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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Filme da Semana, Suicide Squad



muitas vezes comentei que gosto imenso de filmes de super heróis.
Este, particularmente, estimulou a minha curiosidade por que os heróis eram, neste caso, anti-heróis.
Com uma maquina de marketing ímpar e a expectativa de milhões de fãs, era um dos filmes mais aguardados do ano.
Não alcançou as expectativas.

A historia tem um mote interessante, personagens engraçadas e com alguma profundidade, no entanto, está tudo muito mal aproveitado. Para não falar que os maus da fita são do mais ridículo que há.
A grande expectativa do filme era sem dúvida a personagem do Joker, uma das maiores desilusões na minha opinião. Gosto muito do Jared Leto, mas este Joker fica muito aquém de outras performances conhecidas. É louco sim, perigoso, sim, mas parece que nada bate certo naquela personagem e é tudo muito forçado.
A par disto temos um Will Smith igual a todas as suas restantes personagens, nada de novo, temos personagens apenas para encher minutos do filme.

A parte boa é que também há excelente momentos no filme.
Uma Harley Quinn maravilhosa. Muito estereotipada, à boa maneira da BD, mas muito engraçada e intensa
Viola Davis no seu melhor. Também muito parecida com as suas personagens mais conhecidas mas sempre em bom.

No geral é um filme que entretém mas não convence.  


Adenda: Por motivos técnicos (ainda não acabei de os compor), os looks da semana vão sair mais tarde.




sexta-feira, 29 de julho de 2016

A demonização das celebridades.

Nunca me incomodou muito o que as pessoas fazem com a sua vida se isso não interfere com a minha de uma forma negativa. 
Acho mesmo que cada um é livre de viver como bem entende sem ser sujeito ao escrutínio alheio. 
Todos, menos as celebridades. 

Não, não são aquelas pessoas que são reconhecidas pelo trabalho que realizam em alguma área, mas sim as pessoas que são conhecidas apenas porque são conhecidas.
Temos imensas no nosso país, mas a nível mundial o exemplo máximo são, obviamente, as Kardashians
E hoje eu venho fazer uma coisa muito estranha, defender estas pessoas, ou algumas delas vá.

Na quarta à noite dei por mim a assistir ao programa Passadeira Vermelha, que mais não é do que uma conversa de café num estúdio de televisão. Por mim tudo bem, há que proporcionar entretenimento a todos. O que me impressionou foi a forma quase arrogante que os assuntos são comentados.
Ora três comentadores, no alto da sua sabedoria, criticam, menosprezam e desdizem as mais variadas pessoas. Personalidades reconhecidas e celebridades, vão a todos. 
O que me incomodou mesmo foi a forma provinciana que abordam os assuntos.

Se admiro o estilo de vida da Kim Kardashian? Não. Se queria ser alguma daquelas mulheres K? Também não. Se acho que são bem sucedidas? Imenso!

Ora bem. Um vídeo porno caseiro foi parar à internet. Acontece todos os dias, a milhares de pessoas. Começar daí uma fortuna de milhões que se estende a toda a família? Aconteceu às Kardashians
Gostando ou não, elas ou quem as acompanhou, foram inteligentes ao ponto de lucrar com a situação e criar um império. E a partir daí estenderam os seus tentáculos aos mais distintos ramos.
Hoje são das pessoas mais seguidas do mundo, verdadeiras formadoras de opinião.
Se "comentadores especializados" não conseguem entender a importância destas questões nos dias que correm, ora. não estão a prestar a atenção devida. 

Há 50 anos as mulheres idolatravam a Marilyn Monroe, hoje a Kim Kardashian, mudou assim tanto? 

Aceito que as pessoas que se expõem sejam facilmente criticadas o que não aceito é que as ridicularizem quando, num campo que elas entenderam ser o seu, são extremamente bem sucedidas.
Vivemos num mundo novo, com novos "heróis". 
Se não se percebe também não se deve criticar, pelo menos, não levianamente. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O histerismo e o preconceito

A minha formação académica aprimorou a minha perspectiva sobre a sociedade. Tornei-me uma pessoa mais tolerante. Se durante toda a vida tentei afastar-me de preconceitos, mantendo sempre alguns como é normal, a sociologia mostrou-me como é importante termos uma mente aberta para todos os comportamentos humanos.

A par disto, da minha tolerância adquirida, tenho uma característica intrínseca difícil de ultrapassar. Não suporto o preconceito associado ao histerismo.
O que quero dizer com isto? Detesto pessoas que espalham o seu preconceito como algo certo de uma forma autoritária e algo histérica, como uma verdade absoluta.

Vamos a exemplos. Nas últimas semanas o Pokémon Go tornou-se viral. Pequenos e grandes, jogam e divertem-se a apanhar bichinhos virtuais. Se é algo que vai melhorar o mundo? Não, não é. Mas vai fazer mal? Também acredito que não.
É um jogo, joga quem quer e pouco mais há a dizer. (Sim, há questões sociologicas que podem ser abordadas em relação a isto mas não é o que quero abordar.)
Agora a minha grande questão é, qual o problema de algumas pessoas que destilam ódio, preconceito e snobismo relativamente a quem joga? 
O que move estas pessoas a catalogarem uma imensidão de diferentes pessoas, com diferentes características, unidas apenas por um certo jogo? 
E quem diz este jogo diz pessoas que usam imagens de bandeiras no facebook, pessoas que tiram selfies, pessoas que ouvem Justin Bieber ou Tony Carreira ou que leem livros água com açúcar. 

Não consigo perceber esta falta de tolerância em relação ao outro e aos seus gostos. Este histerismo assoberbado do "eu sou melhor que tu".  Esta forma triste de nos relacionarmos.

Este é mesmo o grande problema que identifico na nossa sociedade actual, a falta de empatia que nos leva a marginalizar uma brutal parte a sociedade que não se enquadra nos nossos preconceitos. A nossa falta de aceitação às diferenças entre iguais e a necessidade de nos sobrepormos aos outros.


Por meu lado, eu leio poetas russos como leio histórias do tio Patinhas. Aprecio Monet assim como Andy Warhol. Gosto de filmes europeus assim como as loucas obras de pancadaria do cinema americano. Ouço Bach como ouço Beyoncé. 
Isso torna-me foleira e inculta? Não meus caros, tona-me completa. 

Gostava mesmo que a tolerância se torna-se uma tendência. Seriamos tão mais felizes e leves.