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quinta-feira, 21 de julho de 2016

O histerismo e o preconceito

A minha formação académica aprimorou a minha perspectiva sobre a sociedade. Tornei-me uma pessoa mais tolerante. Se durante toda a vida tentei afastar-me de preconceitos, mantendo sempre alguns como é normal, a sociologia mostrou-me como é importante termos uma mente aberta para todos os comportamentos humanos.

A par disto, da minha tolerância adquirida, tenho uma característica intrínseca difícil de ultrapassar. Não suporto o preconceito associado ao histerismo.
O que quero dizer com isto? Detesto pessoas que espalham o seu preconceito como algo certo de uma forma autoritária e algo histérica, como uma verdade absoluta.

Vamos a exemplos. Nas últimas semanas o Pokémon Go tornou-se viral. Pequenos e grandes, jogam e divertem-se a apanhar bichinhos virtuais. Se é algo que vai melhorar o mundo? Não, não é. Mas vai fazer mal? Também acredito que não.
É um jogo, joga quem quer e pouco mais há a dizer. (Sim, há questões sociologicas que podem ser abordadas em relação a isto mas não é o que quero abordar.)
Agora a minha grande questão é, qual o problema de algumas pessoas que destilam ódio, preconceito e snobismo relativamente a quem joga? 
O que move estas pessoas a catalogarem uma imensidão de diferentes pessoas, com diferentes características, unidas apenas por um certo jogo? 
E quem diz este jogo diz pessoas que usam imagens de bandeiras no facebook, pessoas que tiram selfies, pessoas que ouvem Justin Bieber ou Tony Carreira ou que leem livros água com açúcar. 

Não consigo perceber esta falta de tolerância em relação ao outro e aos seus gostos. Este histerismo assoberbado do "eu sou melhor que tu".  Esta forma triste de nos relacionarmos.

Este é mesmo o grande problema que identifico na nossa sociedade actual, a falta de empatia que nos leva a marginalizar uma brutal parte a sociedade que não se enquadra nos nossos preconceitos. A nossa falta de aceitação às diferenças entre iguais e a necessidade de nos sobrepormos aos outros.


Por meu lado, eu leio poetas russos como leio histórias do tio Patinhas. Aprecio Monet assim como Andy Warhol. Gosto de filmes europeus assim como as loucas obras de pancadaria do cinema americano. Ouço Bach como ouço Beyoncé. 
Isso torna-me foleira e inculta? Não meus caros, tona-me completa. 

Gostava mesmo que a tolerância se torna-se uma tendência. Seriamos tão mais felizes e leves.