfermeiras em hospitais de campanha. O seu relato não é uma história de guerra, nem de combate; é uma história de mulheres e homens catapultados «da sua vida simples para a profundeza épica de um enorme acontecimento». Em que pensavam? De que tinham medo? Como foi aprender a matar? É sobre isto que estas mulheres falam, mostrando uma faceta do conflito sobre a qual não se escreve. Descrevem a sujidade e o frio, a fome e a violência sexual, a angústia e a sombra permanente da morte. A Guerra não Tem Rosto de Mulher, a marcante obra de estreia de Svetlana Alexievich, foi originalmente publicada em 1985, depois de quatro anos de pesquisa e entrevistas. Esta edição corresponde ao texto fixado em 2002, quando a autora reescreveu o livro e incluiu novos excertos com uma força que, antes, a censura não lhe tinha permitido mostrar.

"At the age of nineteen I had a medal "For courage". At the age of nineteeen, my hair turned grey. At the age of nineteen in my last battle I was shot through both lungs, the bullet went in between two vertebrae. My legs were paralysed... They thought I was dead... At the age of nineteen... My granddaughter is this age now. I look at her in disbelief. Such a child!"

Nas primeiras páginas há uma revelação, nunca li um livro de guerra relatado por uma mulher. A autora fala da questão e é verdade. Há uma imensidão de obras sobra a guerra mas são dominadas pela visão masculina. Pela virtualidade e virilidade da guerra, a procura da glória e a a forma como os homens a constroem. Não as mulheres, nunca as mulheres.

Mas neste acaso são as mulheres que contam a guerra. E o relato é assustador. 
O testemunho destas mulheres é tão claro e nu que faz-nos ter toda uma nova imagem da guerra, sendo que só por ela já é terrível.

A visão do mundo visto pelas mulheres é diferente que a dos homens, mas a visão da guerra é um novo mundo. Cru, frio e devastador.

Uma leitura mais que recomendada. 

"We've all got used to men talking about war. We've become inured, and this has given rise to a dangerous belief: war is not unnatural. And in the West there is even a theory that men need war. The world has been turned upside down, but women are setting it on its feet again. For women war is a modern form of cannibalism, and they repudiate it with all their being. Women and war are diametrically opposed. And if women reject war, then it's possible that war itself will die."


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Especial Natal #7 - Livros de Natal

Para quem como eu adora ler, qualquer altura é boa. Mas há quem prefira algumas épocas para se deliciar com um bom livro. A altura de Natal é ótima para isso. Podemos estar quentinhos, enrolados numa manta ou ao pé da lareira, a tomar um chá ou chocolate quente e a viver o conforto desta época.
Assim, nada mais adequado do que ler um livro com a temática da época.

Deixo algumas sugestões de livros, alguns fazem parte dos meus favoritos.


The Christmas Carol é sem dúvida o meu favorito da época. Podem ler a pequena review que fiz a convite da Lilium Black do blog O Meu Dolce Far Niente.

Feliz Natal
OHOHOH

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Livro da semana. O Projeto Rosie, Graeme Simsion


" Don Tillman decide que está na hora de casar. Só falta escolher a mulher perfeita. Don é um professor de Genética brilhante mas, por ser pouco sociável, considera que a forma mais simples de encontrar uma companheira consiste em elaborar um questionário. Cria o algoritmo perfeito que permite excluir as candidatas inapropriadas e, assim, evitar incidentes como os que viveu no passado. Rosie Jarman, apesar de bonita e inteligente, tem todas as características que Don desaprova e é desqualificada de imediato. No entanto, Rosie procura Don por outros motivos e este aceita ajudá-la. Divertido e comovente, O Projeto Rosie demonstra que o amor desafia toda a racionalidade." Wook

Este é um livro delicioso. Um romance ligeiro, que nos abre a porta a uma realidade tão comum mas tão distante ao mesmo tempo, a dificuldade de socialização. 
Se no início temos alguma dificuldade em criar empatia com Don, ao longo do livro vamos entendendo e o nosso sentimento vais evoluindo ao mesmo tempo que a personagem. 
A forma extremamente racional da personagem Don em contraste com a facilidade e sorriso fácil de Rosie, tornam este livro um óptimo companheiro para uma tarde de Outono. 


Há uma continuação, The Rosie Effect, que ainda não esta traduzido no nosso país. Eu já li e conta a história do que acontece depois do termino do primeiro livro. 
Amoroso. 



O livro vai ser adaptado para o cinema e a estreia deverá acontecer em 2017.
Os livros podem ser encontrados na Fnac, na Wook e na Bertrand


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Filme da semana, Me Before You


Acho que não é novidade para ninguém que gosto de cinema. Gosto de quase tudo, grandes sucessos de bilheteira, independentes, americanos ou suecos. Gosto no geral. 
E também não é novidade que a minha grande paixão é a leitura. Também neste campo não sou esquisita.

Assim, quando há cerca de três anos este livro me caiu nas mãos foi amor certo.
Podem ler aqui o que escrevi sobre ele ainda o ano passado.

Ora, a espera pelo filme foi angustiante. Queria muito ver como conseguiriam transmitir tudo o que o livro foi capaz de fazer para um filme. Não conseguiram, na minha opinião.

Vamos por partes e comecemos pela parte boa, Emilia Clarke
É uma das actrizes mais badaladas devido à sua participação em GoT, mas no papel da Lou foi soberba. Amorosa, expressiva e radiante. Tal e qual imaginei a Lou quando a li. 
O casting acertou em cheio nesta escolha.

Pelo contrário, a personagem de Will deixou muito a desejar. Não sou uma grande fã de Sam Claflin, assim de repente lembro-me dele apenas no Hunger Games. Mas a questão é que não senti nenhuma empatia com a personagem do filme, ao contrário do que foi acontecendo no livro.
Se no livro, Will nos é apresentado como um homem intratável, ao longo da obra somos ensinados a gostar dele. No filme não aconteceu, pelo menos comigo. 

Se me comovi? Claro, mas por me lembrar do livro e não pelo filme que estava a ver.
Normalmente isto acontece, gosto sempre mais da obra escrita, mas a verdade é que estava à espera de mais. Não só pela personagem de Will mas também pela forma apressada com que a história é desenrolada. 

Na dúvida, o livro é sempre a melhor opção. 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Livro da Semana, Eleanor and Park, Rainbow Rowell



"Dois inadaptados. Um amor extraordinário.
Eleanor... é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo roliça e ruiva, e com a sua forma estranha de vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.
Park... é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado nos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa a mudar quando Park aceita que Eleanor se sente ao seu lado no autocarro da escola.
A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco nasce uma genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor aparece. Porque o amor é um superpoder."


Já não é uma leitura recente, li a alguns meses mas acho que é um livro que merece ser partilhado. É uma história doce, com personagens muito bem escritas. É uma obra de leitura muito fácil, envolvente e leve, além de abordar alguns temas mais sérios.
Acho que é realmente um bom livro para uma tarde de sol. 

Uma das coisas mais engraçadas sobre este livro, que me levou a partilhar hoje, é que vi a Eleanor no comboio a caminho de Estoril. A rapariga que vi é a imagem perfeita de como criei a Eleanor na minha cabeça a ler o livro e quando a vi não consegui travar um grande sorriso. Acho tão interessante a forma como tentamos personalizar cada personagens e vê-la, exactamente como imaginamos, é uma sensação muito engraçada. 

O livro encontra-se nas várias livrarias em Portugal e dentro de alguns meses virará filme. 

Espero que gostem.
Boas leituras. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Livro da semana, Noites Brancas, Fiódor Dostoiévski



"Como personagem central se tem o Sonhador, que em uma das noites brancas da capital São Petersburgo apaixona-se por Nástienka. Nesta obra, diferentemente de outras, em que a preocupação social é a directriz para o enredo, desta vez encontramos um Dostoiévski romântico, lúdico. O personagem principal, que ao contrário das versões teatrais e cinematográficas, não tem nome, vaga errante pela "noite branca" de São Petersburgo."Noite branca" refere-se a um fenómeno comum na Europa em que, mesmo com o Sol se pondo ele permanece um pouco pouco. abaixo da linha do horizonte,deixando a noite clara, causando uma atmosfera onírica. Um encontro casual muda completamente a vida do até então solitário protagonista: conhece a ingênua e também sonhadora Nástienka, que aos prantos, espera aquele a quem um ano antes tivera prometido o seu amor."



Já vos contei qual é o meu livro favorito no mundo, mas hoje venho-vos falar do livro que competiu para o lugar e, por vezes, ainda me faz vacilar de tão bom. 

Por volta dos meus 15 anos comecei a ler autores russos e apaixonei-me pela escrita de  Dostoiévski e Pushkin
Mas foi Dostoiévki que fez o meu coração bater mais forte quando li Noites Brancas.
Noites Brancas é um romance de sonhos e luta. É terno, doce e inspirador. 
Fala de eternização de momentos, de como a nossa vida pode mudar rapidamente. 
A obra retrata a luta pelo amor e sonhos, como a humanidade é levada na procura incessante da felicidade.

É um livro maravilhoso. Recomendo muito a sua leitura. 




quinta-feira, 14 de abril de 2016

Livro da Semana, Um mais um, Jojo Moyes


Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou.Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?


Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio. (Sinopse em Português do Brasil)


Eu gosto da Jojo Moyes. Acho que tem uma escrita fácil e fluída. 
Podem ler aqui o meu livro favorito da autora. 

Já tinha lido sobre este livro e fiquei curiosa, por isso decidi encomenda-lo na Fnac, a versão inglesa, uma vez que ainda não existe tradução em português de Portugal, apenas português do Brasil. 

É um livro fofo, daqueles que nos entretêm numa viagem ou uma tarde ao sol. Não é uma grande história, não senti uma grande empatia com as personagens, tirando a doce Tanzie. As personagens adultas são um pouco vazias, especialmente Ed
Assim sendo, o deleite do livro são mesmo as personagens mais novas. Como já referi, a Tanzie, um génio matemático muito divertido e Nicky, um adolescente cheio de inseguranças mas que se torna uma delícia acompanhar. 

É um livro de leitura rápida, mas que também não perdura muito na memória.
Recomendo para quem gosta de histórias leves e fáceis de ler.


Adenda: Como devem ter reparado, pelo menos assim espero, que venho intercalando livro mais "pesados" com leituras mais leves, Isto porque nem todos gostamos no mesmo e quero dar dicas variadas e que se adeqúem a qualquer gosto. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Livro da semana, Wuthering Heights, Emily Brontë




Antes de mais tenho que avisar, isto é uma carta de amor.

A primeira vez que li o Monte dos Vendavais tinha 12 anos e detestei. Detestei com tanto afinco que apenas acabei de o ler porque tenho um código pessoal no que toca a abandonar livros, não o faço. Ponto.
Não percebi a profundidade das personagens, achei os protagonistas desequilibrados e a história muito estranha. 
Coloquei-o de volta à estante e apenas lhe toquei passado alguns anos.

Como sempre acreditei que as pessoas mudam de opinião e amadurecem, naquela tarde de férias de Natal, com um frio para lá do normal, a lareira convidava a um livro. Mas não havia nenhum novo. Procurei, procurei, mas nada me chamou a atenção até que aquele livro gasto me piscou o olho. 
Muito reticente lá lhe peguei e pensei "Porque não?"

E aqui começou a nossa história de amor.
Depois de o acabar de ler, de madrugada, estava abalada, maravilhada e arrebatada.
É verdade que cinco anos mais tarde a maturidade é muito diferente. Nestes cinco anos tinha visto, sentido e vivido muito mais, mas continuo sem perceber como na minha primeira leitura o detestei tanto.
Este livro é O livro. Uma obra de arte. 

Brontë foi impar a criar as personagens. O amor cruel de Heathcliff e Catherine nada mais é que uma profunda e dramática história de amor, longe dos entraves do politicamente correcto.
Heathcliff, a minha personagem mais amada, é isso mesmo, a personificação das sensações e sentimentos mais crus e humanos. Não é bom nem mau, é humano.
O amor que sente por Catherine é tão forte que tanto o mantêm como o destrói, a sede de vingança e tão poderosa como a saudade e o medo que transmite.  
É uma personagem única, maravilhosa e marcante.
“Terror made me cruel . . .” 

É uma história que podemos transportar por décadas sem perder a actualidade, quando conseguimos transpor a barreira da descrença e perceber como podemos, tão bem, ser descritos na história.
Todos os lados lá estão, todas as barreiras aos sentimentos no oposto à liberdade sem pudor. Apenas temos de a compreender e aceitar, que todos podemos enlouquecer de amor.
“If you ever looked at me once with what I know is in you, I would be your slave.” 

Já li o livro em três línguas distintas, no inglês original, em português e espanhol. Gosto de fazer este exercício com os livros que mais amo, porque cada língua dá uma nova vida as personagens é à história.

Recomendo a todos, recomendo mesmo muito. É o meu livro amado, o que está à cabeceira da minha cama. É um grande marco literário e o livro que mais me marcou. 
A escrita é fabulosa, não tão acessível a quem não tens o olho treinado para literatura mais "pesada". 
Mas vale muito, muito ler.

“He's more myself than I am. Whatever our souls are made of, his and mine are the same.”   

terça-feira, 8 de março de 2016

Livro da Semana, Proibido, Tabitha Suzuma



Tenho de começar por dizer que foi extremamente difícil encaixar este livro. 
Eu tento, na vida em geral, abstrair-me ao máximo de todo e qualquer preconceito, mas neste caso, além de achar uma linda história, não o consegui fazer completamente.
Antes de mais, a sinopse.

Sinopse
Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezasseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.


Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezassete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de carácter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

E amam-se romanticamente. Se no início é tão completamente errado, como a sociedade sempre nos ensinou, ao longo do livro, escrito com máxima delicadeza, vamos torcendo por eles. 
Mesmo não conseguindo colocar-me no lugar das personagens, comecei a acreditar naquele amor, na sua inocência e pureza.
Mas depois, depois sou assaltada por todos os paradigmas e regras em que acredito e sinto, em todas as limitações emocionais e sociais que nos são impostas e que nesta questão não acho de todo erradas.
Dois irmãos não se devem apaixonar um pelo outro, a biologia demonstra isso. 
Mas depois a ideia surge, mas quem sou eu para dizer quem alguém deve amar?
Pensei, pensei e posso dizer que realmente não cheguei a nenhum lugar. 
É um livro delicado e perturbador, que mexe com as nossas ideias e nos faz interrogar o que realmente é certo ou errado e quem somos nós para o impor.

“Não há leis nem limites para os sentimentos. Nós podemos amar um ao outro tanto e tão profundamente quanto queremos. Ninguém Maya, ninguém vai tirar isso de nós.”

Só consegui o livro em inglês. Está à venda na Fnac, Bertrand e Wook.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Livro da semana, O Primo Basílio, Eça de Queirós



(capa muito semelhante ao livro que li pela primeira vez)

Muitos de nós tiveram o primeiro contacto com Eça no secundário a ler Os Maias. Eu tive a felicidade de o conhecer antes e ler algumas das suas obras.
Na casa dos meus avós havia uma colecção antiga das obras do Eça e eu costumava trazer um livro, à vez, para ler. 
E foi assim que li O Primo Basílio. Creio que na altura o escolhi porque tinha um tio-avô materno que era a única pessoa que eu conhecia que se chamava Basílio, Maturidade nas escolhas.

Gosto muito de Eça de Queirós, sobretudo da sua fase realista, no qual se incorpora esta obra.
A sátira à sociedade lisboeta da época é fantástica, o enredo maravilhoso. 

"O Primo Basílio", um romance de costumes publicado pela primeira vez em 1878, satiriza a moralidade de uma família burguesa da época. Jorge e Luísa são o típico casal burguês da classe média lisboeta. Para a sua felicidade estar completa, esperam apenas um filho. Mas este equilíbrio familiar fica em risco com a partida de Jorge para o Alentejo, onde irá ficar durante longas semanas. É então que Luísa, aborrecida e sozinha em casa, recebe a visita do seu primo Basílio, que lhe fizera a corte antes de partir para o Brasil e enriquecer. Basílio tece uma malha em volta de Luísa, arrastando-a para o adultério numa história de chantagem, imoralidade e tragédia. 
(Sinopse retirada do site Fnac)

Ao longo dos anos já repeti e leitura e desfrutei ainda mais de alguns detalhes que me falharam pela pequenez, aos 11/12 ninguém tem maturidade para ler Eça!
É uma das obras indispensáveis da nossa língua. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Alargar horizontes.

Na altura que descobri que tinha POC, podem ler aqui, e a depressão veio para se juntar à festa comecei a ler livros mais "leves". 
Sempre gostei de literatura desde muito nova, sempre li os clássicos e sempre gostei de leituras "difíceis". Gostava de profundidade, boas histórias e posso dizer que por vezes fui um pouco snob com o que lia. 

Nunca li Danielle Steel, Nora Roberts ou Paulo Coelho. 
Para dizer a verdade continuo por não ler estes autores, mas há uma imensidade de obras que se não ficasse doente nunca ia conhecer. 
Ora, ultrapassado este meu preconceito, posso dizer que de há quatro anos para cá leio tudo o que me apetece. Li até livros do género Harlequin. 
E posso dizer claramente que isto foi o melhor que me aconteceu.

Descobri uma imensidão de obras e autores que me fizeram muito feliz.
Livros muito mais leves, que não nos provocam uma profunda introspecção, mas que no geral nos passam mensagens muito bonitas e mesmo importantes.
Histórias de amor, amizade e coragem. Histórias de vida. 
Histórias divertidas e que nos oferecem gargalhadas. Histórias de monstros, vilões e anjos.

Li de tudo e hoje sou muito mais completa. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Livro da Semana. Fractured, Dani Atkins

(Imagem retirada do site Saraiva) 


Descobri este livro numa lista num blogue americano, creio eu. Andava à procura de novos livros e a sinopse deixou-me curiosa.
Procurei nas livrarias portuguesas mas apenas encontrei na wook em ebook, em inglês. Sem problemas.
Comecei a ler e só o larguei quando acabei, lavada em lágrimas. 

Sinopse A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?(Sinopse retirada do site da Saraiva, livraria brasileira)


Este livro conta-nos uma história forte e emotiva, cheia de reviravoltas e emocionantes descobertas. É uma bela história de como nem tudo o que parece é.Quem nunca se perguntou se pudesse voltar atrás o que faria?
Recomendo para quem procura um livro intenso, sem medo de derramar umas lágrimas pelo meio. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Livro da Semana. Orgulho e Preconceito, Jane Austen




Quando li Orgulho e Preconceito pela primeira vez devia ter uns 11 anos. Foi no mesmo Verão que li pela primeira vez uma das obras que viria a ser um marco na minha vida literária. 
Lembro-me que nesse Verão os dias eram passados na praia e as noite, muito quentes, eram passadas entre livros e jogos com os meus primos. Sendo que nunca fui uma fã louca de consola de jogos, nas noites destinadas a essa actividade lá ia eu roubar mais um livro à prateleira. 

É verdade que não tinha maturidade para absorver toda a história e analisar a profundidade social de Austen, o que viria a fazer apenas anos mais tarde, mas nesse Verão encontrei Elizabeth Bennet, uma das minha personagens de ficção favoritas. 

A precipitação de julgamento, que hoje consigo perceber, a atitude pró activa, a liberdade de pensamento que esta personagem demonstra, fascinaram-me, e fascinam-me ainda hoje, devido ao núcleo onde estava integrada. É quase uma personagem contra corrente, liberta de muitos pressupostos da época. 

É uma história maravilhosa, tremendamente bem escrita e com uma actualidade fantástica. 
É daquelas obras que recomendo sempre a leitura.

Sinopse
Uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.
As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada.
Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…
 Leiam, vão ser mais felizes depois


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Livro da Semana . Amor Cruel, Colleen Hoover

Novo ano, promessas antigas. Ler é um dos meus prazeres e não falo muito de livros por aqui, ou não falo tanto como acho necessário. Assim sendo, vou tentar todas as semanas falar sobre um novo livro, cada semana uma intensidade e profundidade diferente. Histórias mais leves outras mais intensas. Bibliografias, históricos e até BD. Vamos ter um pouco de tudo. 

Hoje temos Amor Cruel

Sinopse
Tate é enfermeira e muda-se para São Francisco, para casa do irmão Corbin, para estudar e trabalhar. Miles é piloto-aviador e mora no mesmo prédio de Corbin. Depois de se conhecerem de forma atribulada, Tate e Miles acabam por se aproximar e dar início a uma relação exclusivamente física. Para que esta relação exista, Miles impõe a Tate duas regras:
«Não faças perguntas sobre o meu passado. Não esperes um futuro.»
Tate aceita o desafio de manter uma relação distante, sem nenhum compromisso, nem sequer o da amizade. A relação alimenta-se assim da atração mútua entre os dois.
Miles nunca fala de si nem do seu passado, e comporta-se perante Tate de acordo com as regras que ele definiu. Será Miles capaz de desvendar o que se esconde por detrás desta necessidade tão grande de se distanciar emocionalmente dos outros?
E poderá algo tão cruel transformar-se numa relação bonita e duradoura?
Da escritora Colleen Hoover é um livro com personagens jovens e uma história intensa, onde o amor e a luxúria se misturam. Miles é um homem torturado pelo passado e não está disposto a pensar num futuro com Tate, mas a verdade é que os sentimentos se confundem e as vidas dos dois entrelaçam-se. 

É uma história envolvente porque é muito bem narrada e foge dos clichés deste tipo de romance. Bem, retificando, este não é "esse tipo de romance", porque não é um romance brega cheio de lugares comuns. É uma história que foge dos moldes e por isso é tão boa de ler. A história é apresentada em dois momentos temporais distintos, o presente e os flashbacks do passado de Miles. 
O final do livro é muito bom também. Daqueles que vale muito a pena ler. 
 “I didn’t fall in Love with you Tate, I Flew.”
A Wook é a livraria com o exemplar mais barato a €15,29

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Resultado do Sorteio O Sentido do Fim

O sorteio acabou e a vencedora foi a Maria do Mundo
Devido a um problema com o Forms, preciso que ela entre em contacto para o e-mail pequenasvonatdes@gmail.com, para posteriormente lhe enviar o livro.

Desde já parabéns =) 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Livro da Semana


Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

Este livro foi como um acidente, daqueles que vemos em câmara lenta e que o impacto se prolonga por demasiado tempo. 
Este livro fez-me chorar. Muito. Não sei se devido ao período em que o li estar mais sensível ou se realmente o livro tem este imenso poder, ele fica na memória, porque para quem como eu ama livros, já aprendeu há muito tempo que nem todas as histórias têm o final que desejamos, mas que mesmo assim continuamos a desejar. E sofrer pelas personagens e a faze-las nossas. 
É por isto que amo ler. 
E livros como estes reafirmam este amor.
É uma leitura fácil, bem escrita e envolvente, que nos leva a torcer pelas personagens e a querer reescrever a história. Não quero dar spoilers, por isso leiam. Vale a pena.

O filme baseado nesta obra sairá no próximo ano.




Queremos livros que nos afetem como um desastre. Um livro deve ser como um machado diante de um mar congelado em nós”  Franz Kafka


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Na estante (Ou no EReader, no caso)

Eu estou rodeada de livros desde que me lembro. Ainda sem saber ler, no colo dos meus pais a ouvir as histórias que me liam. Quando aprendi a ler comecei a devora-los. 
Não me recordo de uma fase da minha vida que estive sem ler nada. Ando sempre a ler qualquer coisa. Leio todos os estilos e géneros, tenho os meus favoritos, mas num geral gosto de ler. Gosto de histórias envolventes, sendo ficção ou realidade, gosto policiais e romances, gosto de prosa e poesia. Quando a depressão chegou, li ainda mais, Os livros são um escape fantástico quando não estamos preparados para encarar a realidade. E não estive durante muito tempo. E os livros ajudaram, tanto para me esconder, mas sobretudo para me encontrar. 

Tenho uma lista de espera imensa para ler, mas os seguintes serão estes:


"Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente. Até que um dia...Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos" in Wook

Primeiro sucesso da autora, vamos ver. 



"Ernestina é mais do que um romance autobiográfico ou um volume de memórias de famílias ficionadas. É um fresco de Trás-os-Montes, dos anos 1930 aos anos 1950, uma obra que transcende o relato regionalista e que transpôs fronteiras, transformando-se num fenômeno editorial na Holanda. 
Ernestina é também o nome da mãe do autor e da intrépida protagonista deste livro. Sobre ela J. Rentes de Carvalho disse: «Mãe de um só filho, a sua vida, que foi de uma tristeza, amargura e terrível solidão, dava um livro. Escrevi-lho eu. E a sua morte quebra o último elo carnal que me ligava à terra onde nasci. Felizmente são ainda muitos os laços que a ela me prendem." in Wook

Lançado em 1998. Li apenas um dos seus livros e este abriu-me a curiosidade



"João Gonzales Zarco é o protótipo do treinador de futebol moderno. Impecavelmente vestido e de rosto fechado, domina o balneário como ninguém e é conhecido pelas suas conferências de imprensa inflamadas, destroçando todos os que se intrometem entre a sua equipa e o sucesso.Scott Manson, o seu fiel adjunto no London City FC, é o mediador sempre disponível para apoiar incondicionalmente os rapazes. Não inspira nos adversários o mesmo temor que o treinador principal mas os jogadores adoram-no e o patrão, um oligarca ucraniano cuja imensa fortuna surge associada ao fantasma da dissolução da União Soviética, tem plena confiança nele.Todos sabem que o futebol é um desporto de vida ou morte, mas desta vez é literal: Zarco é encontrado morto no seu próprio estádio. E não sendo a polícia propriamente bem-vinda nas instalações do clube londrino, será Manson quem ficará encarregado de encontrar o assassino" in Fnac

Gosto da escrita deste autor, vamos ver se este livro é realmente bom. 


Boas leituras!