10! Hoje é dia 18 de Fevereiro e já morreram, este ano, 10 mulheres em Portugal às mãos de companheiro ou antigos companheiros.
Vivemos numa sociedade onde ainda vigora a máxima “entre marido e mulher...” e com ela vigora o terror, a violência e o medo. Onde é mais fácil olharmos para o lado do que agirmos. Uma sociedade onde somos todos culpados destas mortes.
Temos um sistema que beneficia o agressor. É a vítima que, na maioria dos casos, tem de abandonar o lar e colocar-se numa situação dependente é frágil. As condenações são piadas o que leva muitas vezes à falta de denúncia. A situação é insustentável e vamos continuar a morrer.
Não são só mulheres as vítimas de violência doméstica, mas são o principal alvo. E se pensam que o perfil é muito delimitado, enganam-se. Basta ler os dados do estudo Violência no Namoro para perceber que estamos a lidar com uma realidade assustadora, mas real. As nossas meninas acham normal serem vítimas de chantagem, pressão e agressão. Os nossos meninos acham que podem tratar as namoradas como propriedades.
É uma questão cultural e estrutural. É a nossa realidade.
E basta de olhar para o lado. Basta achar que como não somos nós a apanhar nada temos de fazer. Basta.
São dez mulheres em 49 dias.
Ainda temos 316 dias para mudar as estatísticas. Mas sobretudo, salvar vidas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Nós e Eles
Estamos no final do primeiro mês do ano mas já há tanto para falar e comentar. Alguns assuntos secundários e outros, muito mais sérios, estruturais.
Nestes últimos dias, tenho lido e ouvido muitos diálogos que se sustentam nas dicotomias do"Nós" versus o "Eles".
É um discurso que me enrijece, transtorna. É um discurso para o qual não estou formatada a aceitar. Mas é um discurso comum, partilhado e sobretudo enraizado na nossa sociedade.
Tudo isto começou no episódio no bairro da Jamaica. Sem conseguir apontar dedos e culpas, todo o quadro em torno do episódio em si é assombroso.
Nunca serei uma das pessoas que vai apontar o dedo à lei e aos seus agentes. Mas serei uma das primeiras a dizer que vivemos numa sociedade a duas velocidades ou melhor, a duas cores.
Não sei se o episódio no bairro da Jamaica foi racismo, sei sim que todo o diálogo a seguir foi um exemplo claro daquilo que vivemos e pensamos escondido nas nossas casas.
Eu e o Eddie não somos da mesma cor. Eu sou uma tom amarelo transparente e ele um caramelo brilhante. Estamos juntos à 11 anos e só me apercebi do racismo real quando comecei a namorar com ele.
Nestes 11 anos vivemos as mais inacreditáveis histórias no que diz respeito ao racismo latente na nossa sociedade. Em todos estes anos, já ouvi o diálogo onde o "nós" me inclui e o "eles" o inclui e vice-versa.
Há uma clara separação onde as pessoas me colocam e o colocam a ele. Não apenas por eu ser mulher e ele homem, uma conversa para outra e todas as alturas, mas porque a minha pele não é da mesma cor que a dele.
Não vale a pena tentar amenizar a questão, tão pouco o quero fazer. Já me perguntaram como conseguia namorar com um preto e isto resume tudo.
Vivemos numa sociedade muito pequenina em princípios mas enorme em preconceitos que se elevam nestas alturas. Há tanto a fazer mas tão pouca vontade.
Assim continuamos a falar em picos de popularidade do tema, para não perdermos a onda, mas continuamente a menosprezar a verdade. Somos racistas.
Somos racistas. Repitam comigo. Somos racistas.
Depois de assumir é mais fácil evoluir. Continua à espera desse dia.
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
A lacuna da empatia
Quando somos adolescentes e tantos as hormonas como as ideias estão baralhadas é normal termos um défice de empatia. Não em questões fundamentais, como o sofrimento flagrante, mas perante os problemas e dificuldades dos outros. Achamos que as nossas batalhas são, não só mais importantes, como mais válidas de consideração do que as de qualquer outro ser humano. E é normal.
O problema é que crescemos, mas a empatia em muitas pessoas não cresce, não se desenvolve. Depois de adulta, tornei-me não só uma pessoa muito mais tolerante como empática com as dificuldades dos outros.
O chavão “coloca-te no lugar dele” é algo que realmente faço. É muito fácil julgar alguém pela minha história e pelos meus conhecimentos, no entanto, cada pessoa é uma história e um mundo diferente. As batalhas, desafios e entraves que cada um de nós atravessa são muito pessoais e sermos julgados livremente não é apenas injusto mas também maldoso.
Isto acontece com todos em algum momento da vida. A última situação que me lembro de ser vítima desta falta de empatia foi pouco tempo depois de perder a minha mãe. Como é normal, aqueles meses seguintes foram os piores que já vivo. Não tinha vontade de nada, logo andei uns meses em versão “esfarrapada”. Sem maquilhagem, sem arranjar o cabelo e com a roupa mais sem graça que tinha no armário. As poucas vezes que tinha de sair de casa não fazia questão de me arranjar e o único acessório que usava eram os maiores óculos de sol que tenho. Ora isto não é normal em mim mas dadas as circunstâncias era mais do que justificado.
Num destes dias em que tive de sair de casa, uma das minhas arqui inimigas da adolescência, que já tem idade para ultrapassar qualquer problema que podíamos ter tido na altura, ao ver-me tão distinta do meu normal teve a reacção lógica na cabeça de uma miúda de 13 anos. Menosprezar.
A verdade é que ela não sabia o que tinha acontecido, no entanto não invalida o facto do primeiro instinto que teve foi gozar e coscuvelhar sobre a minha aparência.
Posso afirmar que não me magoou. Tinha problemas muito mais sérios para um comentário impensado fazer estrago, no entanto não posso deixar de ficar triste, não com ela, mas por ela. A falta de empatia que demonstrou numa situação tão básica demonstra uma lacuna de carácter flagrante. O mais triste é que existem milhares de pessoas iguais. Que não fazem o mínimo esforço para equacionar o que o outro está a passar antes de o menosprezar e banalizar.
O mundo já é um lugar tão difícil que se não tivermos o coração, e a cabeça, um pouco mais receptivos torna-se muito complicado viver com qualidade. Precisamos de entender de uma vez por todas que somos iguais mais muito diferentes e antes de criticarmos devemos tentar perceber, mesmo que seja mais complicado. A empatia faz falta, vamos cultivá-la.
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Livro da semana - Winner Take All, Laurie Devore
For Nell Becker, life is a competition she needs to win. For Jackson Hart, everyone is a pawn in his own game.
They both have everything to lose. Nell wants to succeed at everything―school, sports, life. And victory is sweeter when it means beating Jackson Hart, the rich, privileged, undisputed king of Cedar Woods Prep Academy. Yet no matter how hard she tries, Jackson is somehow one step ahead. They’re a match made in hell, but opposites do attract. Drawn to each other by their rivalry, Nell and Jackson fall into a whirlwind romance that consumes everything in their lives. But when a devastating secret exposes their relationship as just another game, how far will Nell go to win? Visceral and whip-smart, Laurie Devore’s Winner Take All paints an unflinching portrait of obsessive love, toxic competition, and the drive for perfection.
Young e New Adult são um estilo que leio imenso. Há histórias muito bem contadas, envolventes e fofinhas.
Esta no entanto não é uma delas. Se a premissa pode ser engraça, dois jovens a competir entre si pela excelência escolar que leva ao envolvimento amoroso, a autora misturou tantos assuntos importantes que resulta na maior confusão. Existem maus tratos, traições, sexo adolescente com possível gravidez, doenças mentais. São demasiados tópicos.
Acho importante a abordagem destes temas, quando lemos uma história com problemas reais é mais fácil a identificação. No entanto, a autora colocou uma panóplia de temas fortes todos juntos o que transforma a narrativa demasiado tensa e confusa.
Não é um livro que recomende a quem gosta de história mais leves e divertidas. É uma história mais densa, sem ser uma grande história.
Esta no entanto não é uma delas. Se a premissa pode ser engraça, dois jovens a competir entre si pela excelência escolar que leva ao envolvimento amoroso, a autora misturou tantos assuntos importantes que resulta na maior confusão. Existem maus tratos, traições, sexo adolescente com possível gravidez, doenças mentais. São demasiados tópicos.
Acho importante a abordagem destes temas, quando lemos uma história com problemas reais é mais fácil a identificação. No entanto, a autora colocou uma panóplia de temas fortes todos juntos o que transforma a narrativa demasiado tensa e confusa.
Não é um livro que recomende a quem gosta de história mais leves e divertidas. É uma história mais densa, sem ser uma grande história.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Compras que fiz e me arrependi
Comprar novos artigos é sempre estimulante. Quer seja algo que já conhecemos ou algo novo para testar, há sempre um estímulo fascinante em ir as compras.
Tenho tentado comprar menos e melhor e tenho conseguido, mas nem sempre faço as compras mais acertadas. Quem nunca comprou algo a pensar que estava a adquirir a oitava maravilha do mundo e no fim a única coisa que muda é o saldo da conta?
Aqui ficam alguns artigos que comprei nos últimos meses (anos) e foram um verdadeiro tiro no pé, ou melhor, no cartão de débito.
1- Sou apaixonada por perfumes e não sou fiel a apenas um. Sendo verdade que tenho uns três que compro religiosamente quando acabam, adoro testar as novidades. Quando surgiu este Pure XS pensei que ia ser maravilhoso uma vez que o masculino é simples incrível. Comprei sem experimentar antes e fiz asneira. Não é um mau perfume mas o meu gosto olfactivo é distinto. Além de o frasco lindíssimo foi um belo desperdício.
2 - A pulseira da Pandora não é novidade para ninguém. Acho o conceito muito engraçado mas também rapidamente cansativo. É um investimento, é uma peça bonita e significativa mas no meu caso é um investimento engavetado. Não consigo andar com uma pulseira cheia de berloques por muito emocionalmente tocante que seja. Está cheia de contas que ligo a pessoas e momentos mas não deixa de estar guardado numa caixa porque visualmente tornou-se muito ruidosa.
3 - Sou fã de máscaras faciais e esta máscara devia ser tudo o que precisava para os meus poros terríveis. Se a minha pele colabora-se. Não vou imputar culpas ao produto porque já li centenas de reviews maravilhosas, no entanto na minha pele não funciona. Ficou muito irritada e sensível e foi mais um desperdício de euros.
4 - Esta pulseira fez parte dos meus favoritos de Setembro do ano passado e foi realmente durante dois meses. Depois cansei-me. É verdade que estimula a actividade mas para mim, que nunca ando de relógio, parece uma prisão. Uma constante reafirmação que aquela pequena pulseira manda na minha vontade. Para mim não serve.
5 - Que sou a maior fã de chá, todos já sabem. Bebo mesmo muito durante o dia e achei que era uma boa compra um termo para levar o meu chá sempre comigo. Mas é algo que não me consigo habituar. Está garrafa da Tefal é bastante bonita e prática mas a qualidade do chá não se mantém. Gosto do chá acabado de fazer. Assim continua a levar os meus saquinhos de chá comigo e a fazê-los quando posso.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
As minhas coisas favoritas do Outono
Gosto do Outono. Das cores, dos cheiros e dos sabores. O Outono chama ao aconchego, aos abraços, às cores quentes e à comida de conforto. É, provavelmente, a estação do ano mais propícia às actividades caseiras, aos passeios em dias frios com um cachecol bem quente e à introspecção.
Gosto mesmo muito do Outono por isso decidi partilhar as minhas coisas favoritas da época cor de laranja.
1 - Já várias vezes vos falei do meu amor por velas e se há momento que as aprecio é no tempo mais frio. Além de dar um ar aconchegante ao ambiente, tornando-o visualmente mais intimo, há marcas que produzem aromas magníficos muito de acordo com a estação. A Yankee Candle tem as minhas velas favoritas e esta de White Cocoa é maravilhosa.
2 - A altura do ano que mais gosto para fazer caminhadas é, efectivamente, o Outono. Ainda não está muito frio o que possibilita longas caminhadas em vários terrenos. Gosto muito de caminha junto ao mar mas nesta estação adoro particularmente passear na floresta e para isso são necessárias uma botas de caminhada. Existem as mais variadas opções, mais ou menos dispendiosas, sendo os modelos da Timberland os meus favoritos, não só porque são muito confortáveis para caminhar mas também para criar looks de Outono muito interessantes.
3 - Existe algo mais típico do Outono que os sabores de abóbora que se espalham por todos os ramos de produtos? É verdade que é algo muito norte-americano, mas já começamos a adquirir esse hábito e posso dizer que me parece muito bem. Adoro abóbora, as panquecas, os doces e o latte. Esta é a minha receita favorita do latte mais típico do Outono. (As pumpkin pie spice, algo que não temos cá resulta com uma mistura de canela, gengibre e noz moscada).
4 - Não há nada melhor dos tempos frios que pijamas quentinhos. É algo que me traz uma felicidade enorme comprar porque uso imenso. Nos dias que posso ficar em casa, o pijama é o meu traje de eleição. E se sou uma fã dos pijamas da Primark, quentinhos que só eles, o Lidl nesta época tem sempre uma selecção maravilhosa.
5 - Chá. A alegria da minha vida. A bebida que mais consumo durante o dia. Algo que mais de agradar o corpo, enche-me a alma. É um hábito que apanhei do meu avó, outro entusiasta consumidor de chá. Se me querem conquistar basta oferecerem-me um pacotinho de chá e somos amigos para a vida. Esta colecção da Twinings é maravilhosamente aromática, com um sabor muito suave e óptimo para tomar da manha. Encontramos na Amazon.
6 - Não há outono sem cachecóis. Sendo uma uma miúda friorenta que só está bem ao sol feito lagarto, encarar os dias mais frios é difícil sem os acessórios correctos. E os cachecóis são essenciais. Tenho a sorte de ter muitos tricotados à mão, peças que adoro, mas existem diversos modelos nas lojas tão bonitos que dá vontade de usar até a dormir. Um das coisas que também uso muito são os ponchos, principalmente em casa e fui recentemente presenteada com um que a minha tia fez que é especialmente quentinho.
Quais as coisas que não abdicam no Outono?
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Eu e Ele #9
Quando começamos a viver uma vida a dois, além de um amor ganhamos uma nova família. Para o bom e para o mau.
E com a família vêm as visitas em casa, visitas daquelas que ficam uns dias. Para o Eddie nada mais normal, para mim um pesadelo.
Não estou a falar dos nossos pais como é lógico, mas dos primos, tios, vizinhos e afins.
Eu entendo que há pessoas que adoram receber visitas. Os meus pais sempre foram uns anfitriões maravilhosos e a casa estava sempre cheia. Ora, eu não sou uma dessas pessoas.
Não gosto de receber pessoas em casa. Não gosto que pessoas que não me são próximas, com quem não tenho uma relação intima, fiquem na minha casa, mexam nas minhas coisas e desorganizem a minha ordem.
O Eddie, por seu turno, como bom angolano que é, adora uma casa cheia e acha a coisa mais natural do mundo receber toda a família e associados em casa.
É um tema complicado, porque se por um lado percebo a vontade e a disponibilidade do Eddie, sei que é frustrante a minha constante reticência em receber pessoas em casa.
Porque falando com toda a sinceridade, já passei da idade de fazer fretes mas por outro lado há pessoas que são próximas ao meu companheiro não o sendo a mim a quem o magoaria imenso negar a estadia na nossa casa.
Isto das relações é uma coisa complicada, especialmente quando temos companhia.
Por aí alguém percebe a minha angústia ou são team Eddie e adoram uma casa cheia?
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Livro da Semana - The Kiss Quotient, Helen Hoang
Stella Lane thinks math is the only thing that unites the universe. She comes up with algorithms to predict customer purchases--a job that has given her more money than she knows what to do with, and way less experience in the dating department than the average thirty-year-old.
It doesn't help that Stella has Asperger's and French kissing reminds her of a shark getting its teeth cleaned by pilot fish. Her conclusion: she needs lots of practice--with a professional. Which is why she hires escort Michael Phan. The Vietnamese and Swedish stunner can't afford to turn down Stella's offer, and agrees to help her check off all the boxes on her lesson plan--from foreplay to more-than-missionary position...
Before long, Stella not only learns to appreciate his kisses, but crave all of the other things he's making her feel. Their no-nonsense partnership starts making a strange kind of sense. And the pattern that emerges will convince Stella that love is the best kind of logic...
Há livros que nos deixam com um sorriso e este é, sem dúvida, um deles. Uma mulher com síndrome de Asperger e um homem prostituto, tudo para dar errado, mas deu tudo certo. É o primeiro livro que leio que tem uma protagonista com o espectro de autismo e foi demais interessante.
Os números são as coisas que Stella percebe melhor mas agora ela quer conhecer mais mas precisa de ajuda para perceber e melhorar num dos temas que move o mundo, sexo.
Com a convicção que precisa de ajuda contrata um prostituto para a ajudar a melhorar e é aqui que entra Michael. Que homem amoroso.
A dinâmica da história é maravilhosa, as personagens são muito bem construídas, especialmente Stella. Com cenas amorosas e quentes, é óptima opção de leitura para os dias frios.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Série da Semana, Queer Eye
A new Fab Five set out to Atlanta to help the city's straight men refine their wardrobes, grooming, diet, cultural pursuits, and home décor.
Sabem aquela sensação que algumas coisas/pessoas por vezes nos transmitem, que o mundo é um local bom e que tudo vai acabar bem? É com essa sensação que fico depois de ver Queer Eye.
Nunca esquecendo que é um produto televisivo, logo fabricado e a seguir um guião, encontro tanta verdade no desempenho de todos eles que a cada episódio uma nova lágrima corria.
Cada um deles, nos seus campos de actuação, fazem real diferença nesta mudança que cada participante enfrenta e sendo eu uma fã de programas de makeover, passei tardes de Inverno da minha adolescência a ver a Stacey e o Clinton, acho que este programa apresenta um factor de diferença que o torna vencedor. O cuidado que existe com a história de cada pessoa, onde se incluí cada um dos Fab5.
É um programa delicioso, engraçado e emocionante. Qualquer um deles nos conquista e apaixona e eu quero ser amiga deles já. Não consigo decidir quem é o meu favorito, são todos tão fofinhos.
Vale muito a pena.
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Looks da Semana
O tempo de Outono finalmente chegou e com ele as malhas e as cores mais terrosas. Gosto tanto desta estação e os looks que podemos compor, elegantes e aconchegantes.
Segunda-feira - Camisa H&M, Calças e Brincos Zara, Bolsa e Sapatos Mango
Terça-feira - Vestido H&M, Bolsa Prada, Brincos Rosantica, Sapatos Reikenen
Quarta-feira - Saia Sofie D’hoore, Top Mes Demoiselles, Blazer Dianlee, Bolsa Tory Burch, Saoatos Francesca Russo
Quinta-feira - Vestido Burberry, Bolsa Botas Bricos Zara
Sextas-feira - Vestido Zara, Brincos Zara, Bolsa Stradivarius, Sapatos Mango
Vestia dos os looks profissionais desta semana, no entanto, gosto especialmente dos looks de Segunda e Terça-feira. O vestido de H&M de Terça-feira está debaixo de olho e parece-me que será uma futura compra.
Casuais
Segunda-feira - Jeans Tateme, Tshirt Nobody Denim, Bolsa Coach, Sapatos Proenza Shoulder, Brincos Vanda Jacinta
Terça-feira - Jeans Nobody Denim, Tshirt Egrey, Ténis Calvin Klein, Bolsa Mason Margiela, Gorro Wood Wood
Quarta-feira - Vestido e Botas Zara, Bolsa DKNY, Brincos Gaviria
Quinta-feira - Jeans e Camisa H&M, Bolsa Mango, Ténis Zara
Sexta-feira - Saia e Ténis Zara, Camisola Proenza Shoulder, Bolsa Armani Exchange, Óculos Carrera
Sobre os looks casuais só tenho duas coisas a dizer, Quinta e Sexta. São a minha cara. Perfeitos.
Quais os vossos looks favoritos?
Boa semana e bons looks.
terça-feira, 2 de outubro de 2018
Looks da Semana
Estes dias de Outono cheios de calor, a fazer prolongar o Verão, são óptimos. No entanto, tenho uma confissão a fazer. Estou ansiosa para que comece aquele frio bom, que não nos gela a alma, mas que já pede um casaco e um chá quentinho.
Enquanto isso não acontece, ficam aqui os looks da semana, ainda fresquinhos mas com cores de Outono.
Casuais
Segunda-feira - Saia H&M, Blusa Massimo Dutti, Ténis Puma, Bolsa Lancaster
Terça-feira - Jeans Stradivarius, Blusa Mara Hoffman, Sapatos H&M, Bolsa Michael Kors
Quarta-feira - Vestido H&M, Sapatos Michael Kors, Bolsa Danse Lente, Brincos Isabel Marant
Quinta-feira - Calças H&M, Blusa Stradivarius, Sapatos Camper, Bolsa Mansur Gavriel
Sexta-feira - Jeans Stradivarius, Blusa H&M, Mules Sam Elderman, Mochila See by Chloé, Óculos Moscot
O meu look favorito é o de Sexta-feira, não só por ter padrão animal, que é algo que amo e nunca deixei de usar, mas porque adoro a descontracção aprumada do look. Os jeans, que viajaram directamente dos anos 2000, são uma ode à nostalgia e não dou muito tempo para andarmos a desfilar com eles de novo.
Profissionais
Segunda-feira - Tshirt Stradivarius, Saia Eudon Choi, Sapatos Mercedes Castillo, Bolsa Miu Miu
Terça-feira - Calças Kiltie, Blusa H&M, Sapatos Saint Laurent, Bolsa Waraller, Brincos Givenchy
Quarta-feira - Saia Zara, Blusa Plein Sud, Sapatos ATP Atelier, Bolsa Gucci, Óculos Le Specs
Quinta-feira - Calças P.A.R.O.S.H., Blusa Nanuska, Bolsa Balenciaga, Sapatos Mercedes Castillo, Óculos Carrera
Sexta-feira - Calças GVGV, Blusa Marc Jacobs, Bolsa Trademark, Sapatos Aquazurra, Óculos Chloé
Não consigo escolher o meu favorito, usava todos e queria todas as peças no meu armário. Gosto muito das calças da Kiltie no look de terça-feira, adoro o padrão e as cores e P R E C I S O das calças prata da P.A.R.O.S.H.! Que maravilhosas.
Qual o vosso look favorito? E qual não usariam mesmo?
Boa semana e bons looks.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Série da semana, Who is America?
Os EUA são detentores de uma dualidade nunca vista. Se por um lado são uma terra de sonhos e oportunidades, são por outro lado, uma sociedade que leva a prepotência e ignorância a um novo nível.
A maioria de nós já se deparou com alguma noticia e a frase "Isto só na América!" nos assaltou a cabeça, porque há coisas que só na "América".
No seguimento disto, Sasha Baron Cohen, ou Ali G, Borat ou Bruno, teve a brilhante ideia de fazer uma série onde através de alguns bonecos, simula situações onde pretende expor não só várias personalidades do quadro político e social norte-americano, como o cidadão comum.
Li várias críticas em órgãos sociais norte-americanos a frisarem como a série falha o ponto, como não tem nada de novo para mostras. E depois de ver alguns episódios fiquei ainda mais preocupada. Porque, na minha opinião, a série mostra muito.
É verdade que algumas das grandes figuras que foram "apanhadas", como Bernie Sanders não tiveram qualquer problema porque se desmarcaram da situação com alguma facilidade mas há uma longa fila de figuras a mostrarem uma nova face nesta série, como podem ler neste artigo.
Entre os vários bonecos criados para esta série, o melhor para mim é o do militar Erran Morad, um especialista em terrorismo que leva cada participante a fazer coisas inacreditáveis. As situações são tão ridículas que a vergonha alheia é o sentimento que prevalece enquanto os minutos passam.
É uma boa opção para quem quer entender um pouco melhor a "América" que nem sempre nos entra em casa, aquela muito distinta da glamorosa, citadina e evoluída dos filmes.
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Caça
Atenção. Há imagens que podem impressionar no fundo do post.
Eu não sou contra a caça. Nunca cacei, jamais o faria, mas venho de uma família onde muita gente caça e entendo o propósito. Vão caçar para comer, mesmo que isso inclua uma vertente mais lúdica (?), mas todos os animais que comemos são mortos e na caça os animais são mortos mais rapidamente, sem o mínimo roçar de tortura que muitas vezes acontece nos matadouros. Não entendo a caça como desporto, nenhum desporto pode ter morte associada, no meu entender. Mas é uma actividade que nós, seres humanos, sempre fizemos e vamos continuar a fazê-lo. Para comer.
É aqui que se coloca o enfoque. Aceito a caça no intuito de consumir totalmente o que se caça.
Não há animais de primeira e segunda. Todos os animais merecem o mesmo respeito e amor. No entanto, o choque de matarem uma galinha não é o mesmo de matarem um elefante. Simplesmente porque não comemos elefantes. Pelo menos uma grande maioria da humanidade não o faz.
Por esta questão a caça furtiva me choca tanto. Assim como uma caça de elite, onde pessoas cheias de dinheiro caçam animais selvagens, muitas vezes espécies ameaçadas.
Matar um leão para quê? Embalsamar para decorar a sala? O que leva um ser humano a matar um animal só por matar?
Visitar jardins zoológicos já é algo que me incomoda um pouco. Percebo o trabalho que muito deles fazem, percebo o encanto que as crianças sentem ao visita-los, mas entristece-me imenso ver os animais presos.
Safaris são apenas ridículos. A necessidade do ser humano se infiltrar no ambiente dos outros é inqualificável. Agora este tipo de actividade deixa-me só envergonhada e desiludida.
É triste. Tão triste.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Filme e Livros da semana - To all the boys i ever love
Li este livro em 2015 e adorei. Não é uma grande obra-prima. Não muda a vida de ninguém. Mas é dos livros mais fofinhos que andam por aí. Os dois que se seguiram, que continuam a história de Lara Jean, continuam a fofura. Foram um grande êxito mas explodiu quando o filme chegou em Setembro à Netflix.
Foto de autor desconhecido
To al the boys i ever love - Lara Jean keeps her love letters in a hatbox her mother gave her. One for every boy she's ever loved. The letters are for her eyes only. Until the day they are mailed, and suddenly Lara Jean's love life goes from imaginary to out of control
P.S. I still love you - Lara Jean didn’t expect to really fall for Peter. She and Peter were just pretending. Except suddenly they weren’t. Now Lara Jean is more confused than ever. When another boy from her past returns to her life, Lara Jean’s feelings for him return too. Can a girl be in love with two boys at once?
Always and forever, Lara Jean - Lara Jean is having the best senior year a girl could ever hope for. She is head over heels in love with her boyfriend, Peter; her dad’s finally getting remarried to their next door neighbor, Ms. Rothschild; and Margot’s coming home for the summer just in time for the wedding.
But change is looming on the horizon. And while Lara Jean is having fun and keeping busy helping plan her father’s wedding, she can’t ignore the big life decisions she has to make. Most pressingly, where she wants to go to college and what that means for her relationship with Peter. She watched her sister Margot go through these growing pains. Now Lara Jean’s the one who’ll be graduating high school and leaving for college and leaving her family—and possibly the boy she loves—behind.
When your heart and your head are saying two different things, which one should you listen to?
Se os livros são uma fofura, o filme não fica atrás. Com um cast muito bem feito, é maravilhoso ver as personagens a ganhar vida. A história no filme muda um pouco, tem algumas alterações significativas, mas vale muito ver.
Além de continuar a preferir os livros, tanto a leitura como o filme são uma óptima opção para quem precisa de uma dose de doçura. Para não falar que todo o hype em torno do protagonista é justificado. Woah, woah, woah.
Quem já leu ou já viu o filme? Opiniões?
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Looks da Semana
Mais um mês afastada mas desta por uma boa razão. Estive de férias. Das rotinas, dos problemas, da vida. E soube bem. Vou actualizando no instagram, mas o blogue ficou abandonado. Mas estou de volta, já com uma série de posts escritos.
Para começar, os looks desta semana, a última do Verão.
Profissionais
Segunda-feira - Blusa Styland, Calças Erika Cavallini, Bolsa Diane von Fustenberg, Brincos Ranjana Khan, Sapatos Aquazurra
Terça-feira - Vestido Boohoo, Bolsa Michael Kors, Mules Paris Texas, Brincos Venda Jacintha
Quarta-feira - Vestido Marc Jacobs, Bolsa Moschino, Sapatos Valentino, Brincos Lele Sadangui
Quinta-feira - Camisa Little Pretty Things, Calças BlueGirl, Brincos Mignome Gavigon, Bolsa YSL, Mules YSL
Sexta-feira - Camisa Versace, Jeans Ksubi, Bolsa Furla, Brincos Kendra Scoot, Sapatos Marc Ellis
Quero o look de Quarta-feira para ontem! E os sapatos de sexta, o que é aquilo? Amor em salto alto.
Casuais
Segunda-feira - Camisa Pretty Little Things, Jeans H&M, Bolsa Prada, Sandálias H&M, Brincos Liya
Terça-feira - Vestido Boohoo, Chinelos H&M, Brincos Monte Frisnes, Bolsa DKNY
Quarta-feira - Vestido Diane von Fustenberg, Espadrilles Castañer, Bolsa Cult Gaia
Quinta-feira - Saia Stardivarius, Blusa H&M, Bolsa Lancaster, Chapéu Rag&Bone, Ténis Balenciaga
Sexta-feira - Tshirt Prabal Gurung, Calças Ganni, Chinelos Valentino, Cesta Sensi Studio, Brincos Sachin & Babi
Não consigo escolher o meu look favorito dos casuais, gosto de todos. Foram todos muito escolhidos ao meu gosto e realmente usava todos.
E encerramos os looks de Verão de 2018. Não fui muito assídua mas é sempre algo que me dá muito prazer fazer, Mas posso dizer que já estou muito empolgada com os looks de Outono?
Quem mais já tem aquele sentimento esquizofrénico de nostalgia do Verão mas ansiedade do Outono?
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Como um abraço mudou a minha vida
Desde que nasci tive as demonstrações de afecto como um dado adquirido. Na minha família damos beijos, abraços, dizemos que nos amamos numa base diária. É impensável para mim coisas como terminar o telefonema da noite com o meu pai sem dizer que o amo ou sair de casa sem dar um beijinho ao Eddie. Fui educada a dar beijnhos aos meus avós e tios a cada vez que chegava à casa deles assim como os meus primos, sejamos meninas ou meninos. Os meus sobrinhos e primos mais novos dão beijos de boa noite antes de ir para a cama e tratarmo-nos por nomes carinhosos é a regra.
Por isso mesmo, até bastante tarde não dei o real valor a isso.
Sempre tive vários amigos. Alguns com vivências semelhantes à minha, muitos com diferente. E foi uma dessas amigas que me ensinou que um abraço pode ser a uma arma muito poderosa.
Quando era miúda, as amigas andavam de braço dado. Nunca foi uma coisa que eu achasse particularmente piada, mas as minhas duas melhores amigas, que me acompanharam desde o infantário, achavam incrível. E se na maioria das vezes me esquivava deixando-as andar as duas de braço dado e eu solta e livre, por vezes era encurralada no meio das duas.
Mas era moda, toda a gente andava assim e não havia mal nisso.
Ora num dos meus anos de ciclo, não consigo precisar qual, tive uma colega com muitas carências. Motivada com um sentido de justiça que me acompanha até hoje, consegui que a escola a deixasse tomar banho todos os dias no balneário e com a ajuda da minha família comprei-lhe um pequeno guarda-roupa e produtos de higiene, conseguindo-lhe dar-lhe uma normalidade que entre adolescentes é desejada.
Ela tinha uma história de vida difícil e nesta nossa cruzada para lhe dar aquilo que ela infelizmente não tinha, ficamos amigas. Era uma miúda incrível, um coração de ouro e merecia muito mais do que a ajuda que lhe estávamos a dar.
No final de um dia de aulas normal, que me lembro como se de hoje se tratasse, estávamos a sair da sala e eu dei-lhe o braço até à saída da escola. Quando vi os meus pais à minha espera dei-lhe um abraço e quando me começava a virar para ir embora ela começou a chorar.
Fiquei muito aflita, porque até dois segundos atrás ela estava bem e quando a interroguei o que se passava ela disse uma frase que me atormenta até hoje " Tu nunca me tinhas abraçado nem dado o braço. Eu já não me lembro a última vez que alguém me deu um abraço.".
E este é um daqueles momentos que muda a nossa vida.
Algo tão simples como abraçar alguém que nos é querido pode fazer a diferença. A partir deste dia, deixei de banalizar o carinho que tinha da minha família e comecei a ser muito mais atenta às necessidades emocionais dos meus amigos.
Porque um abraço, um "gosto de ti", uma carícia não custa nada mas aproxima as pessoas e fá-las mais felizes. Mais completas.
E eu, uma pessoa rodeada de amor, fui aprender esta lição com quem não tinha nenhum.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Filmes da Semana - The Kissing Booth e When We First Met
A semana passada foi complicada para a minha ansiedade e poc e assim, li muito e vi muitos filmes. Quando tenho dias piores prefiro concentrar-me na leitura de livros mais leves assim como na escolha de filmes menos densos.
Assim, munida do meu comando andei a procurar na Netflix de filmes fofinhos e encontrei estes dois, The Kissing Booth e When We First Met.
When Elle Evans, a pretty, late-bloomer who's never-been-kissed, decides to run a kissing booth at her high school's Spring Carnival, she unexpectedly finds herself locking lips with her secret crush- the ultimate bad boy, Noah Flynn. Sparks fly, but there's one little problem: Noah just happens to be the brother of her best friend, Lee,and is absolutely off limits according to the rules of their friendship pact. Elle's life is turned upside down when she realizes that she must ultimately make a choice: follow the rules or follow her heart.
É mau, mesmo muito mau.
O filme é baseado no livro com o mesmo nome. Dentro do género young adult há livros muito bons, neste caso nem o livro nem o filme são dignos de referência dentro do género.
Mas vou-me concentrar no filme e a primeira frase resume a minha opinião. É mau.
Tem uma dinâmica horrível, uma história oca e representações que deixam muito a desejar. Sim o livro foi escrito por uma miúda de 15 anos mas o filme não foi realizado por uma e por muito que o público-alvo seja o público adolescente isso não equivale a um trabalho medíocre. O pior de tudo é que é um verdadeiro fenómeno de popularidade.
Não aconselho, nem para uma sessão de sábado à tarde.
When We First Met
Noah thinks he has the perfect first night with Avery, the girl of his dreams, but gets relegated to the friend zone. He spends the next three years wondering what went wrong - until he gets the unexpected chance to travel back in time and change that night - and his fate - over and over again.
Não é um grande filme. Não é um filme que vá recomendar às minhas amigas. Mas para passar o tempo, é fofinho.
A história é engraçada, tem momentos divertidos, mas não passa de um filme fofo para ver quando queremos descansar o cérebro sem dormir.
É fofo, nem chega à classificação de fofinho.
Alguém já viu e gostou? Contem-me tudo.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Looks da Semana
Com o início da semana chegam os looks par nos inspirar. Vamos a eles.
Casuais
Segunda-feira - Vestido Valentino, Mules Lanidor, Bolsa Furla, Brincos Monies
Terça-feira - Calções Stradivarius, Blusa Bershka, Espadrilhes Castañer, Mochila Rebecca Minkoff
Quarta-feira - Jardineiras e Top Stradivarius, Bolsa Lancaster, Chinelos Valentino, Óculos Chloé
Quinta-feira - Saia Tmmy Hilfiger, T-shirt Stradivarius, Bolsa Diesel, Ténis Reebok, Boné Karl Lagerfeld
Sexta-feira - Vestido Reformation, Sandálias Rochas, Cesta Sensei, Brincos Cult Gaia
Sem mais demoras, os meus favoritos são os looks de Terça e Quarta-feira. No entanto há peças que amava ter, como é o caso do vestido Valentino de Segunda-feira e os chinelos Rochas de Sexta-feira. Duas peças com um preço nada simpático.
Profissionais
Segunda-feira - Calças Marques Almeida, Blusa H&M, Sapatos Rachel Zoe, Bolsa Coach, Brinos Kendra Scoot
Terça-feira - Calças Nili Lotan, Top Alice+Olivia, Mules H&M, Bolsa Michael Kors, Brincos Gas Bijous
Quarta-feira - Saia DvF, Top Veronica Beard, Sapatos Manolo Blahnik, Bolsa Mansur Gavriel, Brincos Viktoria Hayman
Quinta-feira - Saia Theory, Blusa Red Valentino, Sapatos Jimmy Choo, Bolsa Longchamp
Sexta-feira - Jeans Calvin Klein, Top Styland, Mules Donald J. Pliner, Bolsa Saint Laurent, Brincos Oscar de la Renta
Nos looks profissionais os meus favoritos coincidem com os casuais. Adoro a mistura a paleta de cores e a mistura de texturas. Já se pode adivinhar que os padrões animais vão estar em alta para a próxima estação.
Qual o vosso favorito?
Boa semana e bons looks.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
O fardo de ser um fardo
A ansiedade é um fardo. Quem vive com ela sabe como o nosso dia-a-dia é determinado pelas sensações que ela nos dá. Como simples tarefas e planos viram obstáculos enormes.
Para quem sofre de ansiedade sabe como é difícil manter os planos. Pessoalmente, adoro planear e programar as minhas actividades, e esquematizar na cabeça os meus dias. Isso faz-me sentir preparada e mais relaxada. No entanto, a ansiedade não segue um guião. E aparece quando lhe apetece, estragando planos e prospecções.
E se para nós, que sofremos com ela, é horrível, é também horrível para quem nos acompanha.
Para quem nos rodeia, principalmente para o nosso núcleo, por muito que se informem e tentem perceber, por vezes é complicado lidar com certas reacções.
Podia contar-vos dezenas de histórias que onde a ansiedade teve a palavra final nos meus planos e como isso ditou também os planos de quem me acompanhava, mas vou-vos contar uma que foi um dos momentos marcantes para me levar a procurar formas de controla-la.
Os meus pais sempre foram apreciadores de boa comida e visitar restaurantes era uma das nossas actividades favoritas. Havia pratos específicos que gostávamos de comer em determinado restaurante e gostávamos de partilhar-lho com amigos. Ora, uma das melhores vitelas no forno que comi na vida foi em um restaurante em Oliveira de Frades. O restaurante era mesmo muito bom e várias vezes levamos lá amigos. Sendo que a viagem para lá é feita através da serra, as paisagens são maravilhosas também.
A última vez que combinamos lá ir com um grupo de amigos, eu tive um dos maiores ataques de pânico que tive na vida.
O caminho pela serra é feito por estradas apertadas e com grandes ribanceiras e logo de manhã ao acordar e pensar que tinha de fazer esse caminho para chegar ao restaurante comecei a sentir os efeitos da ansiedade, que culminaram num ataque de pânico em frente a várias pessoas, que por muito que tentassem entender o que se passava, ainda hoje não conseguem e ainda "brincam" com o que se passou naquele dia. Ninguém foi ao restaurante nesse dia e escusado será dizer, que mesmo depois de muita terapia, muito trabalho feito, ainda não lá voltei.
Isto é apenas um episódio, dos muitos pelos quais passei. Os meus pais, agora o meu pai, o Eddie e os meus familiares mais próximos e amigos sabem com o que lido todos os dias. Sabem que as vezes não saiu para aquele sítio novo ou não vou a um concerto não é por má vontade, mas sim porque não consigo.
O Eddie sabe que tenho de planear para me sentir confortável mas que muitas vezes vou cancelar os planos e optar por algo que me deixe confortável, que conheça. E por muito que estejam do meu lado, que percebam, sei que pode ser um fardo. Um fardo que eu nunca quis ser mas que, mesmo depois de muito lutar, sei que sou.
Tenho a sorte de ter um companheiro que me faz desafiar os meus limites e está lá para me abraçar e dizer que o que estou a sentir é válido. Mas nem toda a gente entende e pior ainda, nem todos que sofrem de ansiedade têm alguém que lhes dê a mão.
O mundo não está preparado para lidar com este tipo de problema. Ainda é tratado com desdém e colocado, muitas vezes, num patamar de oportunidade e não de doença. Como se as pessoas com ansiedade a usassem para justificar muita coisa que não querem fazer. Quando é precisamente o contrário. A ansiedade prende-nos de conquistar o mundo e isso é o maior dos fardos.
Vou começar a falar mais do assunto. Da ansiedade, da depressão, da POC. É preciso falar mais, normalizar para resolver. Dar caras às doenças. Dar voz.
Espero que continuem aí para ler.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Looks da Semana
Voltaram os looks da semana!
Ainda não estão como eu quero, a composição está menos bonita do que o que eu gostaria mas já está a valer. E nada melhor do que começar neste Verão esquizofrénico que nunca sabemos o que vestir. Espero que gostem!
Profissionais
Segunda-feira - Saia Ganni, Top Hillier Banther, Sandálias L'Autre Chose, Bolsa Furla, Brincos Olga Facesrak
Terça-feira - Vestido FRS, Sandálias H&M, Bolsa Chloé, Brincos Katerina Makziyianni
Quarta-feira - Vestido H&M, Sapatos Salvatore Ferragamo, Bolsa Gucci, Óculos Bottega Venetta
Quinta-feira - Saia Bombak, Top Apiece Apart, Sapatos DSquare2, Bolsa Saint Laurent, Brincos Sachi&Babi
Sexta-feira - Calças Balenciaga, Camisa H&M, Sapatos Aquazzurra, Bolsa Michael Kors, Brjncos JW Anderson
Gosto muito de todos os looks profissionais desta semana. Tentei usar peças tendência conjugadas com peças que fazem parte do nosso armário a cada estação. Incluí um look com jeans na Sexta-feira para mostrar que é possível usar calças de ganga e ainda assim manter o ar profissional.
Casuais
Segunda-feira - Jardineiras H&M, Top Stardivarius, Sandálias Tabitha Simmons, Bolsa Calvin Klein, Brincos Marchesa
Terça-feira - Vestido Stradivarius, Sapatos L'Autre Chose, Bolsa Muuñ, Brincos Isabel Marant
Quarta-feira - Calções J Brand, Camisa Rag&Bone, Sapatos Jimmy Choo, Bolsa Staud, Óculos Victoria Beckham
Quinta-feira - Jeans Stella McCartney, Tshirt Zara, Bolsa Karl Lagerfeld, Chinelos Manebi, Brincos Mignonne Gavigan
Sexta-feira - Jeans Levi's, Camisa MSGM, Mules Dorothy Muur, Bolsa Diesel, Brincos Y Project
Adoro de paixão algumas das peças destes looks casuais. A camisa e a bolsa de Quarta-feira, os jeans de Quinta e a camisa e os mules de Sexta-feira podiam vir a correr para o meu armário. Adoro!
Qual o vosso look favorito?
Boa semana e bons looks.
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