Voltar ao normal quando a nossa vida foi dilacerada é um dos maiores desafios que pudemos enfrentar.
Além da consciência plena que nunca nada será igual, a necessidade de viver e seguir em frente é vital para não me afogar na mágoa. Mas é difícil, tão difícil.
As trivialidades da vida, que sempre me apaixonaram por darem um brilho especial à dificuldade que muitas vezes temos para continuar, não passam disso. Trivialidades, cinzentas e ocas, sem interesse e substancia.
Tudo parece muito pequeno vazio, face ao sofrimento dilacerante que oculta os meus dias.
Por isto, estou calada. Por isto, não tenho feito nenhum post no blogue e as poucas publicações nas redes são distantes e também elas, por vezes, cinzentas.
O pequenas vontades não foi criado para ser triste. Foi criado para eu partilhar as minhas vontades mais brilhantes, algumas mais intensas, mas sempre com um discurso leve e descomprometido da seriedade da vida, uma extensão da minha visão. A vida é séria mas se a olharmos de uma forma divertida e a relativizarmos, tudo se torna mais fácil.
Hoje, depois de quase três meses mergulhada num mundo sem cor ou sentido, começo a voltar a mim. Não ultrapassei, acho que jamais o conseguirei fazer. Há momentos de profundo pesar e raiva. Dói. Demais.
Mas hoje já consigo ver o que vem depois, consigo ouvir o discurso que tantas vezes me deu onde sempre disse que a vida é para ser vivida alegremente, mesmo nos maus momentos e que o meu sorriso era uma das suas maiores alegrias.
Segunda-feira tudo vai voltar ao normal no blogue. Looks da semana, séries e livros, dúvidas, moda e beleza.
Sinto que tenho de me esforçar a voltar a fazer aquilo que me traz um sorriso, aquilo que faz brilhar a vida. Preciso disso para voltar a encontrar uma felicidade, diferente, mais ainda assim, felicidade.
Quero agradecer a todas as mensagens, e-mails e comentários. Vocês são as melhores.
