quarta-feira, 24 de junho de 2015

Diário de uma perseguição #2

A depressão não se manifesta apenas interiormente. Há os sintomas, internos, pesados e inimagináveis, mas esses não os vemos ao espelho. São os piores é verdade, os mais difíceis de cuidar e tratar. Mas existem também os sinais externos, as mudanças que assistimos e que nos dão dicas que algo não está bem, mesmo quando não queremos ver.
Quando ela me bateu à porta, eu estava num estado emocional muito particular, logo os sinais exteriores foram os que me indicaram que, possivelmente, havia mais do que eu já sabia. Além de eu recusar vê-los.  
É bom referir que o nosso corpo reage quando algo não está bem, e o meu reagiu muito. 

Queda de cabelo. Eu tenho dermatite seborreica (que falarei noutra ocasião) por isso, queda de cabelo é algo a que estou habituada, mas nesta altura foi algo assustador. A quantidade de cabelo que caiu deixou-me com peladas no couro cabeludo, que nenhum shampoo ou ampola conseguiu tratar.

Queda de pestanas. Sim, as minhas pestanas caíram, ficando com falhas enormes, tanto superior como inferiormente. Neste tempo deixei completamente de utilizar maquilhagem, uma vez que era uma tortura retirá-la e ver as pestanas a virem junto. 

Unhas quebradiças e baças. Sempre tive unhas fortes e compridas. Eram daquelas unhas que toda a gente cobiçava. No momento em que interiormente quebrei, as unhas quebraram junto. Até à pouco tempo não conseguia que crescessem muito, pois ficaram bastante fracas e com algumas falhas no crescimento natural.

Caroços no pescoço. Isto foi assustador. No lado direito do meu pescoço, desenvolveram-se imensos caroços. Com vários diâmetros e disposições. Eram tantos que usar colares mais pesados ou uma gola mais apertada interferia e criava mau estar. Felizmente, não passou de um susto, uma vez que os exames comprovaram que não era nada grave.

Perda de peso. Eu não deixei de comer, aliás, naquele período era a única coisa que conseguia fazer normalmente, mas perdi peso. O suficiente para a roupa ficar larga e as pessoas notarem. Perder peso sem razão aparente nunca é bom sinal, mas nós mulheres, tendemos a desprezar este sinal porque nos agrada perder aqueles 2/3 kg, no entanto é bastante importante. O nosso corpo reage ao choque interno e envia-nos sinais. Se os virmos a tempo, imensas doenças podem ser previamente tratadas, como é o caso da depressão. 

Acne. Não tinha borbulhinhas na cara desde a adolescência. Neste período, lá apareceram de novo. Pequenas, feias e inconvenientes. Quer dizer, tudo o que eu não precisava neste período era sentir-me, para além de tudo, feia, mas elas não perdoaram. 


Todos estes sintomas apareceram, eu podia vê-los e mesmo assim, nos primeiros tempos não lhes liguei. Apenas quando o sufoco era tão grande pedi ajuda. Ao contrario da doença que originou a depressão, com esta agi tarde porque me recusei a olhar. Não quer dizer que não tivesse depressão na mesma, ela já lá estava, mas quanto mais cedo olharmos para nós e assumirmos que algo não está bem, independentemente do que seja, mais fácil é conseguirmos a resolução. 
A depressão existe. Não é moda, não é desculpa. É algo que nos colhe aos pouquinhos, mas que felizmente, também pode ser colhida. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Quando não circula quem sofre sou eu.

Má circulação. Dilema da minha vida!

Tenho má circulação hereditária, que por si só já é um problema, mas juntando os dias de preguiça de movimentar o corpo, piora!
No Inverno, tenho pés e mãos de cadáver. Não conheço ninguém que tenha as mãos e os pés mais frios do que eu, no Inverno. É terrível, porque não há luvas e meias que resultem. 
Agora no Verão a situação é inversa. As pernas pesadas são verdadeiramente o terror do meu Verão. Se no tempo mais frio consigo contornar a situação com água quente, aquecedor e muita malha, com o aquecimento da temperatura as soluções escasseiam. 
Essencialmente o problema centra-se nas pernas e pés. Incham, aquecem, perdem sensibilidade, dando a sensação de pesos mortos, que incomodam bastante. Para não falar nas varizes que vão fazendo o seu caminho, tendo com 25 anos, diversas veias dilatadas nas pernas. 
Mas, como para tudo há solução, vou deixar aqui algumas dicas de como atenuo estes sintomas.

Durmo sempre com uma almofada a elevar os pés. Nem sempre é confortável e invariavelmente é chutada da cama a meio da noite, mas não consigo adormecer de outra forma. Tenho uma almofada de memory foam, que comprei na Primark por €15, que resulta na perfeição, uma vez que sendo o material mais duro, não há o problema dos pés desceram da altura recomendada. 

Comprimidos antistax. Para deixar as pernas mais leves, os comprimidos têm o ativo de Vitis vinifera L, que promove a regular circulação venosa. Estes comprimidos encontram-se em qualquer farmácia, e vendem-se em caixas de 30 unidades. A recomendação é a toma durante 6 semanas. 
São uma grande ajuda. Já os tomei em Verões passados e realmente fazem diferença.
Como refere a bula, não é recomendado a grávidas e lactantes, assim como a crianças. Não engorda.

Meias de compressão e meias de descanso. Não são a mesma coisa. 

As meias de compressão reduzem o diâmetro das veias dilatadas, fazendo com que o sangue volte a circular normalmente. São receitada pelo medico, que convenientemente recomenda o grau de compressão indicada. Existem quatro graus distintos, com densidade da malha diferente. Para o grau I, que são as que eu tenho, o grau de compressão é de 18-21 mmHg, sendo essencialmente para prevenção e primeiros cuidados, uma vez que os sintomas ainda não são muito graves. Ao contrario do que se diz, as meias de compressão não são desconfortáveis, se bem indicadas. Claro que preferia de não ter de as vestir no verão, com calor, mas sinto-me bem com elas e os resultados são surpreendentes. Não as uso durante todo o dia, mas quando chego a casa visto-as até à hora de deitar e é realmente determinante no meu conforto. 
As meias de compressão são mais caras, e só devem ser adquiridas se o médico indicar
Para quem as usa e necessita, são um verdadeiro alivio. 

As meias de descanso têm graus de espessura de 70 a 140. São muito mais maleáveis e finas que as meias de compressão, sendo recomendadas para pessoas com sintomas de má circulação, mas sem incidentes venosos. 
Tenho algumas destas e uso-as principalmente no inverno, uma vez que passam muito bem por meias normais. 

Gel Frio bonté. Este é um daqueles produtos que nunca falta cá em casa. Um gel de efeito gelado, que quando em contacto com a pele dá uma imediata sensação de alívio e refrescamento. Existem muitas marcas com produtos semelhantes, no entanto este para mim é o melhor em termos de custo/beneficio. É do Dia/Minipreço e é uma arma muito importante no combate as pernas pesadas. 


Chá. O chá é uma ótima fonte de hidratação e dependendo da sua base, é também uma arma contra a má circulação. Chá de dente-de-leão, chá de camomila, chá de alecrim e cavalinha, são alguns dos exemplos de chás que podem ajudar no alivio dos sintomas. 

Caminhada. Talvez a mais importante. O exercício é uma das maiores recomendações para quem sofre de má circulação. Não é necessário serem desportos rigorosos ou de grande intensidade, uma simples caminhada diária ajuda a atenuar os sintomas e a alcançar o bem-estar. 


Claro que é bom não esquecer a alimentação regrada e variada, o combate ao sedentarismo e à obesidade, assim como o álcool e o tabaco, inimigos não só da circulação mas sobretudo da nossa saúde.. 


Comprimidos antistax - €12,25
Gel frio bonté - €2,99








sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vontade de Sexta - Feira #2

Ficava tão bem cá em casa. 


Coluna Bluetooth Marshall Stanmore, 399,95, Apple Store

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cabelos de Verão

Uma das coisa que mais gosto no Verão é a informalidade que o calor nos dá. Podemos entrançar, torcer e ondular os cabelos, sem que pareça demasiado casual. 
Ficam alguns exemplos de penteados para alegrar este Verão.


*imagens do pinterest

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Diário de uma perseguição #1

Desde que me lembro, sempre fui uma daquelas pessoas que achava que a depressão era coisa de pessoas desocupadas e frágeis. Mal informada e até preconceituosa, sempre acreditei que só tinha depressão quem queria e não era forte o bastante para enfrentar os problemas. Até que foi à minha porta que ela bateu. 

A depressão não veio sozinha. Quando à cerca de dois anos descobri que tinha uma outra doença, o meu mundo afundou. Caí num estado de desespero e desconhecimento tão profundo que ela decidiu surgir. 
Não consigo apontar o dia preciso que a senti, até porque no estado que estava era difícil perceber alguma coisa, mas quando ela vem e se instala, sente-se. 
Naqueles meses a minha vida transformou-se. Eu, a forte, a decidida, a divertida, virei uma sombra bem apagada. Volto a dizer, a minha depressão junta-se a outra doença de ansiedade, que juntas, tornaram a minha vida miserável por alguns meses.
Mas tudo melhora. Infelizmente não posso dizer que estou livre de tudo. Não estou. Mas hoje, sou de novo eu. Voltei a ver o mundo a cores. Cada dia é uma batalha para a "matar". E leve o tempo que levar, serei sempre mais teimosa que ela.

Vou falar dos sintomas, que são diferentes em cada um, das más decisões, dos dias horríveis. Vou falar dos dias lindos, do regresso da vontade, dos sorrisos.

Isto é o diário de como persigo a minha depressão em vez de ela me perseguir a mim. 

O fatídico pastel de bacalhau com queijo da serra

Quando não há mais o que fazer, ou mesmo porque os temas actuais nos envergonham de tal maneira, inventamos um novo tema e transformamo-lo em algo maior. 
Comi pela primeira vez este pastel no Museu da Cerveja já lá vai um, dois anos? Ninguém nunca se importou, manifestou ou passou muito cartão a isto. Agora, com a abertura da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, a polemica está aí. 
Não sei o que mais me espanta, darem realmente destaque a isto como sendo um assunto de maior interesse ou a onda de indignação que a junção destes dois reis da gastronomia portuguesa proporcionou. 

Eu? Eu adoro! Cada vez que vou para o lado do Museu da Cerveja tenho de controlar os meus instintos para não me satisfazer com dois ou três pasteis, porque eu senhores, gosto é de comer. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência Contra as Pessoas Idosas

Hoje assinala-se o Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência Contra as Pessoas Idosas. Pode parecer apenas mais um dia de prevenção de isto e daquilo, mas este, pessoalmente, é especial. Há questões estruturais na sociedade portuguesa que me afligem incrivelmente, a forma como tratamos os nossos idosos é uma delas. Não acho que todos os idosos virem santos apenas porque envelheceram, mas acredito que todo o ser humano tem de ser tratado com dignidade, e cabe a cada um de nós colaborar neste sentido. 
Eu fui daquelas crianças que ficava na mesa a escutar os adultos conversarem, a beber das suas histórias e experiência. Não acho que a idade é um posto, mas aprecio a vivência e os ensinamentos que podemos adquirir com aqueles que já muito passaram. 
Os idosos são seres frágeis, porque vamos lá, ninguém quer envelhecer, ninguém quer sentir o corpo a começar a falhar, a perder faculdades, a precisar de ajuda. E tudo isto se torna ainda mais difícil quando são tratados como um fardo. Conheço historias dramáticas, de idosos, que hoje estão abandonados pelos familiares por quem fizeram tudo. Filhos, netos e irmãos que hoje, ao já não precisarem deles, os depositam ou em lares, ou em casas isoladas, longe de acessibilidade e ajudar, longe de carinho e atenção.
Isto assusta-me. Acho que reflete muito bem aquilo que somos enquanto pessoas, porque se vamos marginalizar aqueles que um dia nos deram aquilo que precisávamos, e não falo apenas de bens materiais, mas do amor, somos capazes de tudo em beneficio próprio. 
A violência não é só física, o distanciamento e a frieza criam feridas muito grandes. A solidão, essa mata.

O meu avô tem 86 anos, à 6 anos e 8 meses teve um AVC que lhe colheu as faculdades e os movimentos. 6 anos e 8 meses deitado numa cama. A fisioterapia, as consultas de neurologia, o estimulo familiar, nada conseguiu atenuar os efeitos e hoje, passam-se dias sem falar, sem abrir os olhos. Mas há dias bons. Dias em que sorri e se lembra quem somos. Em todo este tempo, muitas foram as pessoas que lhe viraram as costas, amigos e familiares que simplesmente desapareceram. Mas houve também aqueles que ficaram e tornaram a restante vida do meu avô, mais fácil de aguentar.
Desde o equipamento necessário até a atenção e cuidados, tudo lhe é dado pelos meus país e avô. Em todo este tempo o meu avô nunca teve uma ferida, nunca teve nenhum problema a não ser os inerentes à própria doença e isto porque tem atenção.  
Eu nunca pensei em alimentar o meu avô ou mudar-lhe a fralda, mas faça-o e farei quantas vezes forem necessárias. Eu lembro-me do que um dia ele fez por mim, lembro-me do carinho e o mínimo que posso fazer é ajudar. 
Os meus país e avó são os heróis, são as pessoas que neste dia de prevenção podem ser usadas como exemplo. Porque custa muito, a todos os níveis. Mas não há nada mais reconfortante que saber que os nossos estão felizes e cuidados, qualquer seja a circunstancia. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Santos Populares

É hoje. A noite mais longa de Lisboa. O Santo António apadrinha os arraiais, as sardinhas e os manjericos. Por todo o país multiplicam-se os arraiais, comemorando e em honra os diferentes santos. Noites longas, de dança e diversão. 

Por isso aqui ficam dois looks bem ao estilo que se pede. Confortáveis, estilosos e descolados. 


É sempre bom não esquecer:

Multidão significa carteiristas. Nunca usar carteiras de fácil acesso e o mais indicado é mesmo as tira colo puxadinhas para a frente. 
Sapatos altos são proibidos! Em Lisboa, ir para um arraial de saltos é o mesmo que nenhuma diversão. Ainda me lembro à uns anos uma amiga ir com umas sandálias altíssimas e foi simplesmente horrível. Acabou a noite com uns chinelos de €1,5.
Nada de grandes produções. É noite de rua, por isso, maquilhagem discreta, penteado simples. O que é preciso mesmo é a boa disposição.

E a melhor dica, divirtam-se!