sábado, 16 de junho de 2018

O que li durante a semana

Ronaldo entrou a matar e este Portugal promete 

Não podia começar por outro sitio. Foi um bom jogo, Portugal ainda com algumas arestas para limar mas isto promete.   

É preciso ler este artigo sobre o jogo de ontem.

 

Why Everyone You Know Is Boycotting Kat Von D Beauty Products

Os produtos dela são óptimos. Estamos em 2018. Somos todos livres. Mas há coisas que são só estúpidas. Para sermos evoluídos não precisamos de virar as costas a tudo o que como humanidade conquistamos e isso incluí vacinas que nos protegem pessoal e colectivamente.

 

13 Women Tell Their Period Stories

  Há coisas que precisam de ser agitadas e sobretudo, discutidas e faladas sem tabus. Uma dessas coisas é a menstruação. Todas temos, todas nos queixamos e temos de falar dela. 


This Burrowing Clam Is Not Boring. It Uses Acid to Make Its Home.

A Natureza é maravilhosa. E a beleza deste bicho?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Muito mais que vida ou morte

"Some people believe football is a matter of life and death. I am very disappointed with that attitude. I can assure you it is much, much more important than that." Bill Shankly

 

Começou ontem mais um mundial de futebol. O primeiro que entramos com a pujança de campeões. Para quem ama o jogo, estes Verões de mundiais e europeus são um presente. Se os nossos clubes nos separam, dividem por cores e princípios, as selecções juntam-nos. Tornam-nos num só. E isso nunca deixa de me comover.

Já sofri muito pela selecção. Já chorei muito. É verdade e não o escondo. Já tive as minhas expectativas esmagadas e os meus sonhos desfraldados. Como adepta de futebol, o Euro 2016 foi um sonho tornado realidade. Como adepta, um dos dias mais felizes da minha vida. Consigo lembrar-me exactamente da sensação ao ouvir o apito final e por fim ver Portugal ganhar o Europeu. Os telefonemas, as lágrimas os gritos. O calor e felicidade na rua. O Marquês pintado de vermelho e verde. O hino cantado com toda a emoção. A chegada dos jogadores. Foram dias incríveis.

Na Rússia não vai ser fácil. Mas como sempre, eu acredito. Acredito na nossa força e empenho e acredito na nossa vontade indestrutível. E como disse o nosso capitão, se perdermos que se foda. Porque até 2018 vamos ser os campeões. 

Que comecem os jogos.Vai equipa!!!

 

 


 

 

sábado, 9 de junho de 2018

Não é para os fracos

Falar em depressão é falar de estigma e incompreensão. De vergonha e desespero. É, na maioria do tempo, nem falar. Esconder e reprimir.
Depois das notícias desta semana dos suicídios de duas celebridades doentes de depressão, ainda me estou a recuperar da perda do Anthony Bourdain, fica ainda mais importante falar nisso. Falar dela. Dominar o monstro.

Sempre fui condescendente com a depressão. Não podia ser assim tão insuportável, afinal acredito que fazemos a nossa própria felicidade. Até que ela bateu à minha porta. Melhor, arrombou a porta e entrou sem ser convidada.
A braços com a descoberta da Poc, a depressão veio extremar ainda mais uma situação por ela tão difícil. Tornou-me uma sombra. Mas ninguém a conseguia ver.
Porque a depressão é invisível ao olho alheio. Continuamos a trabalhar, a estudar, a fazer o mundo girar. Mas por dentro não passamos de fantasmas sem rumo e alento.
A depressão afastou-me do mundo. Afastou-me de amigos, de actividades que me davam tanto prazer. Por anos afastou-me da minha vida.  Tudo isto enquanto a tratava.
Sim, porque a depressão não é uma constipação. Não passa de um dia para o outro. Aliás, acredito que é uma doença latente. Que fica à espera do melhor momento para voltar e cabe a nós fazê-la recuar.

A depressão não é intratável. Não deve ser fatal. O que precisa é ser compreendida e assumida. Por nós mas sobretudo pelo mundo. É preciso falar dela. Assumir sem medos e levá-la à normalização. Só assim vamos conseguir evitar tanto desespero e sofrimento.
A terapia é precisa. A medicação uma opção. Mas a compreensão é fundamental.
E acima de tudo percebermos que não estamos sozinhos nesta luta. A depressão pode ser combatida e vencida. Mas a luta solitária é demasiado difícil.

Assim, para quem desse lado está a lutar com ela, peçam ajuda. Não é para os fracos pedir ajuda, é para os corajosos que querem viver. É viver bem.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

É preciso saber parar


Depois de dois meses, aqui estou eu. Agora sim, seguro e confiante que consigo andar para a frente.
Este ano foi o maior desafio da minha vida e de alguma forma não me estava a dar espaço para sentir. Então parei. Concentrei-me em mim e evoluí. 
Hoje estou num lugar melhor. Mais focada e centrada no que realmente importa. Livre para voltar às coisas que me fazem um pouquinho mais feliz.
Assim só me resta dizer, olá pessoas!

terça-feira, 27 de março de 2018

Série da Semana, La Casa de Papel

Não há série que se fale mais no momento que a La Casa de Papel e se ainda não viram parem de ler. Pode conter spoilers.


Quando comecei a ouvir falar da série não fui a correr ver. Estava até um pouco reticente porque tenho tanta coisa na lista que não queria acrescentar mais nada. Mas o Eddie queria ver então lá me deixei levar. E viciei. 
Só descansei quando vi o último episódio e posso dizer que não me lembro de me sentir tão frustrada com uma série em muito tempo.

A história é boa, tem personagens incríveis e uma dinâmica muito estimulante mas tem outros personagens tão maus que chegam a ser ridículos e umas cenas tão previsíveis que nos fazem querer apagar a tv e gritar com a parede. Tirando que a série é toda narrada por uma das piores personagens da história da tv. Entre a Tóquio e a Inspectora Raquel nem um pacote de xanax dava para acalmar os meus nervos. Que personagens são estas?
Sim, a Raquel vai mesmo namoriscar no meio do maior assalto da história de Espanha e a Tóquio consegue entrar de mota dentro da "Casa" sem levar um único tiro quando 50 polícias disparam. 
Sério?

Tirando alguns erros grosseiros e algumas incongruências, a série é viciante. Levanta questões pertinentes, faz os anti-heróis ganharem o nosso coração, tem detalhes deliciosos e tem, também, algumas personagens maravilhosas. Berlim e Nairóbi são, de longe, os meus favoritos. Ele pela complexidade e ela pela maturidade. 

É uma série que vale a pena mas que não vai agradar por completo. 

Quem já viu? Qual a vossa personagem favorita?

quinta-feira, 22 de março de 2018

Tirar um tempo

Desapareci. 
Estava a precisar por as coisas no lugar. Estabelecer metas e prioridades e sobretudo respirar. 
Quando a nossa vida muda de uma forma tão imediata mas definitiva muitas vezes não nos apercebemos, até meses mais tarde, que estamos a reter a respiração e a canalizar tudo para o sítio errado.
Eu não me estava a permitir sentir. Não estava a viver realmente.

Então tirei um tempo. 
Chorei muito. Deprimi imenso. Mas também sorri e gargalhei. Recordei coisas boas e talvez tenha começado, finalmente, a fazer o meu luto. 
Sinto-me um pouco mais leve, um pouco mais viva.

E agora estou aqui. De volta. 


sexta-feira, 9 de março de 2018

O meu primeiro emprego

Todos já passamos pela experiência desafiadora do primeiro emprego. 
Se muitos só começam a trabalhar após concluir os estudos e outros tantos têm de conciliar estudos e trabalho para fazer face às despesas da vida, eu tive a felicidade de começar a trabalhar porque quis. 

Felizmente, os meus pais sempre me proporcionaram uma vida bastante confortável e nunca exigiram que trabalhasse, como tantos pais exigem. Claro que tinha as minhas tarefas em casa, mas trabalhar fora para ajudar nas minhas despesas nunca foi uma necessidade.
No entanto, no Verão de 2005 decidi arranjar um trabalho. Porquê? Eu gostava de ter uma razão nobre mas a verdade é que queria ir de férias e achei que não tinha de pedir dinheiro aos meus pais. E sendo que passava o meu Verão na praia e o trabalho era mesmo junto à praia, era apenas juntar o útil ao agradável.

O meu primeiro trabalho foi assim, servir às mesas numa pizzaria de praia. 
Tenho tantas recordações incríveis. Além de trabalhar com amigos, o serviço era exigente e o patrão não era a pessoa mais afável mas mesmo assim lembro-me com imenso carinho destes tempos.
Entre pizzas e bebidas, mergulhos e areia no pé, foram três Verões que passei neste trabalho. Não ganhava nada de especial, mas como já disse, toda a conjuntura em volta era o que mais me motivava. 
Lembro-me que o início do dia de trabalho consistia em uma viagem de bicicleta para a praia, onde começava a trabalhar às 9h. Servia imensos pequenos-almoços e por volta das 11h começávamos a arrumar tudo para servir os almoços e às 16h era altura de tirar o uniforme, uma t-shirt pavorosa, vestir o bikini e mergulhar no mar. 
O dia que mais me custava era o domingo, uma vez que tenho um entrave mental de trabalhar ao domingo e então, os meus maravilhosos pais, tinham sempre um mimo para mim quando chegava a casa. (Sim, era recompensada de fazer algo tão normal como trabalhar. Sim, fui muito mimada e amada pelos meus pais. Mas aparentemente isso não me estragou nem acho que o mundo me deva nada. )

Posso dizer, sem dúvidas, que foi a melhor opção que já tomei. Além de desenvolver responsabilidade e aprender coisas novas num mundo que desconhecia, tive oportunidade de sentir o peso do trabalho e do dinheiro. 
O meu primeiro ordenado foi integralmente gasto num jantar com os meus pais e uns ténis. Nunca mais me esqueço da cara dos meus pais quando disse que eu pagava a conta. Foi orgulho. Orgulho de perceberem que eu tinha aprendido o que eles tão bem me ensinaram. Tudo tem de ser partilhado para saber melhor. 
E no final, eles ajudaram a pagar as férias. Mas as lições foram aprendidas. 

Qual a vossa memória do primeiro emprego? Começaram cedo ou tarde a trabalhar? 

terça-feira, 6 de março de 2018

Eu, Nádia Sofia, me confesso.

Quando uma mulher engravida, além de todas as coisas inerentes, o futuro nome é uma grande questão.
Todos nós temos uma ideia de qual nome queremos dar aos nossos filhos, quando e se os tivermos. Pode ser em homenagem a alguém, por gosto ou por moda. No entanto, muitas vezes, esquecemos que esse nome fica com a pessoa para sempre. Sempre!

Os meus pais tinham dois nomes, cada um mais horrível que o outro. Isto antes de eu ser sequer feita, o meu pai gostava do nome Elita e a minha mãe do nome Branca Flor. Tenso!
Mas quando a minha mãe engravidou, um discernimento muito necessário assolou-se deles e puseram estas pérolas de lado e chegaram ao nome Nádia. 
Nádia é um nome muito dos anos 80 e quase todos sugiram da mesma fonte. Ambos os meus pais gostavam de ginástica e a maravilhosa Nadia Comăneci foi a influência do meu nome. 
Nada mau ter o nome do primeiro perfect 10.0 a influenciar o meu nome.

Eu adoro o nome Nádia. Acho-o forte, com personalidade e identidade. É um nome que se adequa imenso a mim.
Mas depois, os meus queridos pais arruinaram tudo. Atenção, eu gosto de Sofia. Acho um nome bonito e era capaz de chamar Sofia a uma filha. No entanto, mais uma vez os anos 80 a fazerem estragos, para quê o segundo nome? Para quê o Nádia Sofia?
O Sofia é um um corpo morto no meu nome. Não uso, não me identifico, não sou. A única pessoa que o usa é o Eddie para me atazanar e os meus pais durante a infância/adolescência para me aterrorizar quando fazia asneiras. Para mais nada. Nunca!

Devo confessar que chego a estremecer quando tenho de dizer o nome completo e muitas vezes utilizo um simples S. para não colocar a tristeza da combinação que os meus pais arranjaram. Não gosto mesmo.

Alguém se identifica? Muitas pessoas traumatizadas com as escolhas dos seus pais?

domingo, 4 de março de 2018

Oscars 2018 - Filmes nomeados #3

A poucas horas da entrega dos prémios, ficam aqui os últimos filmes nomeados. Podem ver a minha opinião sobre os restantes aqui e aqui

Call Me By Yout Name 

It's the summer of 1983 in the north of Italy, and Elio Perlman, a precocious 17- year-old American-Italian, spends his days in his family's 17th century villa transcribing and playing classical music, reading, and flirting with his friend Marzia. Elio enjoys a close relationship with his father, an eminent professor specializing in Greco-Roman culture, and his mother Annella, a translator, who favor him with the fruits of high culture in a setting that overflows with natural delights. While Elio's sophistication and intellectual gifts suggest he is already a fully-fledged adult, there is much that yet remains innocent and unformed about him, particularly about matters of the heart. One day, Oliver, a charming American scholar working on his doctorate, arrives as the annual summer intern tasked with helping Elio's father. Amid the sun-drenched splendor of the setting, Elio and Oliver discover the heady beauty of awakening desire over the course of a summer that will alter their lives forever.

Simplesmente, adorei este filme. É uma história envolvente, personagens muito densas e uma verdadeira lição de vida. Além de me enamorar pela filme fiquei com vontade de embarcar para Itália amanhã. Para finalizar, este é um dos melhores monólogos que vi nos últimos anos. 

“In my place, most parents would hope the whole thing goes away, or pray that their sons land on their feet soon enough,” Mr. Perlman says. “But I am not such a parent. In your place, if there is pain, nurse it, and if there is a flame, don’t snuff it out, don’t be brutal with it. Withdrawal can be a terrible thing when it keeps us awake at night, and watching others forget us sooner than we’d want to be forgotten is no better. We rip out so much of ourselves to be cured of things faster than we should that we go bankrupt by the age of 30 and have less to offer each time we start with someone new. But to feel nothing so as not to feel anything—what a waste!”

Phantom Thread

Set in 1950's London, Reynolds Woodcock is a renowned dressmaker whose fastidious life is disrupted by a young, strong-willed woman, Alma, who becomes his muse and lover.

Daniel Day-Lewis é um dos grandes e o seu papel foi brilhante. A história é envolvente mas eu, além de gostar de filmes que me deixem perdida, não gosto de filmes que me deixam em branco. E este deixou-me. Normalmente no fim de cada filme a minha cabeça viaja por hipóteses e novos caminhos mas após ver este filme a única coisa que consigo dizer é que os actores foram magníficos mas a história não me chega. Não me comove, não me transforma, não me emociona. Nada. 

Agora com todos os filmes nomeados para o grande prémio vistos, e mais alguns que também estão nomeados, vamos às apostas.
Para mim The Shape of Water é o melhor filme, seguido por Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Call Me By Your Name. Gary Oldman leva o melhor actor e Frances McDormand leva o de melhor atriz. Sam Rockwell e Allison Janney ganham os actores secundários.
E para finalizar o melhor filme de animação vai para Coco, que é fofinho, fofinho. 
As restantes categorias deixo para quem percebe da coisa.

Quais as vossas apostas? Viram todos os nomeados?