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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Eu e Ele #9

Quando começamos a viver uma vida a dois, além de um amor ganhamos uma nova família. Para o bom e para o mau.
E com a família vêm as visitas em casa, visitas daquelas que ficam uns dias. Para o Eddie nada mais normal, para mim um pesadelo.
Não estou a falar dos nossos pais como é lógico, mas dos primos, tios, vizinhos e afins.
Eu entendo que há pessoas que adoram receber visitas. Os meus pais sempre foram uns anfitriões maravilhosos e a casa estava sempre cheia. Ora, eu não sou uma dessas pessoas.
Não gosto de receber pessoas em casa. Não gosto que pessoas que não me são próximas, com quem não tenho uma relação intima, fiquem na minha casa, mexam nas minhas coisas e desorganizem a minha ordem.
O Eddie, por seu turno, como bom angolano que é, adora uma casa cheia e acha a coisa mais natural do mundo receber toda a família e associados em casa. 

É um tema complicado, porque se por um lado percebo a vontade e a disponibilidade do Eddie, sei que é frustrante a minha constante reticência em receber pessoas em casa. 
Porque falando com toda a sinceridade, já passei da idade de fazer fretes mas por outro lado há pessoas que são próximas ao meu companheiro não o sendo a mim a quem o magoaria imenso negar a estadia na nossa casa. 

Isto das relações é uma coisa complicada, especialmente quando temos companhia.
Por aí alguém percebe a minha angústia ou são team Eddie e adoram uma casa cheia?



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Eu e Ele #8

O dia dos namorados já passou mas ainda vale contar um pouco sobre o nosso.

Desde o início do namoro, ambos concordamos que não haveria espaço ao politicamente correcto. Nós vamos jantar fora quando queremos, ele oferece-me flores quando acha que deve e eu compro-lhe pequenos mimos porque sim. Não temos de seguir aquilo que a sociedade diz que é para fazer. Posto isto, não há um grande caso de amor com o dia dos namorados. Felizmente, somos verdadeiramente apaixonados e fazemos momentos especiais a cada dia.

Se é verdade que temos sempre um mimo para oferecer ao outro neste dia, quase sempre algo divertido ou que sabemos que o outro precisa, não há nenhuma pressão para sermos extra apaixonados neste dia.

Este ano não foi diferente. Trocamos pequenos mimos e passamos o serão a ter o melhor encontro de sempre para o dia. Marisco, heineken e liga dos campeões. 
Para dois apaixonados da bola, os jogos da Champions são sagrados e não há nada melhor que ficar em frente aos ecrãs, sim mais que um para ver mais de um jogo, a beber uma cerveja e a gritar feitos loucos tal dois treinadores de bancada.

A única coisa má deste dia dos namorados foram os cinco golos que o Porto encaixou. Ainda estou a lamber as feridas.

Por aí, dão muita importância ao dia ou gostam de sair dos padrões?

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Eu e Ele #5

O E é a pessoas mais implicante no que diz respeito à maquilhagem. Especialmente base. Quanto coloco uma base mais densa, passa o dia reclamar. E por questões sérias. 
Além de começar por dizer que eu não preciso (como se a maquilhagem fosse usada apenas por necessidade), diz que faz mal à minha pele e até já pesquisou artigos científicos que demonstrem que tem razão.

Como já vos disse muitas vezes, sou alucinada por iluminador e ando sempre a "brilhar". Isto é também uma situação que estimula o resmungo. Aqui, um pouco mais animado, porque ele sabe que amo mesmo muito andar brilhante. 

Mas o que mais me irrita de tudo é reclamar pelo tempo que me demoro a maquilhar e eu sou muito rápida, acreditem. Por norma, começo a arranjar-me meia hora antes dele, para ter tempo de tomar banho, arranjar o cabelo e a maquilhagem, mas é claro que por vezes me atraso um pouco. E começa ele com o discurso, "Ficas tão linda sem maquilhagem", "Não precisas de nada disso", "Estás a estragar a tua pele e a contaminar o teu corpo." 

Há dois pontos muito distintos que já lhe esclareci.
O primeiro, mais importante, é que eu uso maquilhagem porque gosto. Não porque alguém me disse para usar mas porque me dá prazer. 
Esclarecida esta questão, o segundo ponto é fazê-lo perceber que o "sem maquilhagem" que ele tanto apregoa não é o que ele quer ver. 

Porque, vamos ser claras, a maioria dos nossos namoridos (todos os companheiros numa só categoria), quando falam de "sem maquilhagem" querem dizer isto:

O problema é que isto são caras maquilhadas para o efeito "no makeup". Parecem saudáveis, parecem lindas e radiantes. Mas a verdade é que , a grande maioria do mundo, tem manchas, acne, falhas nas sobrancelhas e a pele irregular. 

Assim, façam como eu, quando o vosso namorado teima em melgar a vossa maquilhagem, corram atrás dele com máscara ou batom na mão, para lhes mostrar como é maravilhoso uma boa maquilhagem. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Eu e Ele #4

Isto de ter uma relação e viver em harmonia é muito bonito. Todos queremos uma vida decorada de corações e flores mas ninguém se lembra que há uma altura em que mesmo duas pessoas que se amam se tornam inimigos e lutam. 
Lutam pelo domínio da cama. 

Todo o animal é territorial e nós não somos diferentes. 
Se por um lado, no tempo frio de Inverno a convivência do nosso sono pode ser conciliável, uma vez que dormir juntinho ajuda a combater o frio, quando o tempo aquece a batalha começa.

Eu preciso de espaço para dormir e não consigo suportar uma perna ou uma mão por cima de mim. 
O E detesta as minhas constantes mudanças de posição.
Depois há a questão dos cobertores. Eu sou friorenta, logo preciso de estar bem enroladinha para estar confortável. 
O E por seu turno detesta estar muito tapado por isso passamos a noite no puxa e empurra. 
Eu adoro dormir estatelada na cama, pernas e braços em posições estranhas.
O E tem uma mania irritante de colocar os cotovelos nas minhas costelas durante o sono. 
Eu passo a noite a falar.
O E passa a noite a ressonar.

Posso dizer que as nossas noites são realmente "divertidas". Mas apesar de tudo isso, passamos cada noite de mãos dadas. Até durante o sono e na incessante conquista por espaço, o amor é mais forte. 

Por aí, alguém partilha do mesmo problema?

quinta-feira, 9 de março de 2017

Eu e Ele #3

Se o E é maravilhoso a limpar a casa, melhor que eu aliás, na cozinhar é terrível. Terrível. 
A par da incapacidade de realizar multitarefas na cozinha, a mão dele não nasceu para encarar uma panela. Mas o pior de tudo é que ele acredita que sim.

Ora eu adoro comida. E adoro cozinhar. E para mim comida boa é aquele que nos aquece os olhos e a boca. Para o E nada disto conta. Desde que esteja aceitável, serve. Isto quando ele cozinha. 
A especialidade dele é portanto um clássico, arroz de atum. 

(Inspiração profunda)

O que dizer disto? Arroz de atum não é uma grande refeição para mim, mas quando bem feito pode ser delicioso. 
Isto tudo para vos contar a primeira vez que o E cozinhou para mim.

Corria o ano de 2009, ambos já saídos da casa dos nossos pais e a viver sozinhos, cada um na sua casa. Normalmente, fazíamos as refeições ou na minha casa ou fora. Mas naquele dia ele disse que o jantar seria na casa dele. Quando cheguei todo um cenário estava montado. 
Tudo a correr bem, portanto. Até me sentar e ele me apresentar um prato de arroz de atum com um aspecto duvidoso. Não deixando cair a máscara lá provei. Basta dizer que gargalhei o jantar inteiro. 
Era tão mau que se tornava bom. 

Ainda hoje é motivo de gargalhadas entre nós, além de o E continuar a achar que cozinha muito bem. Apenas ninguém o deixa aproximar da cozinha.

E por aí, namorados cozinheiros de excelência ou desastres como o meu?