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terça-feira, 22 de março de 2016

A constatação do medo.

Normalmente, quando acordo vejo notícias. Hoje foi o que fiz. 
Porra, outra vez. 
Aqui tão perto. O sentimento de vizinhança adensasse. 
São locais que conhecemos bem, onde já fomos felizes.

Não, não fecho os olhos quando o mal acontece em mundos mais distantes do meu. Mas quando temos recordações dos locais, como aconteceu também em Novembro, torna-se mais real, mais nosso. 
E o medo surge. 
Medo por todos os inocentes que vão sofrer por isto, medo dos ataques xenófobos e irracionais, medo do que ainda está por vir. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sozinha...

... Sem os meus amados Converse

A minha casa não é pequena para duas pessoas normais. Mas eu não sou uma pessoa normal. Tenho demasiadas coisas e assim o espaço tende a escassear. Assim, a minha estratégia é armazenar muitas coisas na casa dos meus pais. Eles não moram perto, mas como vou lá pelo menos uma vez por mês e os meus pais vêm a Lisboa algumas vezes por mês, não há problema,
No Verão, levo as malhas mais pesadas e sobretudos e no Inverno, os milhões de tecidos coloridos e esvoaçantes que compõe o meu guarda-roupa de Verão.

Como não sou a melhor pessoa a desfazer-me das minhas coisas, a minha mãe, que me conhece como a palma da sua mão, por vezes faz uma triagem rigorosa daquilo que terá de ir para doar porque simplesmente já não uso.
Nunca, mas nunca, houve um caso que se tenha desfeito de algo que eu realmente queria. Até agora,
Na minha ultima visita, quando fui procurar os meus antigos All Stars, três pares velhinhos mas maravilhosos, que queria trazer de volta, não estavam lá. 
Sinceramente, os brancos já estavam na hora de ser despachados, mas os pretos e os vermelhos agora é que estavam perfeitos. Não, não estavam nem rotos nem sujos, estava gastos mas bem tratados. Mas não aos olhos da minha mãe. Assim, no alto da sua sabedoria, mandou os brancos para o lixo e doou os outros dois. 

A minha cara com a descoberta deve ter sido tal que prontamente se propôs a comprar-me uns novos, oferta que teve uma chorosa resposta - "Mas eu quero os meus, mãe"-. 

E assim, fiquei sozinha sem nenhum par de Converse All Star
A vida pode ser muito injusta.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Como um murro.

Ontem o dia começou mal e acabou mal.
Notícias más, muito más, mesmo quando não estão directamente ligadas a nós mas que magoam pessoas que amamos, são difíceis. 
Um dos maiores traços da minha personalidade é que protejo muito os meus, quem amo. E não ter como arrancar-lhes a dor é horrível.
Mas nestas alturas não há muito a fazer, apenas estar presente.

Detesto as doenças, a morte, a dor. Detesto.