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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Caça

Atenção. Há imagens que podem impressionar no fundo do post. 

Eu não sou contra a caça. Nunca cacei, jamais o faria, mas venho de uma família onde muita gente caça e entendo o propósito. Vão caçar para comer, mesmo que isso inclua uma vertente mais lúdica (?), mas todos os animais que comemos são mortos e na caça os animais são mortos mais rapidamente, sem o mínimo roçar de tortura que muitas vezes acontece nos matadouros. Não entendo a caça como desporto, nenhum desporto pode ter morte associada, no meu entender. Mas é uma actividade que nós, seres humanos, sempre fizemos e vamos continuar a fazê-lo. Para comer. 
É aqui que se coloca o enfoque. Aceito a caça no intuito de consumir totalmente o que se caça.

Não há animais de primeira e segunda. Todos os animais merecem o mesmo respeito e amor. No entanto, o choque de matarem uma galinha não é o mesmo de matarem um elefante. Simplesmente porque não comemos elefantes. Pelo menos uma grande maioria da humanidade não o faz. 
Por esta questão a caça furtiva me choca tanto. Assim como uma caça de elite, onde pessoas cheias de dinheiro caçam animais selvagens, muitas vezes espécies ameaçadas. 

Matar um leão para quê? Embalsamar para decorar a sala? O que leva um ser humano a matar um animal só por matar?
Visitar jardins zoológicos já é algo que me incomoda um pouco. Percebo o trabalho que muito deles fazem, percebo o encanto que as crianças sentem ao visita-los, mas entristece-me imenso ver os animais presos.
Safaris são apenas ridículos. A necessidade do ser humano se infiltrar no ambiente dos outros é inqualificável. Agora este tipo de actividade deixa-me só envergonhada e desiludida.

É triste. Tão triste.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Oscars 2017 - Filmes nomeados #1

A uma semana dos Oscars, a corrida para ver todos os filmes nomeados vai a todo o vapor.
Este é o primeiro de dois posts sobre os filmes nomeados, as minhas considerações e desilusões.
Sim, houve uma enorme!

Arrival

When mysterious spacecraft touch down across the globe, an elite team--lead by expert linguist Louise Banks (Amy Adams)--are brought together to investigate. As mankind teeters on the verge of global war, Banks and the team race against time for answers--and to find them, she will take a chance that could threaten her life, and quite possibly humanity.

O primeiro dos nomeados que vi, faz parte dos meus favoritos de 2016. Acho um filme mesmo muito bom, que saí da normalização do que são filmes com extraterrestres.
Amy Adams maravilhosa, como sempre.
Além de tudo, não é um dos meus favoritos à vitória.

Fences

Denzel Washington directed and stars in this adaptation of August Wilson's Pulitzer Prize-winning play, which centers on a black garbage collector named Troy Maxson in 1950s Pittsburgh. Bitter that baseball's color barrier was only broken after his own heyday in the Negro Leagues, Maxson is prone to taking out his frustrations on his loved ones. Both Washington and co-star Viola Davis won Tonys for their performances in the 2010 revival of the play. Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, and Mykelti Williamson round out the supporting cast.

Um dos meus favoritos! Há algumas criticas relativas à composição do filme, que quase parece uma peça, mas é uma obra de arte de Denzel Washington e Viola Davis, Que actores!
Os diálogos são maravilhosos, as interpretações fantásticas e uma história que nos prende e faz reflectir no decorrer do filme. Muito bom

Hacksaw Ridge

HACKSAW RIDGE is the extraordinary true story of Desmond Doss [Andrew Garfield] who, in Okinawa during the bloodiest battle of WWII, saved 75 men without firing or carrying a gun. He was the only American soldier in WWII to fight on the front lines without a weapon, as he believed that while the war was justified, killing was nevertheless wrong. As an army medic, he single-handedly evacuated the wounded from behind enemy lines, braved fire while tending to soldiers and was wounded by a grenade and hit by snipers. Doss was the first conscientious objector to ever earn the Congressional Medal of Honor.

Uma surpresa. Eu gosto de filmes de guerra. A dureza e violência também precisam ser vistas para sabermos o que não fazer mais. Mas este filme é mais que isso, é um filme de coragem e resiliência. De valores. 
Há momentos de violência que impressionam mas há também momentos belíssimos. 

Moonlight

The tender, heartbreaking story of a young man's struggle to find himself, told across three defining chapters in his life as he experiences the ecstasy, pain, and beauty of falling in love, while grappling with his own sexuality.

Vi o trailer e pus as minhas cartas todas neste filme. Maior desilusão. 
A premissa é maravilhosa, tinha tudo para ser o meu filme do ano, mas simplesmente ficou pelo caminho. 
Uma cronologia estranha, cenas forçadas e uma falta de força que não deixa dúvidas à desilusão. Queria tanto que fosse bom. 

Qual o vosso favorito?
Para a semana sai o post com os restantes filmes. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desilusões de 2016

Todos já nos queixamos como 2016 foi mau. Levou muitos génios (as minhas lágrimas ainda são purple), demasiados inocentes morreram e o amor andou pelas ruas da amargura com tantos divórcios. 

Houve muitas músicas e filmes maus. Muito maus. E séries. E é disso que vou falar. 
Houve desilusões imensas e hoje vou falar das minhas duas maiores desilusões do ano que ainda agora acabou.

Eu cresci a ver Gilmore Girls. Comprei temporadas que devorei e revi vezes sem conta. Adorava os diálogos, as personagens, a dinâmica da série e aquela cidadezinha de sonho. 
A Lorelai tinha o meu coração mas de quem eu gostava mesmo era da Rory. Tão equilibrada num meio que tinha tudo para dar errado. Toda a sua personalidade e equilíbrio faziam as minhas delicias. 
Quando surgiram os boatos do regresso da série foi uma felicidade imensa. Estava tão animada que levei as expectativas ao limite. E correu mal.
Detestei tanto este A year in the Life! Nada me pareceu correcto. Não me identifiquei com nada.
Era esperado que uma série que acabou à sete anos também ela evolui-se com o seu público e hoje apresentasse um produto também ele actual, sem deixar a sua raiz. Mas não foi o que aconteceu. A série não evoluiu e pior, acabou com aquilo que estava tão bem. 
Que Rory é aquela? Que pessoa se tornou? 
Mau demais. A quebra de um sonho.

Não achando que seja um livro de referência, Me Before You é um bom livro, para quem gosta do género. Faz-nos sentir, pessoalmente das coisas que mais valorizo num livro. As personagens são bem construídas e a história é um bom entretenimento. 
Quando a Mãe dos Dragões foi apontada como a actriz a interpretar a personagem Lou, achei uma excelente ideia. Tirá-la de uma personagem tão forte como a que interpreta em GoT e dar-lhe uma personagem engraçada e fora da caixa como Lou tinha tudo para dar bem. E deu. Mas foi a única coisa no filme que deu certo. 
O filme foi mau. A personagem de Will foi ainda pior para não falar do actor. 
Para quem leu o livro e esperou pelo filme, foi uma desilusão imensa. 
Para mim, das piores adaptações do ano. Mas mais uma vez, talvez pelas expectativas que tinha.

E por aí, qual a maior desilusão?