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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O luto e o amarelo

Quando perdemos alguém muito próximo, além do luto inerente a essa perda à uma nova aprendizagem da vida, pois ela deixa de ser igual ao que sempre foi. Somos confrontados com novas realidades, desafios e somos abordados pelas mais variadas pessoas na procura de nos auxiliar nestes momentos tão crus e duros.

A morte é seguida pelo luto, que é um estado mental. Ponto. Mas habitualmente é transformado em regras e normas sociais que nos impõem ou nos auto impomos.

A cor favorita da minha mãe era o amarelo. Fazia-a feliz. E no momento de escolher a sua última roupa não duvidei um segundo. Nas celebrações fúnebres, os familiares mais imediatos foram vestidos de amarelo. 
E aqui começou o maldizer. 

Morbidez ou não, sempre foi uma conversa que tive com a minha mãe de como queríamos que fosse o nosso funeral. Era uma conversa que o meu pai e avó detestavam, mas que provou-se bastante útil na hora de decidir algo. Uma das coisas que a minha mãe sempre me disse e me influenciou uma vez que partilho da mesma opinião, é que a cor da minha roupa ou maquilhagem não reflectem de todo o sentimento que nutro por alguém. Ambas gostávamos de vestir preto, mas jamais por luto a alguém. O luto faz-se nas acções e não na roupa. Pelo menos foi assim que ela viveu a pensar e eu continuo a acreditar.
Por isso, o amarelo era a escolha lógica e absoluta. Aquele dia, um dos dias que ainda está tão baralhado na minha mente tal é a dureza das recordações, era para me "despedir" da minha mãe. E nada melhor do que usar a sua cor favorita.

Naqueles dias ninguém ousou dizer nada directamente, mas passados dias começaram os sussurros do uso do amarelo e como ninguém em casa usava o preto completo. Ninguém lhe fazia o luto.
Não me incomoda mas impressiona-me. 

Nunca tinha perdido ninguém que amasse verdadeiramente antes e a primeira pessoa que perdi foi uma das pessoas que mais amava. Arrancaram-me um pedaço da alma e as pessoas estavam preocupadas porque eu vestia jeans e t-shirt branca? Sério?
Acharam mal por usarmos amarelo e não nos vestimos todos de preto?

A hipocrisia sempre foi dos males que mais me perturbou mas quando se alinha com maldade fica algo indescritível. 
Aprendei nestes dias, mais uma vez, que nada que possamos fazer vai ser percebido e aceite por todos e assim, mais vale viver de acordo com o que acreditamos a viver uma vida miserável a seguirmos as regras dos outros. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Aprender a viver com menos.

Há cerca de duas semanas comecei a fazer uma limpeza cá em casa. 
Comecei pelas roupa, tirando as de Outono/Inverno para guardar e substituir pelas da nova estação. Claro que aproveitei e comecei a retirar tudo o que não queria. Pois bem, entre a minha roupa e do E foram 8 sacos de roupa para doar. E continuamos a ter roupa para usar sem repetir durante três meses.

Depois de me aperceber desta realidade, comecei a olhar em volta e a conclusão não é boa. A nossa casa está repleta de coisas a mais. Não, não é o estilo dos acumuladores que vemos na tv, mas há demasiadas coisas que simplesmente não são necessárias.
A titulo de exemplo, tenho 36 canecas na cozinha, fora os dois conjuntos mais arrumadinhos. 36 canecas??? É verdade que bebo muito chá, mas também é verdade que na maioria dos dias uso as mesmas 2/3 canecas. 
Outra questão são as toalhas de banho. Claro que são necessárias, mas ter toalhas para trocar todos os dias durante um mês sem repetir é demais.
Tudo é demais.

Comecei a sentir-me realmente sufocada e a pensar porque precisava de tanta coisa. 
Não vou entrar nas teorias de psicologia, porque realmente não estou a tentar ocupar um vazio com bens materiais.
O que se passa de verdade é que vivemos numa sociedade que nos diz para comprar, que nos faz desejar comprar e que nos marginaliza se não compramos.
E eu cansei-me disso.
Estou exausta e assustada. Estou revoltada comigo e com o mundo. Porque eu não quero viver uma vida repleta de objectos sem sentido.
E isto serve para tudo. Paras os objectos que me rodeiam, para a roupa que me quer tapar a alma e para os cremes que esperam em fila para serem usados. 
Não vou ser hipócrita. A teoria de só tenho dois pés então só preciso de um par de sapatos, é bonita. Mas não é concretizável, pelo menos para mim. 
Claro que quero deixar os meus sapatos quietinhos e lindos, mas talvez, na próxima vez que me sentir tentada a comprar mais uns sapatos nude, assumo que já tenho o necessário. Ou mais uma carteira preta. Ou mais uns jeans. 
E se quiser mesmo comprar, comprometer-me a desfazer-me de uma das peças semelhantes que tenho. 

O que pretendo é começar a ter uma vida mais lógica. Mais sustentável. Uma vida onde não me sinta abafada por tanta coisa. 



quarta-feira, 26 de abril de 2017

A surpresa de ser sério.

Vou quase diariamente ao Lidl comprar pão e fruta fresca. O pão sai quente a várias horas do dia e a fruta tem mais qualidade do que em outros estabelecimentos, na minha opinião. 
Na Sexta-feira, fui lá comprar o meu pão e algumas outras coisinhas e no momento de pagar a conta de €11,19, no qual eu entreguei €11,20 ao senhor da caixa.
Entretida com a arrumação da carteira e das compras não reparei logo no talão mas mal saí da loja e vi o talão reparei que com o talão o senhor deu-me €10.01 de troco. 
Por lapso, o senhor contabilizou €20.20 e deu-me o troco correspondente. Imediatamente regressei à loja e expliquei o sucedido. Chamando a gerente de loja, que indicou ao funcionário para recontar a caixa e verificar se falta dinheiro. Mas ambos ficaram a olhar para mim com uma cara estranha. 
Depois de contar a caixa e verificar que, efectivamente, faltava o dinheiro, tanto ele com ela, a gerente, agradeceram-me imenso e disseram que era raríssimo alguém fazer o que fiz. Que normalmente quando há erros, os clientes não devolvem o dinheiro, independente do valor.

Isso fez-me pensar, estamos mesmo a caminhar para uma sociedade sem critério e honestidade? 
Não devolver aqueles €10 nunca foi uma opção para mim, porque, além de sempre ter sido ensinada a devolver o que não me pertence, a realização de, conscientemente, não devolver algo que não é meu era algo que me perfuraria a consciência. 
E o valor é irrisório. 
Eu penso o seguinte, se por uma valor tão pequeno as pessoas são capazes de sujar a consciência, o que não fariam por um valor enorme? 
É algo que realmente me assusta.

O que pensam sobre o assunto? 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ser, mesmo quando não somos.

Sou, por definição, uma pessoa sincera. Já muitas vezes, essa mesma sinceridade, me colocou em situações complicadas e em atritos desnecessários se a sociedade não lidasse tão mal com a verdade. 
Não sou, portanto, uma pessoa fingida. Não tento criar uma imagem, não invento cenários e apregoo verdades que não defendo.
Mas já fingi muito nesta vida. 

Todos nós temos medos. Os mais diversos e complexos. Todos nós temos os nossos fantasmas e como a verdade, a sociedade também não lida bem com fraquezas. 
Num momento da tua vida serás confrontado com elas e alguém, em algum lugar, vai tentar tirar vantagem dessas fraquezas. E é aí mesmo que aprendi a fingir. Não para enganar ninguém, uma vez que este fingimento não magoa, mas proteger-me.

Não sou uma pessoa extrovertida. Tenho um grande sentido de humor, mas guardo-o para mim ou para quem me transmite muita confiança. Tenho medo de conhecer pessoas novas. 
Por esta razão sempre me apelidaram de arrogante. Porque não soltava sorrisos pelo mundo. 
Durante os meus anos de adolescente foi complicado, todos diziam que eu tinha "a mania". Não era, era simplesmente uma incapacidade minha. 
Se ganhasse €1 por cada vez que ouvi a frase "não és nada do que pensava de ti", já tinha viajado para umas férias de luxo na praia. 

Então quando cresci e aprendi a fingir. Fingir que não tenho medo de conhecer pessoas novas. Fingir que sou mais afável e não estabelecer à partida uma péssima ideia da pessoa que sou.
Se muda o que sou? Jamais. Porque eu sou efectivamente uma pessoa simpática e afável. Simplesmente não o conseguia transmitir numa fase inicial.

Este tipo de fingimento serve para algumas situações. Uma que sempre aconselhei aos meus amigos nos tempos da faculdade, na época das apresentações orais era fingirem confiança mesmo que por dentro estivessem a desmoronar. 
Sempre tive muita facilidade em falar e argumentar em público, mas é um dos grandes obstáculos que muitos atravessam. Fingir confiança resulta na confiança em si. Torna-se uma boa ferramenta para lidar com a ansiedade.

Fingir nem sempre é mau. 
Fingir algo para enganar, magoar ou trapacear alguém, esse é o lado mau do fingimento. 
Mas nós somos levados a fingir desde muito novos, estimula a criatividade.
Em adultos, não temos tanto tempo para parar e fingir as coisas maravilhosas que fingíamos em crianças, mas pode ser uma arma poderosa para ultrapassar obstáculos. 

Num mundo competitivo e muitas vezes implacável, é importante não dar todas as fraquezas de animo leve. Nunca sabemos quem está do lado de lá.


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Amor próprio

Muitos são os que ficam espantados quando digo que não há ninguém no mundo que ame mais do que a mim própria. É a verdade.
Não é um amor narcisista e egoísta, é um amor puro e simples. 

Não sou uma pessoa que me coloque à frente dos outros, muito pelo contrário, sou dessas pessoas que lutam dia após dia, pelo bem comum. Muitas vezes suprimindo vontades para que no geral tudo se torne melhor.
No entanto, não me coloco numa situação de desvantagem em relação a ninguém, não me menosprezo. E isso é, para mim, o amor próprio. 
A consciência plena de que sou tão importante como qualquer outra pessoa. 
Não me vanglorio, mas também não me inferiorizo. E jamais deixo alguém sequer tentar fazê-lo.
Luto por mim como luto por aqueles que mais amo. Motivo-me como motivo os demais.
Sinto orgulho em quem sou e no que conquisto. Tento ser melhor sem nunca me esquecer o que já sou. Não prego a conversa da coitadinha que implora por elogios vazios, porque não preciso deles. Sou auto suficiente e muitas vezes a minha melhor companhia. 

Há quem confunda este sentimento com arrogância. Não é e nunca será. 
Gostar de nós nunca poderá ser arrogância mas sim respeito. 
Sou uma espécie de claque privada de todos os à minha volta, porque acredito que existe demasiadas pessoas que não gostam delas devido às pressões sociais.
Às amigas que se menosprezam dou elogios sinceros e tento que se vejam com outros olhos. Aos familiares desmotivados, tento mostrar todo o trabalho fantástico que fizeram ao longo da vida. Ás minhas pequenas crianças (sobrinhos e primos) tento que incutam desde cedo que não sendo pessoas melhores que ninguém, são especiais de um jeito único. 

Acredito que esta minha posição em relação a mim vem muito da forma como fui criada. Os meus pais nunca me disseram que podia conquistar o mundo sem trabalho. Disseram sim que com esforço e dedicação eu podia tudo. Que não era mais que nenhuma criança mas que a cada dia me podia tornar uma pessoa melhor. Que eles me amavam mais que a vida mas só eu podia construir para mim a força avassaladora de ver o melhor de mim e da vida. 
Isto foi determinante para ser a pessoa que hoje sou.

Sou confiante. Sei o que sou. Sei as minhas limitações e sei que isso não me torna obsoleta mas sim humana.

Amo-me, mesmo. E cultivo esse amor sem medos. 
Porque pensando bem, temos de levar connosco até ao último dia por isso mais vale gostarmos de nós, de verdade. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O histerismo e o preconceito

A minha formação académica aprimorou a minha perspectiva sobre a sociedade. Tornei-me uma pessoa mais tolerante. Se durante toda a vida tentei afastar-me de preconceitos, mantendo sempre alguns como é normal, a sociologia mostrou-me como é importante termos uma mente aberta para todos os comportamentos humanos.

A par disto, da minha tolerância adquirida, tenho uma característica intrínseca difícil de ultrapassar. Não suporto o preconceito associado ao histerismo.
O que quero dizer com isto? Detesto pessoas que espalham o seu preconceito como algo certo de uma forma autoritária e algo histérica, como uma verdade absoluta.

Vamos a exemplos. Nas últimas semanas o Pokémon Go tornou-se viral. Pequenos e grandes, jogam e divertem-se a apanhar bichinhos virtuais. Se é algo que vai melhorar o mundo? Não, não é. Mas vai fazer mal? Também acredito que não.
É um jogo, joga quem quer e pouco mais há a dizer. (Sim, há questões sociologicas que podem ser abordadas em relação a isto mas não é o que quero abordar.)
Agora a minha grande questão é, qual o problema de algumas pessoas que destilam ódio, preconceito e snobismo relativamente a quem joga? 
O que move estas pessoas a catalogarem uma imensidão de diferentes pessoas, com diferentes características, unidas apenas por um certo jogo? 
E quem diz este jogo diz pessoas que usam imagens de bandeiras no facebook, pessoas que tiram selfies, pessoas que ouvem Justin Bieber ou Tony Carreira ou que leem livros água com açúcar. 

Não consigo perceber esta falta de tolerância em relação ao outro e aos seus gostos. Este histerismo assoberbado do "eu sou melhor que tu".  Esta forma triste de nos relacionarmos.

Este é mesmo o grande problema que identifico na nossa sociedade actual, a falta de empatia que nos leva a marginalizar uma brutal parte a sociedade que não se enquadra nos nossos preconceitos. A nossa falta de aceitação às diferenças entre iguais e a necessidade de nos sobrepormos aos outros.


Por meu lado, eu leio poetas russos como leio histórias do tio Patinhas. Aprecio Monet assim como Andy Warhol. Gosto de filmes europeus assim como as loucas obras de pancadaria do cinema americano. Ouço Bach como ouço Beyoncé. 
Isso torna-me foleira e inculta? Não meus caros, tona-me completa. 

Gostava mesmo que a tolerância se torna-se uma tendência. Seriamos tão mais felizes e leves. 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O poder do Obrigado



Não sou uma pessoa religiosa mas sou uma pessoa profundamente agradecida. 
A palavra Obrigada é uma das que mais uso. Agradeço por tudo, pelo menor ao maior gesto, das pequeníssimas manifestações às maiores conquistas.

Sempre fui ensinada a agradecer. Assim como qualquer o pedido meu é seguido de um por favor, o agradecimento é algo que está completamente enraizado.
Muitas pessoas acham desnecessário o acto de agradecer. 
Quando, por exemplo, nos dirigimos a alguém que está a fazer uma determinada função, muitos são os que não agradecem porque aquela pessoa está lá para isso. Nada mais errado.
Cada um de nós já serviu e foi servido, cada um de nós entende a importância de nos sentirmos valorizados no que fazemos. E esta pequena palavra provoca um bem-estar imediato. 

O orgulho é na maioria das vezes impeditivo de expressarmos este agradecimento, colocando-nos numa situação de inferioridade, uma vez que expomos os nossos sentimentos. Nada mais errado, uma vez mais,
Ser generoso e agradecido é não só um acto e educação como um acto de grandeza. Valorizar o outro, agradecendo-lhe, nem que seja o mais pequeno acto, é uma demonstração de reconhecimento e não só faz bem ao outro como a nós. 
Quando agradecemos espalhamos bondade. Quando agradecemos estamos a criar um terreno fértil a uma melhor relação com as pessoas. Quando agradecemos estamos a tornar o mundo melhor.

Agradecer faz bem à alma, à nossa e à do mundo.

Da minha parte, Obrigada! 

terça-feira, 15 de março de 2016

Ser elogiado

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Todos reagimos de forma diferente a elogios. Algumas pessoas amam, outras odeiam mas ninguém fica indiferente a um elogio.

Eu não fico envergonhada quando me elogiam. Não sou de falsa modéstia e quando faço algo que acredito que merece ser elogiado aceito esse elogio de bom grado.
Agora o que eu não gosto mesmo nada é de elogios vazios.
De pessoas tentarem através do elogio chegar onde de outra forma não conseguem. 

Eu gosto de elogios sinceros. Gosto de elogiar quando sinto admiração por algo ou alguém.
Acho que um elogio é um abraço numa palavra e que deve ser usado.
Por isso não me coíbo de dizer alguém que é bonito, que é inteligente ou que tens uma voz bonita.
Não me canso de elogia o sorriso do E, a perspicácia do meu pai ou a delicadeza da minha mãe. 
Não me canso de elogiar o remate do meu primo e a gargalhada da minha pequena ladybug. (Não, não se chama Joana)

Já elogiei plenos desconhecidos e já elogiei amigos de anos. E uma das coisas que mais gostava era que o elogio se torna-se mais comum. Mais normal. 
Porque ainda há muito constrangimento de elogiar alguém, muita estranheza e desconfiança. 
Eu gosto de elogiar sinceramente e gosto que me elogiem. 

Nunca me esqueço do meu pai a elogiar a minha mente vibrante, a minha mãe a elogiar o meu idealismo e o E a elogiar a minha boca afiada. 
São coisas minhas, eu gosto e as pessoas gostam em mim. Que mal tem isso?

Elogiem alguém e vejam o vosso dia ficar mais bonito.
Faz bem e não custa nada.

Por aí, qual o melhor elogio que já receberam?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O diálogos mais ridículos de sempre.

No decorrer da vida, todos somos confrontados com várias pessoas que acrescentam muito pouco ou nada à nossa existência e com quem estabelecemos diálogos muito estranhos e ridículos. Pessoas sem qualquer limite e senso comum que nos confrontam com os maiores e mais alucinantes comentários.
Vamos aos exemplos.


Pessoa estranha - "Adoro a tua roupa, é linda".
Eu - "Obrigada, também gosto muito."
Pessoa Estranha - "Que convencida."

Ora bem, se não gostasse da roupa que tenho vestida não a comprava. E quando falo em roupa, falo em qualquer coisa que compre para mim. Assim, é normal que goste realmente das minhas coisas e não sinta necessidade de esconder isso.


Pessoa estranha - "Oh há tanto tempo que não te via, estás mais gordinha (uso do diminutivo para parecer melhor).
Eu - "Ah bem na verdade perdi três quilos.
Pessoa Estranha - Tu não notas, mas estás mesmo mais gordinha, nota-se nas bochechas. 

Posso fazer o exercício que quiser, comer melhor que meio mundo mas para certas pessoas vou estar sempre mais gordinha.
Não sei se por mania ou apenas para se sentirem bem, acredito que há pessoas que só se sentem realizadas a menosprezar os outros.


Pessoa Estranha - "Mas quando é que se casam?"
Eu - Qualquer dia, ainda não estamos a pensar nisso.
Pessoa Estranha - "Ele anda-te a enrolar, se ainda não casou é porque não é contigo que vai assentar."

Para pessoas que como eu têm uma relação estável e com alguns anos sabem o quão ridículo e irritante este tipo de conversa pode ser. Instalar desconfiança e insegurança em alguém só porque sim, não só é ridículo, como pura malícia. 


Estes são apenas alguns dos diálogos ridículos e maliciosos que pessoas, muitas vezes próximas, têm o prazer de professar.
Claro que para uma pessoa bem resolvida não passam de conversas sem fundo mas para alguém mas sensível e insegura é motivo para uma série de dúvidas e incertezas. 
Verdade seja dita, todos temos saídas infelizes e precipitadas em alguma altura da vida, no entanto, se estas forem ditas sem um fundo maliciosos são apenas saídas infelizes. Agora muito diferente é querer, mesmo que de uma forma camuflada, magoar e criticar.
E nunca vou perceber o porquê de querer magoar alguém de forma gratuita.