É o documentário do momento. Estreou a 18 de Dezembro no Netflix e meio mundo fala disso.
O documentário aborda a vida de um homem, Steven Avery, que foi acusado de 32 anos de prisão por um crime de violação e passado 18 anos, os quais passou na prisão, é ilibado por novas provas de ADN.
Tudo isto podia ser uma história com final feliz se, Steven, não fosse de novo acusado de um crime de homicídio, de uma fotografa de 25 anos, e acabasse condenado a prisão perpetua.
Se os contornos da história são surpreendentes, os detalhes são enlouquecedores.
O grande foco do documentário realizado durante 10 anos, de 2005 a 2015, é a conduta da policia e dos oficiais de justiça para comprovarem a culpa de Steven. Nos dois casos, no que o colocou 18 anos inocente na prisão e no mais recente, a policia tem um papel completamente inconsistente e pouco profissional, actuando mais como justiceiros do que agentes, ignorando completamente o pressuposto de inocência a que todos temos direito.
Vale muito a pena. É assustador sermos levados nesta história louca, que nos faz pensar o quão fácil é, nas circunstancias erradas e com pessoas erradas, podemos ser considerados qualquer coisa.
Aconselho vivamente.
