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sexta-feira, 9 de março de 2018

O meu primeiro emprego

Todos já passamos pela experiência desafiadora do primeiro emprego. 
Se muitos só começam a trabalhar após concluir os estudos e outros tantos têm de conciliar estudos e trabalho para fazer face às despesas da vida, eu tive a felicidade de começar a trabalhar porque quis. 

Felizmente, os meus pais sempre me proporcionaram uma vida bastante confortável e nunca exigiram que trabalhasse, como tantos pais exigem. Claro que tinha as minhas tarefas em casa, mas trabalhar fora para ajudar nas minhas despesas nunca foi uma necessidade.
No entanto, no Verão de 2005 decidi arranjar um trabalho. Porquê? Eu gostava de ter uma razão nobre mas a verdade é que queria ir de férias e achei que não tinha de pedir dinheiro aos meus pais. E sendo que passava o meu Verão na praia e o trabalho era mesmo junto à praia, era apenas juntar o útil ao agradável.

O meu primeiro trabalho foi assim, servir às mesas numa pizzaria de praia. 
Tenho tantas recordações incríveis. Além de trabalhar com amigos, o serviço era exigente e o patrão não era a pessoa mais afável mas mesmo assim lembro-me com imenso carinho destes tempos.
Entre pizzas e bebidas, mergulhos e areia no pé, foram três Verões que passei neste trabalho. Não ganhava nada de especial, mas como já disse, toda a conjuntura em volta era o que mais me motivava. 
Lembro-me que o início do dia de trabalho consistia em uma viagem de bicicleta para a praia, onde começava a trabalhar às 9h. Servia imensos pequenos-almoços e por volta das 11h começávamos a arrumar tudo para servir os almoços e às 16h era altura de tirar o uniforme, uma t-shirt pavorosa, vestir o bikini e mergulhar no mar. 
O dia que mais me custava era o domingo, uma vez que tenho um entrave mental de trabalhar ao domingo e então, os meus maravilhosos pais, tinham sempre um mimo para mim quando chegava a casa. (Sim, era recompensada de fazer algo tão normal como trabalhar. Sim, fui muito mimada e amada pelos meus pais. Mas aparentemente isso não me estragou nem acho que o mundo me deva nada. )

Posso dizer, sem dúvidas, que foi a melhor opção que já tomei. Além de desenvolver responsabilidade e aprender coisas novas num mundo que desconhecia, tive oportunidade de sentir o peso do trabalho e do dinheiro. 
O meu primeiro ordenado foi integralmente gasto num jantar com os meus pais e uns ténis. Nunca mais me esqueço da cara dos meus pais quando disse que eu pagava a conta. Foi orgulho. Orgulho de perceberem que eu tinha aprendido o que eles tão bem me ensinaram. Tudo tem de ser partilhado para saber melhor. 
E no final, eles ajudaram a pagar as férias. Mas as lições foram aprendidas. 

Qual a vossa memória do primeiro emprego? Começaram cedo ou tarde a trabalhar? 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Lutas da POC #5

Para um doente com POC, ter visitas em casa é um pesadelo. Sério, mal tomo conhecimento que vou ter pessoas estranhas à minha rotina durante alguns dias em minha casa, a minha ansiedade sobe a níveis astronómicos.

Não quero parecer mesquinha. Claro que só ficam na minha casa pessoas de que eu gosto e me são próximas, mesmo assim, não dá para relaxar.
Eu tenho uma rotina que me relaxa e é necessária para o meu bom funcionamento. Com pessoas em casa essa rotina é afectada, naturalmente. 
Tirando o meu namorado, que vive comigo e sabe como eu funciono e os meus pais, que me conhecem melhor que ninguém e como o E até me ajudam nesta rotina, as restantes pessoas desconhecem a importância que pequenas acções têm no controlo da minha ansiedade.
Vou vos dar alguns exemplos:

- Arrumar a sala antes de ir para a cama. 
Todos os dias, antes de me deitar, arrumo a sala. Isto consiste em posicionar os objectos no seu lugar correcto, amaciar e posicionar as almofadas no sofá, dobrar a manta e coloca-la o seu lugar, arrumar o tapete, tirar qualquer objecto que não seja deste ambiente. Eu faço isto TODOS OS DIAS. Ora, com pessoas em casa, que muitas vezes ficam na sala depois de eu ir para a cama, é-me impossível fazer isto. Assim, mal acordo a ansiedade domina-me. 
É importante para mim sentar-me no sofá a tomar o meu chá depois do pequeno-almoço e que o ambiente esteja confortável. Não sendo possível torná-lo como gosto na noite anterior, de manhã quando acordo tenho de arrumar tudo e a minha rotina fica logo alterada.

- Limpeza na cozinha.
Eu tenho sistemas de limpeza. Sobretudo com a loiça. Eu lavo tudo muito bem.
Mas há pessoas que pensam que beber um copo de água e passar por água depois o deixa lavado. Pois meus amigos, não deixa. Então é ver-me a lavar loiça que supostamente está lavada, apenas para ficar relaxada.

 - Organização do frigorífico.
Eu gosto do meu frigorífico organizado. Sou daquelas pessoas que chegam das compras e corta todas as frutas, coloca-as em taças todas organizadas. 
Tenho as minhas garrafinhas alinhadas e os pequenos pacotes de iogurtes maravilhosamente compostos. 
Com pessoas em casa todo o ambiente refrigerado é alterado assim como a minha neura. 

São apenas alguns exemplos que me transtornam e me deixa literalmente à beira de um ataque de nervos. 
É preciso muita calma, meditação e auto imposição para relaxar e manter um bom ambiente. 
Mas não é fácil, acreditem. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Veneno

Acredito que todos temos os nossos venenos. Os nossos vícios que se impregnam na alma. 
O meu é a melancolia. 
Muito facilmente me torno melancólica e se não me policiar acontece muitas vezes. 
Sou daquelas pessoas que vivem a vida contentes e agradece e aproveita os momentos, no entanto, perco-me rapidamente nos meus pensamentos e torno-me introspectiva. Perco-me da realidade e fico num estado melancólico, cheio de nostalgia e questões pendentes.
Este é o meu veneno.

Qual é o vosso? 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Ser quem queremos ser!

Na vida, além de assumirmos aquilo que somos temos sempre a oportunidade de sermos quem queremos ser. Mudar certos aspectos da nossa vida, do nosso corpo e até da nossa personalidade. 
Com esforço e trabalho podemos limar arestas e transformar a nossa realidade. 

Ora, eu tenho duas coisas que estão cravadas na minha mente e que até agora não fiz nada para as mudar. 

A primeira, o meu peso. Já falei aqui no blogue que engordei 18kg e que apenas perdi 12/13kg. Não me sinto gorda, no sentido lato do termo, mas não me sinto confortável como quero. Ao sentar saí um pneuzinho, os meus braços parecem duas salsichas e tenho duplo queixo. A celulite nota-se bem e como sofro de má circulação nem vamos falar dos pequenos derrames. 
O peso que quero atingir este ano são os 58/57kg, nada menos. Não são muitos quilos que quero perder, mas estou naquela fase em que só com exercício vou conseguir atingir resultados.
Durante muitos anos pratiquei desporto mas afastei-me e nunca voltei à actividade real. Assim sei que vai ser difícil voltar a um ritmo de exercício porque simplesmente não estou habituada. E a vontade não é a maior, posso confessar. Mas como disse este é o ano de ser quem quero ser. E eu quero ser a Nádia activa e confortável de novo.

A segunda, mais difícil, é escrever o meu livro. Tenho este sonho desde que me lembro. Adoro ler e adoro escrever desde sempre e sei que me iria sentir imensamente realizada. No entanto, uma parte de mim teme não chegar aos requisitos que aprecio num livro. 
Sei que há vários géneros e todos são igualmente importantes na dinâmica da literatura. No entanto, tenho a tendência a exigir de mim a perfeição. Em projectos que ponho tudo de mim, se não for para fazer bem, não vale a pena fazer. 
Mas a vontade de o escrever é imensa. E este ano vai sair apenas do plano das ideias. 

E por aí, quem querem ser este ano? 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Metas 2017

O ano passado fiz as minhas metas e não as cumpri. Nem de longe. A verdade é que neste ano que está a acabar fiz imensas coisas novas e mudei muito de mim, no entanto, as metas que estipulei estiveram longe das minhas preocupações. 
Assim, e como o que interessa é sempre continuar a tentar, aqui ficam as metas para este novo ano. Mais realistas.

- Manter a fasquia dos livros lidos este ano. Foram muitos e quero continuar assim.

- Realmente começar com uma rotina de exercício que seja adequada a mim e à minha realidade. Não quero entrar em projectos megalómanos e irreais, quero exercícios que me façam sentir bem e que não sejam um fardo.

- Começar um fundo de viagem. Em 2019 faço trinta anos e quero fazer uma viagem memorável mas para isso é preciso dinheiro. 

- Ter um novo hobbie. Preciso de um novo interesse na minha vida. Algo que me estimule e me faça feliz.

- Estimular mais a minha criatividade. Sempre fui uma pessoa criativa e sempre fui referenciada por isso. No entanto, nos últimos tempos não a tenho estimulado. Preciso de novos projectos e oportunidades.

- Dançar mais. Adoro dançar e não o tenho feito tanto como desejo. É hora de voltar a abanar o corpo.

- Acabar com todos os meus produtos de beleza antes de comprar novos. Este é uma grande meta. Preciso de acabar com tudo o que tenho por aqui antes de testar novas coisas.

- Começar a planear a minha vida para ter um filho.

- Nunca me esquecer que a vida é maravilhosa! 

Aqui estão as minhas metas, já fizeram as vossas?

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Favoritos de Outubro

1 - Westworld, nova série da HBO. Tão boa. Se no início tudo parece um pouco confuso, ao longo dos episódios somos levados a viajar numa realidade muito única e a questionar uma série de pressupostos que levamos como verdades universais. Se continuar com a mesma qualidade será uma série de culto. 

2 - Comprei na Primor e fiquei apaixonada. É uma marca low cost das famosas Yankee Candles e cheira tão bem. Um cheirinho delicioso a biscoitos. Estou a guardar para acender na altura do Natal. 

3 - Já falei do meu amor pela bijutaria do eBay. Há peças maravilhosas a preços mais que maravilhosas. Recentemente encomendei algumas peças e estes foram os que mais gostem. Bonitos, irreverentes e tão baratos. 

4 - Recentemente a Tressemmé lançou o sistema reverso. Primeiro usamos o condicionador e depois o champô e só posso dizer que é amor. O meu cabelo e realmente muito fino e com este sistema consigo uma leveza que há muito não conseguia. A verdade é que os produtos da marca não são dos meus favoritos, mas este realmente resulta comigo. 

5 - Comprei este sérum sem nenhuma review lida. Achei interessante e comprei. Foi o melhor que fiz. É um produto leve que deixa um brilho muito natural ao cabelo, sem pesar. Como já referi, com o meu cabelo finíssimo tenho muito cuidado com estes produtos mais pesados, mas este é realmente óptimo. 

6 - Não comprava um Lip Smacker há anos. Lembro-me de o meu pai me comprar um kit há muitos anos, com vários sabores, que na altura era mais para brincar do que qualquer outra coisa. No entanto, depois de o voltar a usar, apaixonei-me. É tão hidratante, dos mais hidratantes que usei nos últimos anos. e o cheirinho a coca-cola, bebida que erradiquei da minha vida mas que adoro, é maravilhoso. Recomendo muito. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Favoritos de Agosto

1 - Sou profundamente fã deste produto. Sempre usei o clássico, aquele vermelho e dourado. Decidi variar e comprar este, onde a única diferença recaí no aroma. Com um cheirinho muito requintado a flor de Lotus, este produto é um favorito eterno do meu cabelo. Hidrata e proteger maravilhosamente. 
Uniq One Lotus, €6.95

2 - Sou viciada em protectores labiais. Talvez porque, quer seja Verão ou Inverno, os meus lábios requerem uma hidratação constante. Assim, experimento todos.
Estes da EOS conhecia há alguns anos através do boom que houve através da Internet e comprei-os pela primeira vez numa viagem. Hoje já se podem comprar em Portugal e são realmente óptimos.
E tão cheirosos!
Eos Lip Balm, €4.99 

3 - Caneca Bordalo Pinheiro. Já comentei diversas vezes que amo chá. E com o chá a paixão por canecas e chávenas cresceu também. Os meus amigos sabem que é uma oferta vencedora e eu ando sempre à procura da próxima. 
Esta da Bordalo Pinheiro, marca que tenho uma ligeira obsessão, são maravilhosas. São lindas e criam um cenário mais que perfeito para os meus chás. 
Chávena Bordalo Pinheiro, Linha Rua Nova, €17.30

4 - Calções pijama Primark. Adoro pijamas, mas tenho dificuldade em usar conjuntos. Posso usar as primeiras vezes pelo factor novidade, mas não tarda a perder a paciência para combinar peças para dormir. Assim estes pijamas são óptimos. Podemos comprar os que mais gostamos e combina-los com tops simples. Sempre bonitas e sem trabalho.
Calções Pijama Primark, €4

5 - Gel-óleo de duche Vichy Spa. Uma oferta da minha avó que foi à farmácia e achou que era um produto interessante para eu testar. Posso não amar?
É um gel com uma consistência maravilhosa, que deixa a pele luminosa e hidratada. Adoro o toque do produto e será sem dúvida uma compra a repetir. 
Vichy Spa Shower Gel-Oil, €7.91

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ansiedade. A dor de alma que nos limita a vida.

Sofro de ansiedade desde que me lembro. A POC é, claro, uma doença de ansiedade.

Desde muito criança sou demasiado racional. Penso e repenso as questões até à exaustão. Criando cenários catastróficos, cenários onde eu sou impotente.
Sofro, sofro imenso. mas hoje tenho armas, devido ao crescimento e amadurecimento. Li muito, trabalhei os meus instintos e hoje consigo, na maioria das vezes, afastar os cenários mais angustiantes como os ataques de pânico.  
Houve tempos em que tive mais de cinco ataques de pânico por dia, onde não conseguia saia à rua sem horas de sofrimento a pensar em tudo o que podia correr mal.
A ansiedade não é uma brincadeira, não é um chamado de atenção.
É uma doença, grave, que nos limita a vida e nos tira a vontade de fazer qualquer coisa. 

Por isso é preciso alertar, sempre. 
Muitas pessoas menosprezam o que sentem por medo ou vergonha. Não dão a importância devida a uma doença tão grave e castradora.
É preciso que quem já enfrentou e continua a enfrentar dizer para os outros, Está tudo bem
A ansiedade é complicada mas nós, com força e foco, conseguimos atenuá-la. 
Somos capazes de fazer a vida melhor, mais brilhante e feliz. É preciso vontade e determinação.
Vou vos dar algumas das dicas que uso no meu dia-a-dia que me ajudam a controlar e driblar a minha ansiedade.

- Meditar. Ajuda demais. Tirar um tempo por dia para limpar a cabeça e tentar equilibrar a nossa energia é fundamentar. Nos primeiros dias é difícil. Lembro-me que achava que era mais uma bizarrice minha, mas depois quando fui lendo e aprendendo tornou-se essencial para o meu equilíbrio. 

- Usar o sim. Tenho dias em que simplesmente não uso afirmações negativas. Que desfruto da positividade do dia e uso o Sim sem medos. É libertador.

- Rir. Rir é uma das coisas mais libertadoras para o corpo. e nós rimos pouco, no geral. Assim, tento rir o mais possível, mesmo que o meu estado não seja o mais propicio a isso. 

- Andar. Sem rumo, sem obstáculos, sem medos. Andar e ver o mundo, libertar a mente e o corpo. É terapêutico. 

- Agendar as preocupações. O nosso cérebro é maravilhoso. Eu tento ter momento para me preocupar, momentos onde me sento e deixo-me levar pela ansiedade. Deixo-a sair e extravasar. Depois recito o mantra, Esta tudo bem, até à exaustão. É importante deixar sair estes pensamentos, mas é importante também saber controlá-los. 


Espero que ajude alguém e se um dia precisarem de alguém para conversar sobre isto, estejam à vontade. Juntos somos mais fortes.



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Amor próprio

Muitos são os que ficam espantados quando digo que não há ninguém no mundo que ame mais do que a mim própria. É a verdade.
Não é um amor narcisista e egoísta, é um amor puro e simples. 

Não sou uma pessoa que me coloque à frente dos outros, muito pelo contrário, sou dessas pessoas que lutam dia após dia, pelo bem comum. Muitas vezes suprimindo vontades para que no geral tudo se torne melhor.
No entanto, não me coloco numa situação de desvantagem em relação a ninguém, não me menosprezo. E isso é, para mim, o amor próprio. 
A consciência plena de que sou tão importante como qualquer outra pessoa. 
Não me vanglorio, mas também não me inferiorizo. E jamais deixo alguém sequer tentar fazê-lo.
Luto por mim como luto por aqueles que mais amo. Motivo-me como motivo os demais.
Sinto orgulho em quem sou e no que conquisto. Tento ser melhor sem nunca me esquecer o que já sou. Não prego a conversa da coitadinha que implora por elogios vazios, porque não preciso deles. Sou auto suficiente e muitas vezes a minha melhor companhia. 

Há quem confunda este sentimento com arrogância. Não é e nunca será. 
Gostar de nós nunca poderá ser arrogância mas sim respeito. 
Sou uma espécie de claque privada de todos os à minha volta, porque acredito que existe demasiadas pessoas que não gostam delas devido às pressões sociais.
Às amigas que se menosprezam dou elogios sinceros e tento que se vejam com outros olhos. Aos familiares desmotivados, tento mostrar todo o trabalho fantástico que fizeram ao longo da vida. Ás minhas pequenas crianças (sobrinhos e primos) tento que incutam desde cedo que não sendo pessoas melhores que ninguém, são especiais de um jeito único. 

Acredito que esta minha posição em relação a mim vem muito da forma como fui criada. Os meus pais nunca me disseram que podia conquistar o mundo sem trabalho. Disseram sim que com esforço e dedicação eu podia tudo. Que não era mais que nenhuma criança mas que a cada dia me podia tornar uma pessoa melhor. Que eles me amavam mais que a vida mas só eu podia construir para mim a força avassaladora de ver o melhor de mim e da vida. 
Isto foi determinante para ser a pessoa que hoje sou.

Sou confiante. Sei o que sou. Sei as minhas limitações e sei que isso não me torna obsoleta mas sim humana.

Amo-me, mesmo. E cultivo esse amor sem medos. 
Porque pensando bem, temos de levar connosco até ao último dia por isso mais vale gostarmos de nós, de verdade. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Actualização dos últimos dias

Desapareci durante uns dias, mas voltei. 
Passou-se imensa coisa, muitos momentos divertidos e marcante e hoje vou partilhar tudo. 

Primeiramente, estive de férias com o E no nosso amado Algarve. Já comentei que nos últimos anos estive impossibilitada de viajar para fora mas o Algarve ninguém nos tira.
E verdade que no Verão é inundado de turistas, mas como o E é do Algarve, conseguimos sempre fazer algumas coisas diferentes.
Muita comida, muitas caipirinhas, muitos mergulhos e cambalhotas e actividades radicais.
Fora poucos dias porque temos as férias espaçadas pelo ano mas valeu cada minuto. 


Outro do evento destes últimos dias foi o casamento de uma das minhas mais antigas amigas. 
Depois de voltar o Algarve, apenas troquei as malas e rumei a Aveiro para uma semana intensa de detalhes, alegria e amor.
Foi uma semana tão engraçada, com tanto trabalho mas que foi recompensada com uma cerimónia linda e original, afinal casaram-se num bar.
A noiva estava linda e radiante. Ela realmente merece tudo de bom. 

Entre rendas e véus, foram dias para rever amigos e familiares que retornam de destino distantes, tempo de festas de Verão e noites longas.

Foram assim dias muito bem passados mas que deixaram o blog um pouco de lado. 
Hoje já regressei a casa, durante duas semanas antes de mais um intervalo de pequenas férias. No entanto a programação do blog vai estar assegurada, porque realmente senti falta de escrever e ver os vossos cantinhos. 


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quando viajo...

Viajar faz bem à alma, já sabemos. 
Tenho a felicidade de já ter feito viagens muito interessantes mas ainda tenho muito mundo para descobrir. 
Nos últimos anos não consegui, devido a algumas situações menos boas, viajar para fora do país. Espero que para o ano esta situação volte ao normal pois tenho muitos destinos em espera.

Mas o que quero falar hoje não são dos destinos, mas sim de quatro actividades que realizo em todos os países que visito. 
São actividades quotidianas, mas que nos mostram como vivem as pessoas e se há algo que gosto de presenciar e analisar é o dia comum. Descobrimos hábitos e manias interessantíssimos. 

Presenciar uma missa.
Não, não tenho religião. Mas o culto da missa, seja qual for a religião é das coisas mais fascinantes que podemos presenciar. Já ouvi missas em várias línguas, vivas e mortas, já presenciei missas de religiões diversas. 
O culto é algo poderoso e observar a forma como as pessoas se envolvem, a forma como a própria cerimónia se desenrola é fascinante. 
Em cada viagem que faça, estando com alguém que conheça o lugar ou não, lá vou eu assistir a pelo menos uma missa. 

Ir a uma "tasca" ou comer comida de rua 
Uma das coisas que mas me cativa quando viajo é a comida. Gosto imenso de experimentar coisas novas sem receios. E qual o melhor sítio para comer senão nos sítios mais típicos. Qual que comer num bom restaurante é óptimo, mas o que eu gosto mesmo é de pesquisar aqueles tesouros espalhados pelas cidades que nos oferecem o melhor que há na gastronomia do pais. E um óptimo sítio para isso é a comida de rua. 

Comer no McDonald's
Não sou uma cliente habitual, actualmente. Mas acho interessante como este restaurante de comida de plástico se consegue adequar a cada país e tornar o seu menu conveniente aos gostos de cada sociedade.

Visitar uma feira ou mercado.
Outra actividade que nos permite explorar as características não só do local mas dos seus a habitantes são os mercados/feiras. Não só os produtos que são vendidos como quem os vende e a forma como o consumidor reage.

Estes sãos os meus pilares para qualquer destino. Não houve um em que não fizesse, tirando o McDonald's, apenas porque alguns dos locais que visitei não o tinham. São pontos onde consigo distinguir pontos em comum e de diferenciação entres os habitantes, o que para mim é uma das razões que gosto tanto de viajar. Desfrutar das diferenças.

E vocês, costumam fazer algo igual em cada viagem?   

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O respeito pelas nossas crianças

Se há uma coisa neste mundo que me irrita para lá de tudo é a forma como alguns pais, mais do que eu gostaria, tratam as suas crianças sem o mínimo de respeito. 
É verdade, eu não sou mãe, mas isso não me faz incapaz de analisar certos comportamentos e ter opiniões sobre eles.

Há uma tendência para que os pais apenas considerem os seus filhos como pessoas quando estes crescem. Durante a infância e adolescência, muitas crianças não passam de peões para as vontades dos pais.
Há comportamentos, por vezes pequenos, que reflectem esta falta de respeito pela pessoa que o filho é, estrangulando as suas vontades básicas. Vamos a alguns exemplos:

-Beijar a boca da criança. Sim são beijos castos e sem malícia, mas não deixam de ser, na minha opinião, uma falta de respeito pela individualidade. Podem alegar que o beijo nos lábios é igual a qualquer outra parte do corpo, mas não é. Já vi pais e mães a beijarem a boca dos seus bebés depois de fumarem ou beberem álcool. Já vi até uma mãe com herpes a fazê-lo. 
A boca de um bebé/criança, é um local de descoberta é verdade, mas cabe ao pais, figuras de segurança, ressalvar a higiene do local de exploração do bebé e não serem os agentes de contaminação. Acho uma pura falta de higiene e respeito. 

-Beijar o mundo. Continuando na temática dos beijos há outra coisa que me enfurece e esta porque sofri com ela na pele. A obrigação de fazer as crianças cumprimentar toda a gente com beijos. Sim, a família próxima é diferente, mas nem sempre é essa a exigência. Os meus pais não o faziam, mas sempre que saia com a minha avó era um tormento, simplesmente porque ela queria que eu cumprimentasse toda a gente que encontrasse. 
Já falei da minha doença e como isso me leva a evitar tocar no maior numero de pessoas possível e sei o sofrimento que era para evitar ser mal educada. Assim, é necessário conhecer a criança, porque não é necessário ter Poc, simplesmente há imensas pessoas que não gostam de tocar nos outros. 

-A obrigação na hora das refeições. Começo por um ponto, acho que cada criança deve ser desde bebé habituada a uma alimentação saudável e variada. E acredito que se os habituarmos a ela, não vai haver birra na hora de comer (tirando uma vez ou outra). Agora, dar um prato repleto de verduras a uma criança enquanto os pais comem bifes e batatas fritas é simplesmente a receita para a desgraça. As crianças evoluem através do exemplo, logo na hora da refeição vão simplesmente replicar o que já viram fazer. Vão gostar do que vêem os pais gostar. 
E ralhar, gritar e humilhar a criança nesta hora vai ainda pior a situação. 

-Não respeitar os horários dos filhos. A vida muda quando temos filhos por isso é que ainda não os tive. Acho que ainda sou egoísta demais com o meu tempo. Quando tiver um filho não quero sentir o mínimo ressentimento por ter de deixar muitas das minhas coisas para segundo plano em função de um humaninho. Vão ser saídas, visitas a certos locais e a certas horas que simplesmente não vou fazer e quero que seja tudo bem naquele momento. Umas das coias que mais me custa é ver crianças de colo à 1h e 2h da manhã na rua, apenas porque os pais querem sair. Sim, uma vez pode acontecer a qualquer um, mas fazer disso um hábito é realmente desrespeitoso para a criança. 

-Não respeitar a personalidade dos filhos. O mais importante. Uma criança não é uma extensão dos pais, logo tem gostos e motivações próprias, que é necessário respeitar. Lembro-me tão bem quando comecei a vestir-me sozinha. Durante uns dias simplesmente não quis vestir a roupa que a minha mãe preparava e recusava-me a vestir. Ela, no alto da sua sapiência, disse-me para escolher a minha roupa. E assim foi. Claro que me indicava o tipo de roupa e muitas vezes me enganava para vestir o que ela tinha escolhido, mas além da satisfação de eu escolher o que vestir naquele dia, dava-me uma sensação de liberdade que sempre gostei. Imagino que alguns dias tenha escolhido looks muito peculiares mas era feliz e isso é o mais importante. E hoje, lembro com carinho e admiração este acto da minha mãe, de respeitar a minha decisão, mesmo que com limites. Vá, eu só tinha cinco anos. 

Como referi inicialmente, eu não tenho filhos. Mas acredito que estes meus ideais não vão mudar quando os tiver porque realmente acredito neles. 
Acredito que ao respeitarmos a criança desde o momento que nasce vamos estar a criar pessoas melhores, mais tolerantes e bem formadas para o futuro.

E por aí, o que acham? 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Top5 - Locais que quero muito visitar

Tenho a felicidade de já ter viajado alguma coisa. Não posso dizer muito, porque há tanto mundo para ver. Mas já percorri alguns quilómetros. Já cruzei continentes e oceanos mas tenho sempre a sensação que é pouco. Sou daquelas pessoas que quer ver sempre mais, conhecer sempre mais, viver sempre mais.

Felizmente tive pais que me proporcionaram uma vida que me permitiu conhecer algo do mundo. E o meu país. Acho importantíssimo conhecer o que é nosso e eu posso afirmar que conheço.

Mas há sempre aquelas viagens de sonho, que por uma razão ou outra ainda não foram realizadas. Pensei, pensei e compus o meu top 5 muito dificilmente. Assim, aqui estão os locais que, actualmente, gostava de conhecer primeiramente. 

(O top não tem ordem)

New York
Já referi algumas vezes que gosto muito da cultura pop. E qual maior símbolo que NY? Lá encontramos pontos emblemáticos, as lojas mais procuradas e milhões de culturas e povos reunidos.
A verdadeira definição de cidade.

North Korea 
Pode parecer estranho, mas sou formada em sociologia e há poucos locais do mundo a viver como esta nação vive. A minha mente fervilha de curiosidade académica. 
Um país que vive numa fantasia, que cria a sua própria realidade. Um líder "louco", que se impõe através de propaganda que nos faz recuar várias décadas.  
É uma viagem que gostava mesmo muito de fazer mas que creio que jamais farei. A minha boca está demasiado habituada à liberdade.

South Africa

Uma tia do E viveu anos na África do Sul e cada vez que ela fala no país os olhos brilham. E a vontade de visitar foi crescendo dentro de mim.
Desde as paisagens maravilhosas à cultura tão interessante, tudo me chama. A única coisa que não quero de todo fazer é um safari. Um Big No. Adoro animais selvagens mas é vê-los de longe, eles na casinha deles, soltos e selvagens e eu na minha.
Na próxima viagem a Angola para visitar a família vamos com certeza estender a viagem mais a sul. 

Cambodja

O país do sudeste asiático que mais gostava de conhecer. Viajar para conhecer uma realidade tão diferente, tanto a nível cultural, natural e social, é sem dúvida um desafio que adoro. E acho que este é o país certo. 

New Zealand
Lembro-me de ver os All Black na televisão a primeira vez tinha uns 10 anos. Fiquei encantada a olhar a interpretarem o haka e perguntei ao meu pai o que era aquilo. Ele explicou-me e eu fiquei apaixonada. Desde essa data já li livros e livros sobre a cultura neozelandesa. 
O desejo de viajar para lá cresce a cada ano e até já tenho companhia. A minha prima, amante de tatuagens, quer muito ir fazer uma maori tattoo verdadeira. 
Posto isto, falta apenas juntar o dinheiro e a coragem de enfrentar as horas da viagem. 
E o facto de que Lord of the Rings (muito amor) ter sido rodado lá é apenas mais um factor de desejo.  

Por aí, quais os locais de sonho para visitar?

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Lutas da POC #3


Uma doença, qualquer que seja, é sempre um peso enorme não só para quem a tem, mas para aquelas pessoas que a rodeiam (e que se importam).

Para o doente é algo muito pessoal, que falarei em qualquer outro dia, mas para aqueles que nos rodeiam pode ser uma prova dura de ultrapassar. Porque ora bem, a doença não é propriamente deles, logo não sentem o que o doente sente, muitas vezes nem percebem. No entanto conseguem sentir algo bastante poderoso, a impotência. Na grande maioria das doenças não há nada que os "outros" possam fazer, só esperar.
Cada um reage como sabe e pode, no meu caso, os meus três grandes pilares reagiram de maneira completamente diferente entre eles. 
Partindo do principio que todos se informaram do que era a POC temos as seguintes reacções:

A minha mãe, desvaloriza. Tenta relativizar qualquer crise, enchendo-me de assuntos e pequenos trabalhos para me distrair. Quando se apercebe que o meu estado não é o melhor, liga-me 50 vezes por dia com os assuntos mais remotos que consegue arranjar, sem nunca tocar no verdadeiro porque do meu estado.

O meu pai, panica. Basta estar mais apática, que pergunta-me 1250 vezes o que tenho, como me sinto, se preciso de alguma coisa, o que quero fazer. No fundo é um estado de solidariedade completa, se estou mal ele fica também.

O meu namorado, absorve a doença. Dos três foi o que fez a pesquisa mais profunda. Leu tudo o que conseguia e não me parou de fazer perguntas sobre o que sentia. Sabe detectar o meu estado apenas pela minha voz e não vale de nada tentar disfarçar. No meio de uma crise, faz da doença não a minha, mas a nossa. No entanto é também o mais implacável. Não há mimimi que lhe resista, com ele é reacção.

São realmente diferentes, mas são as pessoas que me ajudaram na pior altura, que me levantaram e que todos os dias me ajudam a ultrapassar esta visitante. Sem esta força, sem este acreditar a luta teria sido muito mais dura e complicada.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Feliz Dia das crianças

Os meus pais foram crianças à pressa, devido ao caminho que cada um teve de percorrer, tiveram pouco tempo para ser crianças, mas ainda foram. 
Antes deles, os meus avós, foram daquela geração onde a maioria dos homens nunca foram meninos. 
Eu nasci num período fácil, onde tudo nos caiu nas mãos, onde aparentemente era fácil ser criança. Mas visto bem, não era. 
A minha geração foi a primeira a carregar o impacto tecnológico bem cedo, a misturar aquilo que era brincadeira com vício. Mas foi aí que os meus antecessores diretos tiveram um papel fundamental para que a minha infância tenha sido maravilhosa. 
Fui criança a valer. 
Andei descalça, corri e sujei-me, rachei a cabeça, fiz teatros e trepei tantas árvores. Por viver perto do mar, nadei e mergulhei, sujei-me com o lodo da minha ria e apanhei caranguejos. Roubei flores às vizinhas para fazer arranjos e durantes tardes infinitas joguei na rua ao ringue com os meus vizinhos. Dancei com a minha saia de cigana e alimentei os borrachos do meu avô. Destruí a casa dos meus avós com os meus companheiros de crime e fiz bolos de areia. 
É verdade que também vi muitos desenhos animados, tive telemóvel e computador cedo. Mas fui uma menina que viveu a infância em pleno e com apenas 26 anos tenho saudades de ser criança. Hoje ainda carrego muitos dos hábitos de quando era apenas a “carochinha” e por isso acho tão pertinente este dia. 
Para nos lembrarmos que não é apenas o dia de dar as prendas aos meninos, que também fazem parte, mas é sim o dia de levar os miúdos para se sujarem e correrem e respirarem, não dar raspanetes porque não se comportam como adultos e deixa-los apenas ser aquilo que são, crianças. 
E lembra-los, que tantos meninos espalhados pelo mundo nunca puderam passar por aquele que é o período mais fantástico da vida humana.

Sejam crianças.
Bom dia a todos!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

1 Ano de pequenas vontades!

Não gosto muito de aniversários, fazem-me sentir o peso dos anos e eu sinto-o. Mas temos que os comemorar certo? 
Há um ano decidi criar um blogue porque sim. Sem expectativas ou metas. 
A verdade é que comecei a escrever regularmente apenas em Outubro, mas Maio é a data de criação. 

Criei e gostei.
Gosto da partilha, da interacção, das diferenças de opinião, dos vossos blogues, de vocês.
Isto é realmente muito giro. 

Ahhh e eu sou a Nádia. Muito gosto!


terça-feira, 24 de maio de 2016

308

Ontem falei numa nova semana com novas oportunidades de fazer melhor, ora um dos começos está relacionado à minha saúde.
308. É o numero mágico que me vai fazer mudar de vida. 

26 anos e 308 de colesterol total. A verdade é que os meus índices sempre foram altos, desde miúda, mas nunca a estes níveis.
Sou sincera, o número não me assusta, o que me assusta é todo o histórico familiar de AVC´s que tenho. Todos os meus avós os tiveram, hoje o meu guerreiro está na cama por isso. 
Claro que aconteceu não só pelo colesterol que tinham, nem tenho a certeza que os meus avós paternos o tinham, mas sei que o meu avô, que há 8 anos está acamado, sofria desse mal e nem sempre foi o mais cuidadoso.

Posto isto, é hora de mudar. 

Na alimentação não há muito a mudar. Há muita coisa que já não consumo no entanto terei de fazer pequenas mudanças. Essencialmente terei de retirar o queijo e os enchidos (única carne que adoro comer) da minha alimentação. O queijo será a minha grande tristeza. Assim como alguns mariscos. Eu amo marisco e como com alguma regularidade. 

A preguiça tem de acabar. Não há sensação tão boa como a quando acabamos de nos exercitar, no entanto nos últimos tempos a inércia tem ganho sempre.
Já não há corridas, exercícios em casa ou meros alongamentos e yoga. Não há nada.
Mas como o exercício, para além de tudo, é essencial para ajudar no controlo dos índices de colesterol, vamos lá mexer o corpo.

Controlar. Depois de uma doença que me levou a fazer analises todas as semanas a verdade é que criei uma pequena aversão e nos últimos 8 meses não verifiquei nada, o que para mim é obra. Normalmente gosto de ter tudo controlado e neste momento descontrolou-se tudo.

As próximas análises sérias serão no começo de Agosto, tenho então dois meses para tudo voltar ao normal e recuperar a minha saúde plena. 
Vamos lá trabalhar.

Algumas dicas para me ajudar?

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Lutas da POC #2


Gosto muito de cozinhar. O tempo que passo na cozinha a confeccionar os pratos que mais gosto é sempre um dos preferidos do dia. Mas sou um caos na cozinha. Porquê? Porque utilizo todos os utensílios a que tenho direito (um recipiente para cada alimento, nada de misturar), uso 50 colheres para provar um molho (isso de lavar e utilizar a mesma colher parece-me tão pouco higiénico) e lavo tudo ao extremo. Não sendo assim tão adepta de carne, o meu dilema são mesmo os vegetais e frutas. Eu adoro tudo o que a terra nos dá. Apenas não como beterraba porque sou alérgica e pêra porque odeio a textura. Tudo o resto adoro de paixão. A piada (not) está na forma como preparo tudo. Por exemplo, comer uma simples laranja é uma tarefa complexa. Primeiro lavo a casca da laranja, sim, porque não sei onde a laranja andou até chegar cá a casa. Descasco-a. Agora faço uma pausa para lavar as minhas mãos. Porque descascar uma laranja deixa-nos com uns sucos estranhos entre as unhas que têm de ser rapidamente limpos antes de secarem e ficarem uma meleca ainda maior. Depois de lavar as mãos, parto a laranja nos devidos gomos, tirando todos fios que lá estiverem. Lavo as mãos. Como a laranja. Lavo as mãos.

Outra coisa engraçada, e esta acho que é mesmo só mania (ou tento convencer-me que é), é o facto de literalmente puxar o lustro à fruta e vegetais antes de os comer ou confeccionar. Pois pego no meu paninho é vá de limpar até ficarem a brilhar.
Claro que hoje faço isto de maneira tão automática e própria que ninguém que me conhece dá muita importância, é simplesmente a minha maneira de fazer as coisas. Claro que há sempre uma amiga ou prima que implica um pouco, mas na minha cabeça não outra forma de fazer as coisas. 
Não ter tudo devidamente separado e limpo, muito limpo, é razão para os meus níveis de ansiedade subirem em flecha. Começo a imaginar os cenários catastróficos que podem ocorrer se as coisas não forem executadas à minha maneira, pelo menos quando sou eu a fazer as coisas.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Lutas da POC #1


Não me recordo de mim sem ter "manias". A verdade é que a parte maior do meu sofrimento com este transtorno vem das obsessões, estas sim são capazes de me derrubar. As compulsões são mais uma consequência. Algo que eu tento não fazer, mas que a Poc leva a melhor, quase sempre. A maior de todas é sem dúvida lavar as mãos. Eu sempre fui obcecada por lavar as mãos. Os meus pais contam que por volta dos 4/5 anos, se desaparecia por um segundo estava decerto a lavar as mãos. Deve ser por isso que gosto tanto de sabonetes.

Lavar as mãos acalma-me, relaxa-me, alivia-me. É a primeira coisa que faço quando acordo, quando me deito, quando saiu de casa, quando chego a casa. É por esta necessidade que detesto tocar em pessoas e objectos desconhecidos. Não quero dizer que sou daquelas pessoas que não tocam as outras. Bem, quer dizer isso mesmo. Se não conhecer a pessoa não a vou cumprimentar se puder evitar. Se for com os típicos beijinhos onde mal nos tocamos ainda consigo assentir, agora apertar a mão a alguém é uma batalha mental de proporções épicas. Eu não sei onde a pessoa andou com as mãos. Talvez tenha tossido. Talvez tenha colocado o dedo no nariz. Talvez tenha coçado o ouvido ou colocado o dedo em sítios menos próprios. Ou pior, pode estar suado. Tudo o que consigo imaginar naqueles milésimos de segundos me faz arrepiar e desejar sair a correr para dar uma lavagem de precaução nas minhas preciosas mãos. Mas os meus pais educaram-me bem e as vezes tenho de me sacrificar. Mas mal as mãos se tocam começo a fervilhar de ansiedade. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. Eu tenho de lavar as mãos. É assim que a minha cabeça começa a funcionar.
É claro que isto já me condicionou em algumas situações, algumas mais graves que outras. Lembro-me de uma vez na faculdade, num exame, onde passados meros 15 minutos depois de começar, ao colocar-me numa posição confortável, toquei em algo colado na borda da mesa. É claro que quando vi que era uma pastilha acho que até perdi o ar. Pedi encarecidamente ao meu professor para me deixar ir lavar as mãos, mas ele apenas olhou para o meu gel desinfectante (BFF ❤) em cima da mesa e deu-me um redondo "Não" como resposta. É assim, eu adoro gel desinfectante, mas não é a mesma coisa. Nada substituí água e sabão. Nada.
Conclusão, entreguei o exame que valia a nota do semestre 15 minutos depois de começar, simplesmente para ir lavar as mãos.
Mas convenhamos, existe alguma coisa melhor que umas mãos lavadinhas e a cheirar a limpo?

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Favoritos de Abril


1 - Quando amigos ou familiares ficam na minha casa, a hora de tomar banho é sempre divertida, porque todos acham piada à minha oferta higiénica. Tenho produtos para todos os gostos. Para perceberem neste momento tenho três produtos diferentes de higiene para o corpo em uso. Gosto de variar e ter produtos adequados às minhas necessidades naquele dia. 
Assim quando vi este gel em promoção, decidi experimentar. E estou a adorar. O cheiro é maravilhoso, pena a duração na pele não ser maior. O gel é transparente e pouca quantidade faz muito bem o trabalho. O único senão é que, como podem ler no rótulo, tem tantos químicos na composição. 

2 - Eu ando mais sensível que o normal mas nada justifica o que EU CHOREI COM ESTE LIVRO!
Solucei. Tremi e fiz beicinho de choro. Precisei de um abraço do E no meio da leitura. 
Porque o livro é muito bonitinho. É sensível, é amoroso.
Não é uma maravilhosa obra de literatura, mas é tão bom de ler.

3 - Que eu adoro chá já não é novidade. A novidade é que nunca tinha comprado o chá exclusivo do Lidl e não sei como vivi até aqui sem ele.
Eu gosto de chá verde, mas sabemos que tem um gosto muito próprio que muitas pessoas não aguentam. Assim, aqui está o segredo. Estes chás aromatizados com sabores, mantêm os componentes do chá verde mas suavizam o sabor. 
Estou apaixonada!

4 - Mal começou o mês de Abril e com o final do jejum de compras, decidi que era tempo de comprar uns ténis.
Na minha wishlist de primavera disse que precisava de uns brancos, mas vi estes NB e foi amor.
Eu acho os New Balance dos ténis mais confortáveis do mundo, sério. Assim, este modelo mais escuro tem andado nos meus pés desde que chegou cá a casa. 
Os brancos ficaram para depois.

5 - Juntar nutella com aquela bolachinha estaladiça da ferrero é o paraíso. Nunca tinha experimentado mas noutro dia, perdida no hipermercado decidi trazer para casa. O que eu fui fazer.
Viciei completamente e já disse a 550 mil pessoas o bom que isto é.

6 - Adoro champô seco. Além de lavar o cabelo todos os dias, sem excepção, o meu cabelo é muito fininho, cabelinho de rato mesmo. Isso leva a que não tenha quase nenhum volume e é exactamente para isso que uso o champô seco. Neste caso, o Volume XXL, funciona ainda melhor. Deixa o cabelo, se necessário, com um aspecto limpo e cria um volume bonito no cabelo.
O único senão é que se usarmos um pouco mais o cabelo fica duro, ou pelo menos o meu cabelinho fica. 

7 - Oh música boa! Já andei uma fase a ouvir e agora voltei em força. Adoro a sonoridade, adoro a voz dela e a vibe que a música transmite.
Gosto mesmo muito.