sábado, 20 de fevereiro de 2016

O que li durante a semana #1

Não é uma novidade, muita gente o faz, mas a partir deste sábado vou começar a partilhar as noticias que mais gostei de ler durante a semana. Noticias que acho interessantes e que acredito que merecem ser lidas por mais pessoas.
Espero que gostem.

Gosto muito dos documentários do Michael Moore, acho que faz uma abordagem interessante aos assuntos que retrata. Vi o Bowling for Columbine há alguns anos e na altura pesquisei mais sobre o assunto. Os massacres nas escolas nos Estados Unidos, são, infelizmente, mais comuns do que gostaríamos e este em particular, pelo numero de vitimas, é aterrador.
Agora é a mãe de um dos atirados que vem contar a sua história. A entrevista é muito interessante, muitas vezes somos levados a culpabilizar os pais pelos erros dos filhos e aqui é-nos mostrado o outro lado do sofrimento. 
Ora aqui está uma noticia de uma actualidade extrema. Quais os limites da liberdade pessoal e uma investigação policial? Cruzam-se? Sobrepõem-se?

Infelizmente, em pleno século XXI, as batalhas raciais continuam. Isto é muito mais profundo do que aparentemente parece e vai muito interessante ver o decorrer desta "luta". 

E a Nike continua a contratar bad guys. Este nem desculpa tem, é apenas idiota.

Assustador. Sem muita noção, consumimos bebidas/comidas com índices de açúcar ridículos. Vejam a lista e assustem-se. 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O feminismo está na moda.

O feminismo está na moda. Hoje, meninas de 14/15 anos afirmam-se como feministas e nada me deixa mais feliz e esperançosa. Mas há sempre o reverso, a verdade escondia.
Na semana passada saíram estudos da Universidade de Coimbra que concluem que a violência no namoro está a aumentar em Portugal.
É verdade que isto acontece porque a legislação mudou à pouco tempo e hoje são contabilizadas queixas que anteriormente não faziam parte da estatística, mas o que é certo é que as mesmas meninas que se afirmam feministas continuam a apanhar, este é o termo, dos namorados homens, que continuam a ser os maiores agressores.
E porque é que isto acontece? Simples, porque continuamos a evoluir como uma sociedade patriarcal, completamente misógina, onde somos ainda o sexo fraco. 
Não há, nem neste país nem em nenhum que eu conheça, um esforço sério das entidades competentes e com poder fazerem alguma coisa para mudar a realidade.
Porque a violência esta intimamente ligada à subjugação moral das mulheres. Porque esta sociedade à qual nós pertencemos faz-nos acreditar que o nosso papel está há muito moldado e nós, mulheres temos de nos adaptar ao molde qualquer que seja a nossa forma. 
E o mais perigoso de tudo, é que nós, mulheres, somos usadas como agentes de limitação, umas relativamente às outras. 

Não acho de todo que as mulheres são um ser mais especial que o homem. Acho que somos iguais. Com particularidades, mas igualmente necessitados de respeito, amor e compreensão. 
Logo, essa grande treta de ser feminista é inferiorizar homens está, na premissa, errada.
Também não acho que somos todas dádivas da natureza. Há mulheres que são apenas maus seres humanos.
E também não sou daquelas que anda com um cartaz a dizer-se feminista O que eu faço é pô-lo na prática. 
É levantar a minha voz para defender alguma mulher mesmo que não goste dela. É ensinar aos pequenos seres que me rodeiam que meninos e meninas são iguais. É impor-me quando alguém mais reticente aos meus princípios me tenta subjugar. É não chamar cabra e puta a uma mulher só porque sim. É não julgar uma mulher apenas pelo que veste.

E isto é difícil. É difícil porque desde que nasci a sociedade me ensinou o contrário. 

E a sociedade ensinou-me também que, posso não admitir levar uma chapada, mas sair de casa com a uma roupa que o meu marido não gosta é proibido. Ou que impor a minha opinião, contrária à do meu namorado, vai fazer com os demais o diminuam como homem, logo não o posso fazer. 
Portanto, a violência e o feminismo estão ligados. Ligados por laços de agressão e medo, que faz com que nós mulheres, continuemos a não ter força para dizer basta. 

E a solução nem é assim tão difícil. Basta entendermos uma vez por todas que, a partir do momento que dizemos frases como "ela até mereceu" ou "não tenho nada a ver com o assunto", estamos um passo mais próximas de nos tornarmos o inimigo. Aquele que nos cala, bate e assusta. E por vezes não é o homem, somos nós mesmas. 

Sejam feministas, mas sejam-no de verdade. 


(Desabafo depois de escutar na mesma conversa, a mesma pessoa, a auto proclamar-se feminista e na frase a seguir dizer que uma amiga que levou uma tareia do namorado mereceu porque foi vestida à puta (seja lá o que isso for) a uma festa) 



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sozinha...

... Sem os meus amados Converse. 

A minha casa não é pequena para duas pessoas normais. Mas eu não sou uma pessoa normal. Tenho demasiadas coisas e assim o espaço tende a escassear. Assim, a minha estratégia é armazenar muitas coisas na casa dos meus pais. Eles não moram perto, mas como vou lá pelo menos uma vez por mês e os meus pais vêm a Lisboa algumas vezes por mês, não há problema,
No Verão, levo as malhas mais pesadas e sobretudos e no Inverno, os milhões de tecidos coloridos e esvoaçantes que compõe o meu guarda-roupa de Verão.

Como não sou a melhor pessoa a desfazer-me das minhas coisas, a minha mãe, que me conhece como a palma da sua mão, por vezes faz uma triagem rigorosa daquilo que terá de ir para doar porque simplesmente já não uso.
Nunca, mas nunca, houve um caso que se tenha desfeito de algo que eu realmente queria. Até agora,
Na minha ultima visita, quando fui procurar os meus antigos All Stars, três pares velhinhos mas maravilhosos, que queria trazer de volta, não estavam lá. 
Sinceramente, os brancos já estavam na hora de ser despachados, mas os pretos e os vermelhos agora é que estavam perfeitos. Não, não estavam nem rotos nem sujos, estava gastos mas bem tratados. Mas não aos olhos da minha mãe. Assim, no alto da sua sabedoria, mandou os brancos para o lixo e doou os outros dois. 

A minha cara com a descoberta deve ter sido tal que prontamente se propôs a comprar-me uns novos, oferta que teve uma chorosa resposta - "Mas eu quero os meus, mãe"-. 

E assim, fiquei sozinha sem nenhum par de Converse All Star. 
A vida pode ser muito injusta.

O meu sofá de sonho.

Eu tenho um óptimo sofá. Grande, confortável, fofo. O sonho de consumo de muita gente e estou agradecida de o poder ter, mas a verdade é que o meu sonho é ter outro sofá.

O meu sofá verde de veludo.

Desde miúda, sempre gostei de verde esmeralda. É umas das cores que mais gosto e foi a cor do meu vestido do baile de finalistas. Acho uma cor atraente, viva e cheia de energia.
O veludo é um tecido rico, agradável ao toque. Juntamos as duas características e temos o meu sonho.

Acho que bem enquadrado e acompanhado, transforma qualquer ambiente e aumenta a sofisticação do local. 
Para dizer sinceramente, podia mudar a minha sala precisamente como a primeira imagem e ficava feliz. Muito a minha cara.

E por aí, que peça de decoração e mobiliário faz parte dos vossos sonhos?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Muito Estilo #1 - Victoria Beckham

Fez parte da girls band mais famosa do mundo. É casada com um dos homens mais cobiçados do mundo. É uma estilista em ascensão. 
Se há estilo que eu amo é dela. Victoria Beckham teve uma evolução de estilo para lá de maravilhosa. 
Depois de looks marcantes que protagonizou ao lado do marido (ninguém se esquece daquele look inteiramente de cabedal pavoroso), a verdade é que Victoria consegui encontrar o seu caminho e protagonizar alguns dos looks que mais gosto nos últimos anos. 

Goste-se ou não da personalidade, a mulher sabe-se vestir!




Como designer, também aprecio muito as suas peças. São, claro, muito ao estilo de Victoria. Aqui ficam algumas peças que não me importava que viessem cá para casa. 




Apreciam ou nem por isso?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quando a ajuda não chega...

Ontem à noite, estava a fazer zapping e deparei-me em todos os canais de noticias, as buscas na praia da Caxias. Duas crianças, uma já falecida e uma perdida naquele mar revolto.

Hoje, depois de voltar a ver as noticias, chegam uma serie de informações macabras, que não apuradas como fidedignas, deixam antever um quadro de horror.
Violência doméstica, suspeitas de abuso de menores, as acusações vão-se acumulando. Mas o mais chocante será sempre as mortes de dois seres inocentes.

Sendo ou não verdade as acusações, estas foram feitas e os nossos serviços tinham conhecimento. Há, alguns técnicos neste país que sabiam da situação destas crianças. Sem querer jamais imputar culpas, é preciso agilizar e mudar os nossos sistemas de protecção de menores.

Há casos gravíssimos, onde pessoas adultas que não têm qualquer consciência e sensibilidade para tratar crianças e é preciso agir, é preciso ajudar estas crianças porque, se os país não são capazes de as cuidar e amar, alguém tem de o fazer. 

Qualquer que seja o desfecho deste caso, sejam verdade ou não as notícias, a minha mais sincera opinião é que isto não pode continuar a acontecer. Alguém tem de erguer a voz e lutar pelas nossas crianças, os únicos seres que precisam ser protegidos porque não o conseguem fazer sozinhos. 

Lasting Finish Lipsitck Nude Collection - Rimmel London

Como mostrei anteriormente, nas promoções da Primor comprei o Lasting finish lipsitck nude collection da Rimmel London, no nº 045. 
A verdade é que nunca tinha experimentado nenhum batom desta linha e estava curiosa, com a promoção deu-se a oportunidade. 

Esta colecção foi lançada em Julho do ano passado, e tem 5 tons distintos:
040 Pale Nude
042 Apricot Nude
043 Tan Nude
045 Rose Nude
048 Dark Nude

Comprei o 045 porque foi o que mais me seduziu, no entanto quero muito testar o nº 042. Podem ver as cores aqui. 

Além da embalagem, que é adorável, o batom tem um cheiro doce maravilhoso.
É cremoso, não cria gretas nos lábios e há um tom nude para cada tom de pele.
A durabilidade é bastante boa e aplicação muito fácil.
É o famoso my lips but better. 

É sem dúvida um batom a manter. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Looks da semana

Esta semana vai ser agitada, assim fiz uma agenda de looks para partilhar o que será a minha semana. 

Segunda-feira

Muita correria então é melhor optar por sapatos rasos. Claro que é conjugado com uns collants intensos para combater o frio intenso que se faz sentir. 

Terça-feira


Comprei um casacão neste tom o Inverno passado e não o usei muito nessa altura. Pelo contrário este ano é uma das minhas cores favoritas. Fica bem com uma paleta de cores imensa e sai fora das cores cliché.

Quarta-feira

Dia de fazer compras para casa e resolver problemas práticos, segundo a agenda.

Quinta-feira

Na altura de Natal comprei um vestido muito idêntico a este. Acho-o maravilhoso e muito feminino. Hoje para além das voltas normais será dia de ir ao cinema com o E.

Sexta-feira

Jantar e copos para festejar o fim-de-semana.

Um mundo diferente

Quando sais da tua bolha, quando te propões a ver o mundo algo dentro de ti muda.
Nas viagens que já fiz já vi imensa coisa diferente que me fez mudar a minha forma de ver as coisas. Por isso é que viajar é tão importante.

Uma das mais marcantes viagens que fiz foi a Angola. Era um sonho antigo, muito desejado que mudou completamente a minha forma de encarar o mundo. 
Nós, europeus, temos um conceito de pobreza muito distante do que é a pobreza real, a pobreza que te subnutre o corpo e te colhe a alma. 
Em Angola vi mundos muito diferentes. Vi a pobreza mais extrema que já presenciei e a riqueza mais luxuosa que vivi. 

Nunca mais me esquecerei do momento que sai de um restaurante, depois de uma refeição repleta de marisco e regada de bom vinho, e vi um pequeno menino, não mais de três anos e a pedir para limpar os sapatos de um dos membros do nosso grupo. Sujo, roto, mas a sorrir.
Foi um momento tão chocante, tão revelador, tão transformador. 
Percebi a olhar para aquela criança que a forma como valorizava algumas coisas era apenas ignorante, percebi a olhar para aquela criança que o mundo onde vivo é não é o mundo que sonhei viver. E sobretudo, percebi a olhar para aquela criança que se não agirmos nada vai mudar, nunca. 

Foto tirada em Angola em Fevereiro de 2013.