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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

10

10! Hoje é dia 18 de Fevereiro e já morreram, este ano, 10 mulheres em Portugal às mãos de companheiro ou antigos companheiros. 
Vivemos numa sociedade onde ainda vigora a máxima “entre marido e mulher...” e com ela vigora o terror, a violência e o medo. Onde é mais fácil olharmos para o lado do que agirmos. Uma sociedade onde somos todos culpados destas mortes.
Temos um sistema que beneficia o agressor. É a vítima que, na maioria dos casos, tem de abandonar o lar e colocar-se numa situação dependente é frágil. As condenações são piadas o que leva muitas vezes à falta de denúncia. A situação é insustentável e vamos continuar a morrer.
Não são só mulheres as vítimas de violência doméstica, mas são o principal alvo. E se pensam que o perfil é muito delimitado, enganam-se. Basta ler os dados do estudo Violência no Namoro para perceber que estamos a lidar com uma realidade assustadora, mas real. As nossas meninas acham normal serem vítimas de chantagem, pressão e agressão. Os nossos meninos acham que podem tratar as namoradas como propriedades. 
É uma questão cultural e estrutural. É a nossa realidade. 
E basta de olhar para o lado. Basta achar que como não somos nós a apanhar nada temos de fazer. Basta. 
São dez mulheres em 49 dias. 
Ainda temos 316 dias para mudar as estatísticas. Mas sobretudo, salvar vidas. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Nós e Eles

Estamos no final do primeiro mês do ano mas já há tanto para falar e comentar. Alguns assuntos secundários e outros, muito mais sérios, estruturais. 
Nestes últimos dias, tenho lido e ouvido muitos diálogos que se sustentam nas dicotomias do"Nós" versus o "Eles".
É um discurso que me enrijece, transtorna. É um discurso para o qual não estou formatada a aceitar. Mas é um discurso comum, partilhado e sobretudo enraizado na nossa sociedade.

Tudo isto começou no episódio no bairro da Jamaica. Sem conseguir apontar dedos e culpas, todo o quadro em torno do episódio em si é assombroso.
Nunca serei uma das pessoas que vai apontar o dedo à lei e aos seus agentes. Mas serei uma das primeiras a dizer que vivemos numa sociedade a duas velocidades ou melhor, a duas cores.
Não sei se o episódio no bairro da Jamaica foi racismo, sei sim que todo o diálogo a seguir foi um exemplo claro daquilo que vivemos e pensamos escondido nas nossas casas. 

Eu e o Eddie não somos da mesma cor. Eu sou uma tom amarelo transparente e ele um caramelo brilhante. Estamos juntos à 11 anos e só me apercebi do racismo real quando comecei a namorar com ele. 
Nestes 11 anos vivemos as mais inacreditáveis histórias no que diz respeito ao racismo latente na nossa sociedade. Em todos estes anos, já ouvi o diálogo onde o "nós" me inclui e o "eles" o inclui e vice-versa.
Há uma clara separação onde as pessoas me colocam e o colocam a ele. Não apenas por eu ser mulher e ele homem, uma conversa para outra e todas as alturas, mas porque a minha pele não é da mesma cor que a dele.
Não vale a pena tentar amenizar a questão, tão pouco o quero fazer. Já me perguntaram como conseguia namorar com um preto e isto resume tudo.
Vivemos numa sociedade muito pequenina em princípios mas enorme em preconceitos que se elevam nestas alturas. Há tanto a fazer mas tão pouca vontade. 
Assim continuamos a falar em picos de popularidade do tema, para não perdermos a onda, mas continuamente a menosprezar a verdade. Somos racistas. 

Somos racistas. Repitam comigo. Somos racistas. 
Depois de assumir é mais fácil evoluir. Continua à espera desse dia. 


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A lacuna da empatia

Quando somos adolescentes e tantos as hormonas como as ideias estão baralhadas é normal termos um défice de empatia. Não em questões fundamentais, como o sofrimento flagrante, mas perante os problemas e dificuldades dos outros. Achamos que as nossas batalhas são, não só mais importantes, como mais válidas de consideração do que as de qualquer outro ser humano. E é normal. 
O problema é que crescemos, mas a empatia em muitas pessoas não cresce, não se desenvolve. Depois de adulta, tornei-me não só uma pessoa muito mais tolerante como empática com as dificuldades dos outros. 
O chavão “coloca-te no lugar dele” é algo que realmente faço. É muito fácil julgar alguém pela minha história e pelos meus conhecimentos, no entanto, cada pessoa é uma história e um mundo diferente. As batalhas, desafios e entraves que cada um de nós atravessa são muito pessoais e sermos julgados livremente não é apenas injusto mas também maldoso. 
Isto acontece com todos em algum momento da vida. A última situação que me lembro de ser vítima desta falta de empatia foi pouco tempo depois de perder a minha mãe. Como é normal, aqueles meses seguintes foram os piores que já vivo. Não tinha vontade de nada, logo andei uns meses em versão “esfarrapada”. Sem maquilhagem, sem arranjar o cabelo e com a roupa mais sem graça que tinha no armário. As poucas vezes que tinha de sair de casa não fazia questão de me arranjar e o único acessório que usava eram os maiores óculos de sol que tenho. Ora isto não é normal em mim mas dadas as circunstâncias era mais do que justificado.
Num destes dias em que tive de sair de casa, uma das minhas arqui inimigas da adolescência, que já tem idade para ultrapassar qualquer problema que podíamos ter tido na altura, ao ver-me tão distinta do meu normal teve a reacção lógica na cabeça de uma miúda de 13 anos. Menosprezar.
A verdade é que ela não sabia o que tinha acontecido, no entanto não invalida o facto do primeiro instinto que teve foi gozar e coscuvelhar sobre a minha aparência. 
Posso afirmar que não me magoou. Tinha problemas muito mais sérios para um comentário impensado fazer estrago, no entanto não posso deixar de ficar triste, não com ela, mas por ela. A falta de empatia que demonstrou numa situação tão básica demonstra uma lacuna de carácter flagrante. O mais triste é que existem milhares de pessoas iguais. Que não fazem o mínimo esforço para equacionar o que o outro está a passar antes de o menosprezar e banalizar. 

O mundo já é um lugar tão difícil que se não tivermos o coração, e a cabeça, um pouco mais receptivos torna-se muito complicado viver com qualidade. Precisamos de entender de uma vez por todas que somos iguais mais muito diferentes e antes de criticarmos devemos tentar perceber, mesmo que seja mais complicado. A empatia faz falta, vamos  cultivá-la. 




segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Série da Semana, Queer Eye


A new Fab Five set out to Atlanta to help the city's straight men refine their wardrobes, grooming, diet, cultural pursuits, and home décor.

Sabem aquela sensação que algumas coisas/pessoas por vezes nos transmitem, que o mundo é um local bom e que tudo vai acabar bem? É com essa sensação que fico depois de ver Queer Eye. 
Nunca esquecendo que é um produto televisivo, logo fabricado e a seguir um guião, encontro tanta verdade no desempenho de todos eles que a cada episódio uma nova lágrima corria. 
Cada um deles, nos seus campos de actuação, fazem real diferença nesta mudança que cada participante enfrenta e sendo eu uma fã de programas de makeover, passei tardes de Inverno da minha adolescência a ver a Stacey e o Clinton, acho que este programa apresenta um factor de diferença que o torna vencedor. O cuidado que existe com a história de cada pessoa, onde se incluí cada um dos Fab5.

É um programa delicioso, engraçado e emocionante. Qualquer um deles nos conquista e apaixona e eu quero ser amiga deles já. Não consigo decidir quem é o meu favorito, são todos tão fofinhos.
Vale muito a pena.


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Série da semana, Who is America?



Os EUA são detentores de uma dualidade nunca vista. Se por um lado são uma terra de sonhos e oportunidades, são por outro lado, uma sociedade que leva a prepotência e ignorância a um novo nível.
A maioria de nós já se deparou com alguma noticia e a frase "Isto só na América!" nos assaltou a cabeça, porque há coisas que só na "América". 
No seguimento disto, Sasha Baron Cohen, ou Ali G, Borat ou Bruno, teve a brilhante ideia de fazer uma série onde através de alguns bonecos, simula situações onde pretende expor não só várias personalidades do quadro político e social norte-americano, como o cidadão comum. 

Li várias críticas em órgãos sociais norte-americanos a frisarem como a série falha o ponto, como não tem nada de novo para mostras. E depois de ver alguns episódios fiquei ainda mais preocupada. Porque, na minha opinião, a série mostra muito. 
É verdade que algumas das grandes figuras que foram "apanhadas", como Bernie Sanders não tiveram qualquer problema porque se desmarcaram da situação com alguma facilidade mas há uma longa fila de figuras a mostrarem uma nova face nesta série, como podem ler neste artigo

Entre os vários bonecos criados para esta série, o melhor para mim é o do militar Erran Morad, um especialista em terrorismo que leva cada participante a fazer coisas inacreditáveis. As situações são tão ridículas que a vergonha alheia é o sentimento que prevalece enquanto os minutos passam.

É uma boa opção para quem quer entender um pouco melhor a "América" que nem sempre nos entra em casa, aquela muito distinta da glamorosa, citadina e evoluída dos filmes. 


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Caça

Atenção. Há imagens que podem impressionar no fundo do post. 

Eu não sou contra a caça. Nunca cacei, jamais o faria, mas venho de uma família onde muita gente caça e entendo o propósito. Vão caçar para comer, mesmo que isso inclua uma vertente mais lúdica (?), mas todos os animais que comemos são mortos e na caça os animais são mortos mais rapidamente, sem o mínimo roçar de tortura que muitas vezes acontece nos matadouros. Não entendo a caça como desporto, nenhum desporto pode ter morte associada, no meu entender. Mas é uma actividade que nós, seres humanos, sempre fizemos e vamos continuar a fazê-lo. Para comer. 
É aqui que se coloca o enfoque. Aceito a caça no intuito de consumir totalmente o que se caça.

Não há animais de primeira e segunda. Todos os animais merecem o mesmo respeito e amor. No entanto, o choque de matarem uma galinha não é o mesmo de matarem um elefante. Simplesmente porque não comemos elefantes. Pelo menos uma grande maioria da humanidade não o faz. 
Por esta questão a caça furtiva me choca tanto. Assim como uma caça de elite, onde pessoas cheias de dinheiro caçam animais selvagens, muitas vezes espécies ameaçadas. 

Matar um leão para quê? Embalsamar para decorar a sala? O que leva um ser humano a matar um animal só por matar?
Visitar jardins zoológicos já é algo que me incomoda um pouco. Percebo o trabalho que muito deles fazem, percebo o encanto que as crianças sentem ao visita-los, mas entristece-me imenso ver os animais presos.
Safaris são apenas ridículos. A necessidade do ser humano se infiltrar no ambiente dos outros é inqualificável. Agora este tipo de actividade deixa-me só envergonhada e desiludida.

É triste. Tão triste.



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Filme e Livros da semana - To all the boys i ever love

Li este livro em 2015 e adorei. Não é uma grande obra-prima. Não muda a vida de ninguém. Mas é dos livros mais fofinhos que andam por aí. Os dois que se seguiram, que continuam a história de Lara Jean, continuam a fofura. Foram um grande êxito mas explodiu quando o filme chegou em Setembro à Netflix.

Foto de autor desconhecido

To al the boys i ever love  - Lara Jean keeps her love letters in a hatbox her mother gave her. One for every boy she's ever loved. The letters are for her eyes only. Until the day they are mailed, and suddenly Lara Jean's love life goes from imaginary to out of control

P.S. I still love youLara Jean didn’t expect to really fall for Peter. She and Peter were just pretending. Except suddenly they weren’t. Now Lara Jean is more confused than ever. When another boy from her past returns to her life, Lara Jean’s feelings for him return too. Can a girl be in love with two boys at once?

Always and forever, Lara JeanLara Jean is having the best senior year a girl could ever hope for. She is head over heels in love with her boyfriend, Peter; her dad’s finally getting remarried to their next door neighbor, Ms. Rothschild; and Margot’s coming home for the summer just in time for the wedding.

But change is looming on the horizon. And while Lara Jean is having fun and keeping busy helping plan her father’s wedding, she can’t ignore the big life decisions she has to make. Most pressingly, where she wants to go to college and what that means for her relationship with Peter. She watched her sister Margot go through these growing pains. Now Lara Jean’s the one who’ll be graduating high school and leaving for college and leaving her family—and possibly the boy she loves—behind.
When your heart and your head are saying two different things, which one should you listen to?


Se os livros são uma fofura, o filme não fica atrás. Com um cast muito bem feito, é maravilhoso ver as personagens a ganhar vida. A história no filme muda um pouco, tem algumas alterações significativas, mas vale muito ver.


Além de continuar a preferir os livros, tanto a leitura como o filme são uma óptima opção para quem precisa de uma dose de doçura. Para não falar que todo o hype em torno do protagonista é justificado. Woah, woah, woah. 

Quem já leu ou já viu o filme? Opiniões?

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Looks da Semana

Mais um mês afastada mas desta por uma boa razão. Estive de férias. Das rotinas, dos problemas, da vida. E soube bem. Vou actualizando no instagram, mas o blogue ficou abandonado. Mas estou de volta, já com uma série de posts escritos.
Para começar, os looks desta semana, a última do Verão. 

Profissionais

Segunda-feira - Blusa Styland, Calças Erika Cavallini, Bolsa Diane von Fustenberg, Brincos Ranjana Khan, Sapatos Aquazurra
Terça-feira - Vestido Boohoo, Bolsa Michael Kors, Mules Paris Texas, Brincos Venda Jacintha
Quarta-feira - Vestido Marc Jacobs, Bolsa Moschino, Sapatos Valentino, Brincos Lele Sadangui
Quinta-feira - Camisa Little Pretty Things, Calças BlueGirl, Brincos Mignome Gavigon, Bolsa YSL, Mules YSL
Sexta-feira - Camisa Versace, Jeans Ksubi, Bolsa Furla, Brincos Kendra Scoot, Sapatos Marc Ellis

Quero o look de Quarta-feira para ontem! E os sapatos de sexta, o que é aquilo? Amor em salto alto. 

Casuais
Segunda-feira - Camisa Pretty Little Things, Jeans H&M, Bolsa Prada, Sandálias H&M, Brincos Liya
Terça-feira - Vestido Boohoo, Chinelos H&M, Brincos Monte Frisnes, Bolsa DKNY
Quarta-feira - Vestido Diane von Fustenberg, Espadrilles Castañer, Bolsa Cult Gaia
Quinta-feira - Saia Stardivarius, Blusa H&M, Bolsa Lancaster, Chapéu Rag&Bone, Ténis Balenciaga
Sexta-feira - Tshirt Prabal Gurung, Calças Ganni, Chinelos Valentino, Cesta Sensi Studio, Brincos Sachin & Babi 

Não consigo escolher o meu look favorito dos casuais, gosto de todos. Foram todos muito escolhidos ao meu gosto e realmente usava todos.

E encerramos os looks de Verão de 2018. Não fui muito assídua mas é sempre algo que me dá muito prazer fazer, Mas posso dizer que já estou muito empolgada com os looks de Outono? 
Quem mais já tem aquele sentimento esquizofrénico de nostalgia do Verão mas ansiedade do Outono?

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Filmes da Semana - The Kissing Booth e When We First Met

A semana passada foi complicada para a minha ansiedade e poc e assim, li muito e vi muitos filmes. Quando tenho dias piores prefiro concentrar-me na leitura de livros mais leves assim como na escolha de filmes menos densos.
Assim, munida do meu comando andei a procurar na Netflix de  filmes fofinhos e encontrei estes dois, The Kissing Booth e When We First Met. 

When Elle Evans, a pretty, late-bloomer who's never-been-kissed, decides to run a kissing booth at her high school's Spring Carnival, she unexpectedly finds herself locking lips with her secret crush- the ultimate bad boy, Noah Flynn. Sparks fly, but there's one little problem: Noah just happens to be the brother of her best friend, Lee,and is absolutely off limits according to the rules of their friendship pact. Elle's life is turned upside down when she realizes that she must ultimately make a choice: follow the rules or follow her heart.

É mau, mesmo muito mau.
O filme é baseado no livro com o mesmo nome. Dentro do género young adult há livros muito bons, neste caso nem o livro nem o filme são dignos de referência dentro do género. 
Mas vou-me concentrar no filme e a primeira frase resume a minha opinião. É mau.
Tem uma dinâmica horrível, uma história oca e representações que deixam muito a desejar. Sim o livro foi escrito por uma miúda de 15 anos mas o filme não foi realizado por uma e por muito que o público-alvo seja o público adolescente isso não equivale a um trabalho medíocre. O pior de tudo é que é um verdadeiro fenómeno de popularidade
Não aconselho, nem para uma sessão de sábado à tarde.

When We First Met
Noah thinks he has the perfect first night with Avery, the girl of his dreams, but gets relegated to the friend zone. He spends the next three years wondering what went wrong - until he gets the unexpected chance to travel back in time and change that night - and his fate - over and over again.

Não é um grande filme. Não é um filme que vá recomendar às minhas amigas. Mas para passar o tempo, é fofinho.
A história é engraçada, tem momentos divertidos, mas não passa de um filme fofo para ver quando queremos descansar o cérebro sem dormir. 
É fofo, nem chega à classificação de fofinho.

Alguém já viu e gostou? Contem-me tudo. 

terça-feira, 3 de julho de 2018

Reutilizar está na moda!

O ano passado falei de como me estava a sentir sufocada de ter tanta coisa, como podem ler aqui. No entanto, com tudo o que se passou nos meses que se seguiram, não só não tive cabeça de continuar com o filtro que tinha começado como acumulei ainda mais coisas. Digamos que a tristeza dá-me para comprar.

Agora, mais emocionalmente estável, quero mesmo levar esta filosofia em frente. Não quero ser uma pessoa que se agarra e afirma pelo verbo ter. 

Assim, uma das coisas que agora estou concentrada é na reutilização e renovação do meu guarda-roupa. 
Como é normal na grande maioria das mulheres, tenho o armário cheio. Demasiado cheio.
Sempre fui boa em tirar partido das minhas roupas mas sempre tive dificuldade em repetir. E isto sim, sempre foi um grande problema para mim. Não falo do dia-a-dia, mas há aquelas ocasiões mais importantes, onde por norma, nunca repito roupa. Por exemplo, se tenho três casamentos num ano, vou comprar três conjuntos novos, mesmo que ainda figurem no meu armários conjuntos que só utilizei uma vez num evento do género. 
Não quero voltar a ser assim. 
Sempre gostei de ter peças especiais. Peças com história e é nisto que quero transformar o meu armário. Um armário, onde mais do que tendências figurem histórias. 

Vou começar já este ano, onde me recuso a comprar roupa para alguns eventos que se aproximam, ou para os que tenho de comprar, vou optar por peças que sejam versáteis e facilmente reutilizáveis ao longo do tempo.

Vou dando notícias de como está a correr esta nova fase de Ter menos, Ser mais!


terça-feira, 27 de março de 2018

Série da Semana, La Casa de Papel

Não há série que se fale mais no momento que a La Casa de Papel e se ainda não viram parem de ler. Pode conter spoilers.


Quando comecei a ouvir falar da série não fui a correr ver. Estava até um pouco reticente porque tenho tanta coisa na lista que não queria acrescentar mais nada. Mas o Eddie queria ver então lá me deixei levar. E viciei. 
Só descansei quando vi o último episódio e posso dizer que não me lembro de me sentir tão frustrada com uma série em muito tempo.

A história é boa, tem personagens incríveis e uma dinâmica muito estimulante mas tem outros personagens tão maus que chegam a ser ridículos e umas cenas tão previsíveis que nos fazem querer apagar a tv e gritar com a parede. Tirando que a série é toda narrada por uma das piores personagens da história da tv. Entre a Tóquio e a Inspectora Raquel nem um pacote de xanax dava para acalmar os meus nervos. Que personagens são estas?
Sim, a Raquel vai mesmo namoriscar no meio do maior assalto da história de Espanha e a Tóquio consegue entrar de mota dentro da "Casa" sem levar um único tiro quando 50 polícias disparam. 
Sério?

Tirando alguns erros grosseiros e algumas incongruências, a série é viciante. Levanta questões pertinentes, faz os anti-heróis ganharem o nosso coração, tem detalhes deliciosos e tem, também, algumas personagens maravilhosas. Berlim e Nairóbi são, de longe, os meus favoritos. Ele pela complexidade e ela pela maturidade. 

É uma série que vale a pena mas que não vai agradar por completo. 

Quem já viu? Qual a vossa personagem favorita?

domingo, 4 de março de 2018

Oscars 2018 - Filmes nomeados #3

A poucas horas da entrega dos prémios, ficam aqui os últimos filmes nomeados. Podem ver a minha opinião sobre os restantes aqui e aqui

Call Me By Yout Name 

It's the summer of 1983 in the north of Italy, and Elio Perlman, a precocious 17- year-old American-Italian, spends his days in his family's 17th century villa transcribing and playing classical music, reading, and flirting with his friend Marzia. Elio enjoys a close relationship with his father, an eminent professor specializing in Greco-Roman culture, and his mother Annella, a translator, who favor him with the fruits of high culture in a setting that overflows with natural delights. While Elio's sophistication and intellectual gifts suggest he is already a fully-fledged adult, there is much that yet remains innocent and unformed about him, particularly about matters of the heart. One day, Oliver, a charming American scholar working on his doctorate, arrives as the annual summer intern tasked with helping Elio's father. Amid the sun-drenched splendor of the setting, Elio and Oliver discover the heady beauty of awakening desire over the course of a summer that will alter their lives forever.

Simplesmente, adorei este filme. É uma história envolvente, personagens muito densas e uma verdadeira lição de vida. Além de me enamorar pela filme fiquei com vontade de embarcar para Itália amanhã. Para finalizar, este é um dos melhores monólogos que vi nos últimos anos. 

“In my place, most parents would hope the whole thing goes away, or pray that their sons land on their feet soon enough,” Mr. Perlman says. “But I am not such a parent. In your place, if there is pain, nurse it, and if there is a flame, don’t snuff it out, don’t be brutal with it. Withdrawal can be a terrible thing when it keeps us awake at night, and watching others forget us sooner than we’d want to be forgotten is no better. We rip out so much of ourselves to be cured of things faster than we should that we go bankrupt by the age of 30 and have less to offer each time we start with someone new. But to feel nothing so as not to feel anything—what a waste!”

Phantom Thread

Set in 1950's London, Reynolds Woodcock is a renowned dressmaker whose fastidious life is disrupted by a young, strong-willed woman, Alma, who becomes his muse and lover.

Daniel Day-Lewis é um dos grandes e o seu papel foi brilhante. A história é envolvente mas eu, além de gostar de filmes que me deixem perdida, não gosto de filmes que me deixam em branco. E este deixou-me. Normalmente no fim de cada filme a minha cabeça viaja por hipóteses e novos caminhos mas após ver este filme a única coisa que consigo dizer é que os actores foram magníficos mas a história não me chega. Não me comove, não me transforma, não me emociona. Nada. 

Agora com todos os filmes nomeados para o grande prémio vistos, e mais alguns que também estão nomeados, vamos às apostas.
Para mim The Shape of Water é o melhor filme, seguido por Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Call Me By Your Name. Gary Oldman leva o melhor actor e Frances McDormand leva o de melhor atriz. Sam Rockwell e Allison Janney ganham os actores secundários.
E para finalizar o melhor filme de animação vai para Coco, que é fofinho, fofinho. 
As restantes categorias deixo para quem percebe da coisa.

Quais as vossas apostas? Viram todos os nomeados?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Oscars 2018 - Filmes nomeados #2

Hoje vou continuar a minha viagem pelos filmes nomeados para os Oscars de 2018. Hoje trago três nomeados, onde estão para mim os grandes vencedores deste ano. 

Darkest Hour 
During the early days of World War II, the fate of Western Europe hangs on the newly-appointed British Prime Minister Winston Churchill, who must decide whether to negotiate with Adolf Hitler, or fight on against incredible odds.

Não é o favorito ao melhor filme mas tem, sem dúvida, o actor favorito. Que grande papel de Gary Oldman. É uma interpretação brilhante num filme muito interessante para quem gosta da temática da Segunda Guerra Mundial. 

Lady Bird

Christine "Lady Bird" McPherson fights against but is exactly like her wildly loving, deeply opinionated and strong-willed mom, a nurse working tirelessly to keep her family afloat after Lady Bird's father loses his job. Set in Sacramento, California in 2002, amidst a rapidly shifting American economic landscape, Lady Bird is an affecting look at the relationships that shape us, the beliefs that define us, and the unmatched beauty of a place called home.

Lady Bird é, na minha opinião, um pouco como La La Land. Um bom filme levado num hype ainda maior. Toda a história assim como as interpretações são boas mas não faz dele uma obra-prima. É um filme que aborda de uma forma crua as relações e sobretudo as atitudes tão próprias dos adolescentes, a procura de uma identidade e dos seus sonhos.

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

After months have passed without a culprit in her daughter's murder case, Mildred Hayes makes a bold move, painting three signs leading into her town with a controversial message directed at William Willoughby, the town's revered chief of police. When his second-in-command Officer Dixon, an immature mother's boy with a penchant for violence, gets involved, the battle between Mildred and Ebbing's law enforcement is only exacerbated.

Não sendo o meu favorito, está no segundo lugar e vai levar o prémio. Se The Shape of Water, o meu favorito, é um conto de fadas, Three Billboards Outside Ebbing, Missouri é um murro no estômago de tão real. É um filme com uma dinâmica incrível e um papelão de Frances McDormand que vai levar o Óscar. É um grande filme, para quem ainda não viu precisa de ver. 

Para a semana falarei dos dois nomeados que faltam.
Já viram estes filmes? Opiniões? 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A moda ficou "feia"! Finalmente!

Com as semanas de moda a todo o vapor e as fotos do street style, as que realmente põem a moda na rua, espalhadas pelas redes sociais, podemos constatar que a moda está feia. Esquisita. Estranha. Fabulosa!

Primeiramente temos de estabelecer um princípio. A moda está feia, não a roupa. Essa continua a ser bem feita pelas diversas marcas. O que passou a ser feio é a forma como ela se apresenta, sem as peças esteticamente maravilhosas e sim com um estilo mais terra-a-terra. Mais mortal.

Quem tenta seguir tendências e está alerta do que se usa, já sentiu em alguma altura que o seu armário está out-fashion, cheio de peças que já não se usam. Com esta moda feia, uma variedade incrível de peças podem ser usadas sem passarem de moda e mais importante de tudo, vamos usar o conforto sem medo de estar out
Essa é, para mim, o maior atractivo desta nova tendência feia, o conforto das peças. Embora não sejam as mais bonitas, são definitivamente as mais confortáveis. Mom jeans, dad sneakers e bum bags, ou traduzindo, os anos 90 no seu melhor. 
Vemos o retorno de marcas perdidas no tempo, peças que só conhecíamos das fotos embaraçosas dos nossos pais e uma unanimidade nos tamanhos e silhuetas. É assim um movimento não só de democratização mas também de corte com a ostentação que as grandes marcas perpetuam. 


Claro que esta tendência, assim como todas as outras, vai passar. Afinal a moda é cíclica. No entanto, acho que temos de aproveitar este momento e, nem que seja uma vez na vida, além de estarmos na moda, estarmos confortáveis e felizes. E vai ser sempre bonito um dia apresentarmos aos nosso filhos fotos embaraçosas, não só dos avós mas também dos pais. 
Mas além da componente estética, repensarmos todo o conceito de moda. Talvez o feio não seja assim tão feio e a moda não seja apenas para corpos magros, cheia de regras e padronizações. 


A transformação no street style de algumas figuras emblemáticas das semanas de moda é clara. Todas as fotos são da NYFW do início do ano. 
Claro que são fotos escolhidas de propósito para demonstrar esta tendência, as mesmas pessoas vestiram looks bem mais bonitos no conceito tradicional. Mas mais uma vez demonstram a moda feia une as pessoas. E na minha sincera opinião, continua a ser bonita. 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Quero testar #5

Depois de meses sem novidades de beleza por aqui volto com alguns produtos que quero muito testar. 

Eu gosto de máscaras! Para a cara, para o cabelo, para o corpo. Até para a alma usaria caso houvesse. Como ainda não as descobri, perco-me a experimentar as que estão disponíveis e esta da Garnier é a próxima que quero experimentar. A marca assegura uma semana da hidratação e estou mesmo curiosa para ver os resultados. 


A maquilhagem é algo que gosto muito mas nos últimos meses não tenho investido nada. Estou completamente de fora das novidades e do que se está a usar mas esta linha da Catrice despertou-me a atenção pelas cores vibrantes. O produto que quero mesmo usar é a paleta de blush, que sendo ombré nos proporciona vários tons. 


No seguimento da minha paixão por máscaras, a Tony Moly tornou-se uma das minhas marcas de eleição. Não há um produto que tenha testado que não goste e não fique fã e quero muito testar este novo Tako Pore Bubble Pore. Os poros são o meu ponto fraco e quero rapidamente testar este produto. 

Conhecem algum dos produtos? Coisas boas a dizer?


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Favoritos de Janeiro

1 - A minha paixão pela leitura não é nova. Assim como o facto que leio tudo. Há estilos de que gosto mais, mas no geral leio livros de todos os géneros. 
Quanto a vida está mais triste e acumulamos stress, gosto especialmente daqueles livros muito "água com açúcar". Leituras leves, fofinhas e divertidas. E este Sex, not Love é um bom exemplo disso. É um bom livro para quem quer algo leve e fofo, sem uma profundidade enorme, mas com um enredo interessante. Ainda não há tradução mas podem comprá-lo em inglês Para quem gosta do género vale muito a pena. 

2 - Ando ligeiramente viciada em máscaras faciais. Gosto imenso de experimentar novas e esta da Lancôme é muito boa. Com uma textura muito interessante, oferece uma luminosidade e uma hidratação maravilhosa. Podem encontra-la no site da primor com um desconto muito interessante.  

3 - Amo de paixão produtos de banho. Há poucas coisas que me deixem mais leves que um bom banho, perfumado e hidratado. Esta mousse da Nivea é isso mesmo, um banho perfumado e hidratado. Sou sincera, não é o produto que mais realiza a sua função, limpar, mas o cheirinho doce é absolutamente maravilhoso. Para quem gosta deste tipo de produto, experimentem. 

4 - O stress faz-me comer como uma louca. E, naturalmente, faz-me comer mal. Coisas que normalmente não como. E uma necessidade de petiscar constantemente. Assim, tive de arranjar novas opções para fazer face a esta situação, ao mesmo tempo que tento controla-la. Sou fã de leguminosas, desde que nasci, acho eu. Um dos alimentos que mais consumo são ervilhas. E agora vicie em edamame, que mais não é que feijões de soja salgadinhos. Maravilhosos.

5 - Começou aquela altura do ano em que a lista dos Oscars está sempre presente na altura de escolher o filme para ver. The Shape of Water, nomeado em treze categorias, é a perfeição. 
Mas amanhã, na primeira parte do post sobre os filmes nomeados, digo mais.   

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Especial Natal 2017 - It's the most wonderful time of the year

O mês de Dezembro é a minha altura favorita do ano, excepção feita apenas ao Verão por razões exclusivamente meteorológicas
Como não tenho nenhuma religião, o Natal é muito mais do que a festividade religiosa. É a festa do amor, da família e dos amigos. O Natal começa no dia 1 de Dezembro e vai até ao dia 25, festejando o amor a cada dia.

Na minha família o Natal é uma coisa séria. Já várias vezes aqui mencionei a sazonalidade que a minha mãe me ensinou a amar, a comemorar cada época e o Natal é o ponto alto dessa comemoração. 
A decoração é colocada no dia 1, com todo o empenho e cuidado. Os jantares de amigos e família estendem-se pelos dias até ao dia 24, a noite mais especial do ano.
Não oferecemos presentes por oferecer. Pensamos neles e nas pessoas que vamos presentear, com um empenho sério. Houve um ano que liguei para mais de 30 perfumarias pela Europa fora para encontrar o perfume da vida da minha mãe, que foi descontinuado. Depois de dois meses de busca e muitas conversas telefónicas estranhas consegui achá-lo numa perfumaria em Espanha e no dia 24 lá estava o Le Copains em baixo da árvore. Ou no ano em que os meus pais me ofereceram uma viagem e dinheiro para gastar no destino e acharam que tinha piada espalhar €1000 em notas de €5 por várias caixas. Ou quando oferecemos uma viagem aos meus pais à Disney e lhes demos todo o arsenal do Mickey e Minnie. São memórias especiais, momentos marcados na alma. 

Este ano vai ser diferente. A alma do meu Natal não está. Não vou roubar bilharacos no meio do seu preparo e ela não vai ralhar comigo. Não vamos "discutir" as cores da mesa da ceia. Não vou dançar e cantar as nossas músicas de Natal com ela. O meu Natal nunca mais vai ser igual.
Muitas pessoas me perguntaram se ia festejar o Natal. A resposta sempre foi clara na minha cabeça mas sobretudo no meu coração. Vou.
Por mim, por tudo o que ela me fez amar mas sobretudo, por ela. Porque era a altura favorita do ano da minha mãe. Porque ela era ainda mais feliz e radiante nesta altura do ano. Porque ela ensinou-me que a magia não morre, mesmo quando os mágicos não estão mais presentes.

Assim, vamos dar as boas vindas à mais incrível época do ano. 

sábado, 18 de novembro de 2017

O que li durante a semana #35

Aqui ficam as minhas notícias da semana. 

A Barbie está cada vez mais a preocupar-se com a sua representatividade social e está a fazer bem, muito bem. Go Barbie!

Fico sempre feliz quando pessoas com representação, que chegam a muitos, se empenham em causas que acreditam. 

Se o filme Wonder Women serviu para alguma coisa, foi para mostrar um conjunto de mulheres fortes na tela. Isso não passou apenas na história mas por todo o conjunto criado, incluindo os fatos. Não tão reveladores. Com a estreia do filme Justice League era esperado este cuidado, uma continuação do trabalho feito no anterior filme. Mas não, voltamos a ter fatos sexualizados para as senhoras.

Eu gosto disto. Pessoas que sabem o certo e o errado, em qualquer local, a qualquer hora.